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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Peça para refletir sobre a sexualidade contemporânea vazia de afeto


Indico! Eu estava lá no Teatro Folha, no Shopping Higienópolis, no dia 07/janeiro/2012 e pude inclusive, abraçar o ator Alexandre Borges, que é uma simpatia com seus fãs.
A peça é misto de drama e comédia que todos que estudam a sexualidade ou buscam sua compreensão e entender melhor o amor e o relacionamento de um casal deveriam assistir.  Vale a pena!
"Eu te amo" de Arnaldo Jabor é  considerado um texto sobre a sexualidade.  Fala de amor, de solidão afetiva, de carência, de medo de amar, de dor de amor, tesão, desejo, ilusão, sexo… A história traz um homem e uma mulher que desejam se amar, mas ao mesmo tempo, têm medo deste sentimento.
Eu entendi como uma crítica a essa sexualidade pós-moderna, hedonista, vazia de afeto, despida de ética, banal e exacerbada. Pois nos faz refletir sobre desejo e tesão momentâneos, mas também da carência que vem depois, de um certo vazio, da falta de amor, de rejeição. Uma peça sobre o que seria uma história de amor. Uma fantasia romântica sobre o desejo e a paixão.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Feromônios II Parte - Ah! O cheiro dele! Ah! O cheiro dela!



Como vimos no post anterior, o feromônio é aquele cheiro irresistível e inodoro que provoca num primeiro e inexplicável momento o impulso sexual. Que é, digamos o primeiro sinal de ligação sexual as pessoas.

Interessante saber ainda que, homens e mulheres possuem feromônios sexuais diferenciados, localizados em diferentes partes do corpo.

Pense: Uma mulher na ausência do seu parceiro sexual gosta de cheirar geralmente quais peças de roupa dele? Ou quais objetos associados à ele?

É comum vermos cenas de mulheres cheirando o colarinho e toda camisa do homem, ou mesmo se agarrando ao travesseiro dele, para sentir seu cheiro. E isso não é por acaso, os feromônios sexuais masculinos se concentram nas axilas e no suor do homem. Ou seja, a camisa concentra o suor do corpo, assim como o travesseiro. Por isso, homens suados e ainda mais sem camisa conseguem gerar tamanha euforia e excitação, rs, e nos fazem sentir tanto calor, rs. Imagine nas academias, o auê que eles provocam, rs

Bem, agora pergunto: qual o maior fetiche masculino em relação às peças de roupa das mulheres? Que peça intíma feminina eles adoram cheirar?

Exatamente! A calcinha. Uma das mais poderosas armas de sedução feminina O que também tem explicação científica. Os feromônios sexuais femininos concentram-se na a vagina. Um cheiro que alucina e provoca as mais loucas fantasias sexuais. Claro sem jamais esquecer que,  entre os homossexuais esse cheiro é reconhecido entre pessoas do mesmo gênero, que se sentem atraída pelo mesmo sexo, já entre os bissexuais o impulso sexual se dá por pessoas de ambos os sexos.

Os feromônios masculinos, denominam-se androstenol, também chamados de androstenônios, e este está relacionado à química dos hormônios do sexo masculino, e concentra-se nas axilas. Há ainda os denominados de androsteroles que se concentram no suor do corpo.

Interessante apontar que, as mulheres tem um olfato mais aguçado que os homens, ou seja, nós mulheres conseguimos reconhecer e reagir imediatamente ao cheiro masculino e sentir um impulso sexual ou  relipelir o impulso. É comum ouvir entre as mulheres a frase: Ele é lindo mas não me atrai.

E o cheiro das mulheres?

Ah! O cheiro dela!

A mulher tem naturalmente um cheiro embriagador, que exala de todo seu corpo, pela pele, cabelos e claro que a intensidade não é igual em todas elas. Por isso, há aquelas mulheres que chegam e abalam, rs e que são naturalmente reconhecidas por homens e mulheres como sexy,s sensuais.

