domingo, 16 de janeiro de 2011

ORGASMO FEMININO: você se conhece intimamente?

 
Veja o vídeo acima e ouça na íntegra esse post!
Bom dia queridos leitores, ouvintes e seguidores do nosso Blog Educação e Sexualidade eu Prof. Dra. Cláudia Bonfim vou começar enviando com muita alegria meus abraços à Luzia de Belo Horizonte-MG, à Bruna e ao Fábio que me enviaram emails carinhosos e pedindo esclarecimento de algumas dúvidas relacionadas à sexualidade. Obrigada, participem sempre, é muito bom ver que a cada semana novas pessoas tem manifestado seja no blog, seja no email, seja em outras redes sociais seu apreço, credibilidade e carinho para com nossos trabalhos.
 Continuando a série de posts ainda versando sobre a temática da sexualidade feminina, vamos ao tema de hoje que tratará do Orgasmo Feminino e lança à vocês uma pergunta: Você se conhece intimamente? 
 Para que a relação sexual seja uma experiência agradável e prazerosa, faz-se necessário algo que é essencial em toda relação: DIÁLOGO! É importante que homens e mulheres digam aos seus parceiros quais são o pontos mais erógenos do seu corpo. Falar o que você sente, como gostaria que fosse, socializar suas fantasias, sobre as formas que mais gosta de ser acariciada. E isso é mútuo. Outra palavra-chave em toda relação, inclusive na sexual é RECIPROCIDADE. Através dos diálogo seu parceiro poderá explorar o que mais te proporciona prazer e vice-versa, sentir e proporcionar prazer é algo como ação-reação.
 Mas para fazer isso, você precisa se conhecer e descobrir quais pontos no seu corpo lhe proporcionam maior prazer. Já abordamos sobre o tema da masturbação aqui e apontamos que descobrir e entender nosso corpo é algo essencial pode que possamos sentir e proporcionar prazer. Porém, fruto de uma educação sexual repressora muitas mulheres nunca se permitiram ou dizem não sentir vontade ou não gostar  de acariciar-se por que  não se sentem bem.
 Historicamente, a relação sexual tinha como objetivo a satisfação masculina. Ainda hoje, mesmo após muitos tabus sexuais terem sido superados, muitas mulheres ainda não conseguem se entregar de maneira plena. Culturalmente há diversas questões que ainda perduram desde mitos e pré-conceitos equivocados sobre o orgasmo, assim como sobre sexualidade de maneira geral, onde a esposa era a procriadora, e tinha um papel sexual meramente reprodutivo na relação, especialmente dentro do casamento, onde a mesma não poderia demonstrar desejo, tesão, prazer na relação.
 Sentir orgasmo também é um aprendizado. Para alguns esse aprendizado se dá de forma natural, para outros se dá pela busca, pela superação de alguma disfunção.
 Diversos são os fatores ou causas que podem impedir que uma mulher atinja o ápice do seu prazer. Muitas mulheres trazem consigo traumas, culpas, medos,  especialmente aquelas que foram vítimas de violência e ou abuso sexual na infância, ou tiveram uma educação sexual repressora, o medo de engravidar, experiências de dor durante a relação sexual, a falta de intimidade com o parceiro, assim como a falta de conhecimento do próprio corpo, o estresse e a rotina no relacionamento. há também aquelas pessoas que ou exigem muito de si mesma, ou possuem uma baixa auto-estima, bloqueando o prazer sexual e causando uma anorgasmia.
          Anorgasmia? Sim, é esse o nome, mas  isso já é tema para o próximo post. Abraços e até lá!

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