Embora se acredite que os feromônios femininos se exalam por todos os poros da pele da mulher, e ainda não se tenha de fato identificado um feromônio especificamente feminino, sabe-se que durante a ovulação (o período fértil, usando uma linguagem mais animal, o cio), a mulher produz e exala um cheiro mais intenso (o cheiro do cio, que alguns animais e insetos) conseguem sentir a km de distância). E é exatamente, porque a maior intensidade de feromônios  sexuais femininos se concentram na urina e nos ácidos vaginais, denominados copulinas; inclusive, temos que ressaltar que, a ação do anticoncepcional inibe a produção dos feromônios, pois impede que a ovulação ocorra, ou seja, além de evitar a gravidez, também pode ser inibidor dos desejos sexuais.

Historicamente é possível descobrir algumas curiosidades interessantes como: a forma com que mulheres na idade média usavam para atrair seus parceiros sexuais. Elas esfregavam um pouco de sua secreção vaginal atrás das orelhas; na época vitoriana (1837 a 1901) onde as mulheres eram consideradas assexuadas e taxadas ou de preceptoras (denominadas anjos do lar), ou de prostituras e ninfomaníacas. Mesmo numa época de intensa repressão, e que as mulheres tinha que se comportar conforme os modelos moralistas da rainha Vitória, as prostituras  carregavam panos entre as pernas e deixavam cair para seduzir e atrair o sexo masculino.

Bem, seguindo essa análise, poderíamos então dizer que os desodorantes, os sabonetes intímos e perfumes muito fortes inibiriam os cheiros sexuais?

Nessa lógica que traçamos poderíamos, dizer que sim, pois impedem que a pele respire inibindo os cheiros naturais.

Agora, vamos pensar nos outros cheiros, os perfumes artificiais. Que não gosta de uma pessoa  perfumada? 

Claro estou falando daqueles perfumes suaves, deliciosos que são estimulantes e extremamente sedutores. Aposto que você que está lendo algum dia já disse ou ouviu essa frase: nossa que cheiro de perfume de homem, rs. Ou, nossa tem alguém usando o perfume dela ou dele. São cheiros íntimos ou artificiais que vamos associando e reconhecendo nos seres amados, que se tornam irresistíveis e inesquecíveis e podem provocar além de impulsos sexuais, os desejos sexuais.

Calma ai, rs desejos sexuais e impulsos sexuais não são a mesma coisa? Nananinanão, rs

E só existem feromônios sexuais? Ou há fatores subjetivos que implicam numa relação sexual e amorosa?

Bem estas outras indagações eu tento responder no próximo post, ok?

Aproveite o dia de hoje para aguçar seus olfatos! Cheiros são um fetiche e tanto.

Que seu dia seja perfumado por cheiros inodoros ou não.

Ah! antes de terminar o post de hoje, deixa eu dizer um cheirinho humano que eu adoro, além do cheiro do meu parceiro, claro, rs. Cheirinho de nenê, quem não gosta?

Para finalizar, como dizem os bahiano, um XERO para todos que passarem por aqui . E até nosso próximo post sobre os desejos sexuais e os fatores subjetivos da sexualidade. E para aprofundarmos um pouco mais sobre essa tal sensorialidade, indico que vejam esse vídeo do Prof. Miguel Arcanjo sobre a Fisiologia da Paixão, do Amor e do Sexo, que de maneira divertida nos fala da temática. Como não consegui incorporar segue o link. http://cameraweb.ccuec.unicamp.br/video/NY587H24H1S2/

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A sexualidade na poesia de Drummond


Carlos Drummond de Andrade,  nasceu em Itabira do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902, hoje completaria mais uma no de vida, mas continuará eternamente vivo em seus poemas.

Ele é um dos poetas que mais amo, e que incorpora e dá vida à sexualidade em suas poesias, ora da sexualidade enquanto genitália, do sexo em si, outrora dos afetos, amor, paixão, carinho, admiração. Ainda fala do prazer, do tesão, do querer. Enfim, da sexualidade em sua plenitude. Em sua homenagem vamos hoje socializar e pensar a sexualidade através de alguns de seus poemas...

A sexualidade afetiva...

    Amor e seu tempo
"Amor é privilégio de maduros
estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.
É isto, amor: o ganho não previsto,
o prêmio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe
valendo a pena e o preço do terrestre,
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.
Amor é o que se aprende no limite,depois de se arquivar toda a ciênciaherdada, ouvida. Amor começa tarde."

Do corpo...

"No corpo feminino, esse retiro
- a doce bunda - é ainda o que prefiro.
A ela, meu mais íntimo suspiro,
pois tanto mais a apalpo quanto a miro.
Que tanto mais a quero, se me firo
em unhas protestantes, e respiro
a brisa dos planetas, no seu giro
lento, violento... Então, se ponho e tiro
a mão em concha - a mão, sábio papiro,
iluminando o gozo, qual lampiro,
ou se, dessedentado, já me estiro,
me penso, me restauro, me confiro,
o sentimento da morte eis que o adquiro:
de rola, a bunda torna-se vampiro."
A Nudez...
Mulher andando nua pela casa
envolve a gente de tamanha paz.
Não é nudez datada, provocante.
É um andar vestida de nudez,
inocência de irmã e copo d’água.
O corpo nem sequer é percebido
pelo ritmo que o leva.
Transitam curvas em estado de pureza,
dando este nome à vida: castidade.
Pêlos que fascinavam não perturbam.
Seios, nádegas (tácito armistício)
repousam de guerra. Também eu repouso.
Da sexualidade em todas as idades...

 Balada do Amor através das Idades
 "Eu te gosto, você me gosta
desde tempos imemoriais.
Eu era grego, você troiana,
troiana mas não Helena.
Saí do cavalo de pau
para matar seu irmão.
Matei, brigámos, morremos.
 Virei soldado romano,
perseguidor de cristãos.
Na porta da catacumba
encontrei-te novamente.
Mas quando vi você nua
caída na areia do circo
e o leão que vinha vindo,
dei um pulo desesperado
e o leão comeu nós dois.
 Depois fui pirata mouro,
flagelo da Tripolitânia.
Toquei fogo na fragata
onde você se escondia
da fúria de meu bergantim.
Mas quando ia te pegar
e te fazer minha escrava,
você fez o sinal-da-cruz
e rasgou o peito a punhal...
Me suicidei também.
 Depois (tempos mais amenos)
fui cortesão de Versailles,
espirituoso e devasso.
Você cismou de ser freira...
Pulei muro de convento
mas complicações políticas
nos levaram à guilhotina.
 Hoje sou moço moderno,
remo, pulo, danço, boxo,
tenho dinheiro no banco.
Você é uma loura notável,
boxa, dança, pula, rema.
Seu pai é que não faz gosto.
Mas depois de mil peripécias,
eu, herói da Paramount,
te abraço, beijo e casamos."

O sexo...
Do que se passa na cama... 


"(O que se passa na cama
é segredo de quem ama.)
É segredo de quem ama
não conhecer pela rama
gozo que seja profundo,
elaborado na terra
e tão fora deste mundo
que o corpo, encontrando o corpo
e por ele navegando,
atinge a paz de outro horto,
noutro mundo: paz de morto,
nirvana, sono do pênis.
Ai, cama canção de cuna,
dorme, menina, nanana,
dorme onça suçuarana,
dorme cândida vagina,
dorme a última sirena
ou a penúltima O pênis
dorme, puma, americana
fera exausta. Dorme, fulva
grinalda de tua vulva.
E silenciem os que amam,
entre lençol e cortina
ainda úmidos de sêmen,
estes segredos de cama.”


domingo, 20 de fevereiro de 2011

CARNAVAL = FESTA POPULAR OU APARTHEID E ALIENAÇÃO SOCIAL?


O conhecimento nos traz criticidade, e cada vez se torna mais difícil “engolir” certas coisas que ouvimos ou presenciamos. Nem em pleno carnaval deixo de observar as contradições humanas. Fico indignada com os milhões de reais gastos em todo País, induzindo e estimulando o consumismo de bebida alcóolica, à exacerbação sexuall, ao mercantilismo corporal. Se investissem tudo é foi gasto no carnaval no Brasil em Educação quantos poderiam aprender a ler, a escrever, a se tornar sujeito críticos?  
 
E o quanto se gasta com a distribuição de preservativos, pílulas do Dia Seguinte, e testes de Aids?  Lamentável! Temos que dissociar a ideia que Carnaval com sexo, álcool, drogas, promiscuidade. A verdadeira alegria é consciente!
 
Imagem quantos milhões o governo gasta no carnaval? E que nesta época são disponibilizadas equipes distribuindo preservativos e testes de HIV, policiamento, enfermeiros, ambulâncias, para atender os casos de embriaguez, violência e acidentes causados por alcoolismo e drogas.
 
Enquanto isso, milhares de crianças morrem por desnutrição, vivem em condições desumanas, sem educação, sem dignidade. Importante lembrar a crítica feita ao nosso Ministro da Cultura Gilberto Gil, por Temos que lutar especialmente contra o claro apartheid social, que vivenciamos cotidianamente, em todos os locais, como o que assistimos em pleno carnaval: os camarotes vips, os trios elétricos, sempre destinados a elite, e o povo sempre separado por cordas, se tornando uma massa, sempre inferiorizada.
 
A elite sempre acima do povo, se esquecendo que este povo é quem  paga o salário deles, é quem paga a maior parte da festa, pois milhões e milhões do cofre público são investidos ali. E estes merecem ter o mesmo espaço e respeito. Fiquei pensando que um milésimo desse dinheiro que o governo gasta no carnaval fosse destinado a um projeto educativo como que o que utopicamente visualizo. Desde tempos imemoriais, é possível constatar a distância entre a classe dominante e o povo. Parece contraditório falar de igualdade na sociedade da omissão, do descaso, das políticas assistencialistas, do mascaramento, do aparteid social visível. 
 
Conviver no meio político me fez ver de perto e sentir na pele, que erros humanos, politicamente são desumanos, são mascarados, preparados minuciosamente, estrategicamente planejados,  ideologicamente traçados, para contemplar o poder. O que dói mais, é assistir tudo isso e ter muitas vezes, as mãos atadas, ter que engolir, mesmo sabendo que não será possível digerir, tanta indiferença, tanta injustiça, tanta podridão.
 
A classe política é lamentavelmente, em sua grande maioria, a classe da troca constante de favores, de cargos, de interesses pessoais, de privilégios à elite e aos seus, dos falsos méritos. A sociedade dos apadrinhamentos, onde leva vantagem aquele que tem ou contatos políticos, ou troca favores eleitorais.
 
Competência? Quem dera todos os cargos políticos fossem contemplados por esse mérito. Muitas vezes, assistimos estarrecidos o fascínio humano pelo poder e as mórbidas "necessidades" dele decorrentes. Por hora, meu alento está naqueles que como eu ainda ousam o sonho, a militância, a luta, que conseguem emergir esperanças e forças em meio a toda essa corrupção infindável.
 
Isso me faz crer que precisamos mais do que nunca mesmo ocupar nosso espaço, lutar pelas causas que acreditamos, “doa a quem doer”, e temos sim, que nos envolver politicamente, pleitear cargos políticos, mostrar que não somos só mais um qualquer na multidão. É hora de olhar a fundo, mostrar que não somos mais “bobos da corte”, que o reinado deles está no fim, que eles não são os soberanos, que a sociedade feudal e o absolutismo acabou há muito tempo. Não podemos mais é nos omitirmos, “porque quando os justos se omitem, os corruptos comandam”.
 
É claro, que o povo precisa de lazer, de diversão, de alegria, mas vejamos que falsa essa alegria carnavalesca. Acaba o carnaval e a realidade rompe com toda esta ilusória festa, bruscamente. E pergunto o que mudou socialmente? Nada!!! Nos deram um anestésico momentâneo, que nos fez esquecer a dor por alguns dias, mas depois, quando nos damos conta, a ferida social, se tornou ainda maior.
 
Profa. Dra Cláudia Bonfim
Artigo publicado no Jornal Correio Popular de Cornélio Procópio-Paraná na edição de fevereiro de 2006. (Estamos em 2011 e pouca coisa mudou)
 
 

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Agradecimentos aos visitantes do Blog Educação e Sexualidade

Esse post é apenas para dizer da nossa alegria com as estatísticas do Blog. E agradecer, agradecer e agradecer... São mais de 32.000 MIL visitas em Blog de maio de 2010 a fevereiro de  2011.
Que alegria, honra e satisfação saber que nosso trabalho tem sido acompanhado e respeitado no Brasil e em mais de 20 países do mundo todo. E a cada dia receber novos visitantes, de novos países e estados do Brasil.

Obrigada a todos os meus leitores, ouvintes, seguidores, amigos, alunos, anônimos pelo apreço, carinho e credibilidade para com nosso trabalho. Isso nos motiva cada vez mais a continuar socializando nossas reflexões, ideias, estudos e aprendizados e a continuar buscando cada dia mais o conhecimento científico, a observar sensível e atentamente nossa práxis e a desenvolver nossas palestras, escrever nossos artigos e livros e nossas intervenções sociais.
 Um abraço repleto de carinho e ternura a todos vocês que acompanham esse nosso espaço, que nós é tão precioso, que é minha paixão, e mostra quem sou, meus sonhos, minha luta por uma educação afetivo-sexual emancipatória e minha paixão pela sexualidade humana.
 Com meus agradecimentos de coração,
 Profa. Dra Cláudia Bonfim

sábado, 5 de fevereiro de 2011

MASTURBAÇÃO: quebrando alguns mitos e tabus sexuais

Boa noite meus queridos leitores, ouvintes e seguidores do nosso Blog Educação e Sexualidade, eu, Professora Doutora Cláudia Bonfim, venho primeiramente agradecer o imenso carinho que temos recebido e as manifestações de apreço ao nosso trabalho de pessoas de todas as partes do Brasil e do mundo. Pode parecer falácia mas não é. Aliás, foi uma grande surpresa para mim constatar não só através da estatística do Goolge como através dos e-mails que temos recebido de todo Brasil e outros países, entre os quais se destaca Portugal. Aliás os abraços de hoje vão para o Nuno Gomes de Portugal, e para Carlos JorgeTavares de Rio Maior, Portugal, e também ao Luiz Roberto Alves do Mato Grosso pela credibilidade em nosso trabalho, e claro a todos vocês que anonimamente ou não acompanham carinhosamente nosso blog, e especialmente aos novos vários seguidores do nosso Blog.



O Post de hoje surge de uma das respostas que enviei aos inúmeros e-mails que tenho recebido. A orientação aqui reproduzida pode servir para adolescentes e adultos que possam viver situações semelhantes.


Uma pessoa jovem se declara virgem, e diz se masturbar várias vezes por dia, mais para aliviar tensões do que para buscar de fato o prazer. Claro, nesta idade sua libido está em alta o que vem apontar um dos motivos de uma pessoa que não tenha um parceiro sentir necessidade  de se masturbar. Claro que, como já apontei anteriormente aqui no blog, tudo naa deve ser em equilíbrio, e se masturbar apenas para aliviar tensões (embora independente disto, relaxamos após se masturbar), não deve ser o objetivo. A masturbação deve ser pelo auto-conhecimento e pelo prazer. 

Importante ressaltar que a idade não importa no que se refere à masturbação. Isto não apenas coisa de adolescente.   Tanto adolescentes quanto adultos podem e devem se masturbar. O caso é que o adolescente tem maior curiosidade e o sexo, muitas vezes, ainda é uma novidade pra ele. Por este motivo, a masturbação nos jovens é um ato mais freqüente. Outra razão que leva os adolescentes a se masturbar é que, em geral, eles ainda não se têm um parceiro sexual definido e, toda vez que tiver vontade, eles têm que se resolver sozinho, o que pode ser seu caso se não tiver uma parceira definida. 
Outra ressalva quanto ao fato de uma pessoa ser virgem ou não, não é o fato central que leva uma pessoa a se masturbar. Pois, saiba que muitos casais com anos de relação ainda sentem prazer com a masturbação e com outras formas de preliminares também. Quem ainda não iniciou a vida sexual com um parceiro só tem a masturbação como fonte de prazer, mas isso não quer dizer que apenas eles chegam ao êxtase com a masturbação.
Deixe-me esclarecer que mesmo em excesso a masturbação não faz mal à saúde.   Pois,  a masturbação é uma atividade sexual igual ao sexo em si, e as reações que provocam no organismo quase as mesmas bem parecidas. Portanto, não existem malefícios para o corpo. Porém, quando uma pessoa deixa de fazer outras coisas apenas para se masturbar, aí a questão pode se complicar. Não há um número definido de quantas vezes uma pessoa possa se masturbar . Há dias em que a libido está mais forte e outros em que você pode nem pensar nisto. O limite é o seu próprio corpo e o seu desejo. O que não deve é deixar de fazer coisas importantes para passar o dia fazendo isso. Mesmo assim não é um vício, o que pode ocorrer é que a pessoa cria um desejo compulsivo e, muitas vezes, deixa de fazer coisas importantes e abre mão de compromissos para ficar se masturbando. Nesses casos, a pessoa precisa procurar ajuda terapêutica. Ainda assim, não chega a ser vício. Apenas sinal que a pessoa não consegue lidar corretamente com algo, ou encarar um problema e passa a canalizar na masturbação. Como uma espécie de fuga que passa a funcionar como busca de uma nova forma de prazer pra não lidar a questão  que lhe incomoda. Por isso, os problemas da vida devem ser encarados e superados.Masturbar-se pode aliviar uma pessoa momentaneamente, mas não resolve problemas, nem de fato ameniza-o, entende?
Para finalizar faz necessário dizer que pensar em masturbação diariamente não se caracteriza como um vício ou patologia, doença. O que pode ser problemático é pensar em masturbar-se o tempo todo. Porque assim a pessoa deixa de se relacionar com as demais. Masturbação é apenas e tão somente uma das formas de experimentarmos o prazer sexual. E  este, é apenas um dos prazeres que podemos experimentar na vida.
 Eu já apontei aqui várias vezes e repito, a sexualidade não está relacionada apenas ao ato sexual, mas a tudo que nos proporciona sensações e sentimentos prazerosos. Sorrir, comer, estar com alguém, se relacionar com a família, com os amigos, trabalhar, se divertir, namorar... tudo que melhora nossa qualidade de vida, que nos proporciona bem-estar são outros prazeres tão gratificantes e importantes na vida. E a questão não é dimensionar a importância, pois são prazeres distintos, mas todos fundamentais para nosso bem-estar, e nosso desenvolvimento psicossexual, para nossa humanização. Portanto, um não pode anular o outro. Não se esqueçam desses outros prazeres. Uma das formas de tentar aliviar as tensões é através do diálogo, dialogando com alguém que confia, ouvindo músicas que levantem seu astral podem ajudar.  E que a masturbação seja algo prazeroso, um momento de usar sua imaginação para buscar sua satisfação e manisfestar para si mesmo seus desejos mais ocultos.
Busque entender e resolver o que está lhe angustiando, gerando frustração. Parar de se masturbar ou continuar se masturbando, não é a questão. Você deve é  buscar refletir sobre o que o que está lhe afetando e tentar resolver o problema.

 No próximo post estaremos finalizando a II parte do tema da anorgasmia a partir de uma abordagem sócio-histórica-cultural. Abraços e até lá!

domingo, 16 de janeiro de 2011

ORGASMO FEMININO: você se conhece intimamente?

 
Veja o vídeo acima e ouça na íntegra esse post!
Bom dia queridos leitores, ouvintes e seguidores do nosso Blog Educação e Sexualidade eu Prof. Dra. Cláudia Bonfim vou começar enviando com muita alegria meus abraços à Luzia de Belo Horizonte-MG, à Bruna e ao Fábio que me enviaram emails carinhosos e pedindo esclarecimento de algumas dúvidas relacionadas à sexualidade. Obrigada, participem sempre, é muito bom ver que a cada semana novas pessoas tem manifestado seja no blog, seja no email, seja em outras redes sociais seu apreço, credibilidade e carinho para com nossos trabalhos.
 Continuando a série de posts ainda versando sobre a temática da sexualidade feminina, vamos ao tema de hoje que tratará do Orgasmo Feminino e lança à vocês uma pergunta: Você se conhece intimamente? 
 Para que a relação sexual seja uma experiência agradável e prazerosa, faz-se necessário algo que é essencial em toda relação: DIÁLOGO! É importante que homens e mulheres digam aos seus parceiros quais são o pontos mais erógenos do seu corpo. Falar o que você sente, como gostaria que fosse, socializar suas fantasias, sobre as formas que mais gosta de ser acariciada. E isso é mútuo. Outra palavra-chave em toda relação, inclusive na sexual é RECIPROCIDADE. Através dos diálogo seu parceiro poderá explorar o que mais te proporciona prazer e vice-versa, sentir e proporcionar prazer é algo como ação-reação.
 Mas para fazer isso, você precisa se conhecer e descobrir quais pontos no seu corpo lhe proporcionam maior prazer. Já abordamos sobre o tema da masturbação aqui e apontamos que descobrir e entender nosso corpo é algo essencial pode que possamos sentir e proporcionar prazer. Porém, fruto de uma educação sexual repressora muitas mulheres nunca se permitiram ou dizem não sentir vontade ou não gostar  de acariciar-se por que  não se sentem bem.
 Historicamente, a relação sexual tinha como objetivo a satisfação masculina. Ainda hoje, mesmo após muitos tabus sexuais terem sido superados, muitas mulheres ainda não conseguem se entregar de maneira plena. Culturalmente há diversas questões que ainda perduram desde mitos e pré-conceitos equivocados sobre o orgasmo, assim como sobre sexualidade de maneira geral, onde a esposa era a procriadora, e tinha um papel sexual meramente reprodutivo na relação, especialmente dentro do casamento, onde a mesma não poderia demonstrar desejo, tesão, prazer na relação.
 Sentir orgasmo também é um aprendizado. Para alguns esse aprendizado se dá de forma natural, para outros se dá pela busca, pela superação de alguma disfunção.
 Diversos são os fatores ou causas que podem impedir que uma mulher atinja o ápice do seu prazer. Muitas mulheres trazem consigo traumas, culpas, medos,  especialmente aquelas que foram vítimas de violência e ou abuso sexual na infância, ou tiveram uma educação sexual repressora, o medo de engravidar, experiências de dor durante a relação sexual, a falta de intimidade com o parceiro, assim como a falta de conhecimento do próprio corpo, o estresse e a rotina no relacionamento. há também aquelas pessoas que ou exigem muito de si mesma, ou possuem uma baixa auto-estima, bloqueando o prazer sexual e causando uma anorgasmia.
          Anorgasmia? Sim, é esse o nome, mas  isso já é tema para o próximo post. Abraços e até lá!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Fantasias Sexuais são saudáveis? Até que ponto podemos considerá-las normais?

Olá queridos leitores e seguidores do nosso Blog, espero que o natal de vocês tenha sido repleto de paz, amor, alegria e que isto se estenda para o novo ano que está para nascer.
Antes de irmos ao post de hoje quero enviar meus abraços de hoje que vão para a Fabiana Souza da Fazenda Pilar, que me enviou um email muito carinhoso, Fabiana um grande abraço para você e obrigada pelo carinho. E também para o Henrique Levy, ex-professor da Universidade Federal de Pernambuco pelo imenso apreço pelo nosso trabalho. E como sempre um abraço a todos vocês que por aqui passarem.
Continuando nossa reflexão sobre fantasias eróticas, vamos à nossa questão pendente:
Quando podemos dizer que uma fantasia erótica é saudável, normal?
 Vamos ao post.
 Fantasiar é saudável e normal, inclusive estimular a fantasia é uma forma utilizada por alguns terapeutas para aumentar a libido, induzir ou potencializar o desejo sexual e melhorar algumas disfunções. Fantasiar contribui para o reconhecimento de nosso próprio corpo, o que  acontece especialmente na masturbação. Podem aumentar o desejo sexual  e estimular o desejo de nosso parceiro (a).
 Mas, a maioria das fantasias podem e devem ser vivenciadas? E como saber se elas são saudáveis ou normais? E quais são as maneiras mais utilizadas pelas pessoas para estimularem-se sexualmente? 
 Precisamos ressaltar que, quando superamos alguns dogmas, tabus e preconceitos conseguimos ultrapassar alguns limites morais e sociais, e ainda assim, elas podem ser normais e saudáveis. Porém, o que elas não devem é ultrapassar, nossos limites éticos, pois dessa forma poderiam trazer sentimentos negativos, como culpa, medo e colocar em risco não apenas nossa saúde mental como física, exemplo, elas deixam de ser saudáveis, quando tornam-se obsessivas,  ou quando ignoram os limites do parceiro, ou envolvem riscos de saúde, como contrair as DST´s, a AIDS, etc.
 Ouça o áudio e acompanhe os esclarecimentos da Profa. Dra Cláudia Bonfim sobre estas questões, na íntegra.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Importância das Fantasias Eróticas


Ouça o post na íntegra através do  áudio acima
Olá meus queridos leitores, ouvintes e seguidores do nosso Blog Educação e Sexualidade eu professora Doutora Cláudia Bonfim,  vou hoje retomar um tema já abordado anteriormente aqui no Blog agora na versão em áudio atendendo a pedidos. O post de hoje terá como tema Fantais Eróticas, antes de iniciarmos o mesmo, quero deixar meus abraços de hoje que vão a dois novos leitores e seguidores do Blog o Solombra e a Mary, sejam bem-vindos ao nosso cantinho de socialização dos nossos estudos e idéias. E claro, como sempre um abraço a todos vocês que estão sempre acompanhando nosso trabalho seja anonimamente ou não.

“Quem não tem uma fantasia erótica secreta? Elas são saudáveis? Qual a importância delas para a relação?

 Quando o assunto é sexualidade, fantasiar é essencial. Por isso, sempre afirmamos que nosso maior órgão sexual é a mente. Através do pensamento, da imaginação  podemos ter as mais ousadas e excitantes fantasias, interagimos corpo e mente, o que nos permite uma entrega maior e consecutivamente um prazer maior.

As fantasias sexuais são uma das formas mais deliciosas para apimentarmos um relacionamento e mantermos acesa a chama do desejo. Ainda exercita nossa criatividade e nos ajuda a superar os limites culturais repressores da sexualidade. Claro que nem todas as fantasias se realizam, seja pela limitação social (cultural), por inibições individuais, ou escolhas éticas.

 Podemos afirmar que todas as pessoas tem fantasias eróticas, elas são inerentes à sexualidade, e independem da idade, são saudáveis e  de certa forma, compensatórias. Porque mentalmente nos levam ao prazer  e são parte da sedução necessária, para que o erotismo estenda o desejo para além do momento do ato sexual.


 As fantasias eróticas são afrodisíacos potencializadores da nossa sexualidade. Num relacionamento mais duradouro as fantasias eróticas nos ajudarão a não cair na rotina ou a sair dela. São estimulantes do desejo, trazem novos temperos e dão novos sabores à relação,  além de nos ajudarem a superar nossos tabus, nos libertando das amarras psicológicas e morais a que fomos condicionados; melhorando a vivência da sexualidade, tornando-a mais livre e prazerosa. Ajudam ainda, a melhorar a auto-estima, a exercitarmos nossa arte de sedução e desenvolver nossa sensualidade nos tornando mais confiantes e mais abertos ao outro e ao prazer, melhorando assim o relacionamento e permitindo contatos mais íntimos e transparentes com quem nos relacionamos.”  

Profa. Dra. Cláudia Bonfim

Veja o vídeo acima e ouça na íntegra o post de hoje.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

MASTURBAÇÃO E SEXUALIDADE MASCULINA


            Olá meus queridos leitores, seguidores e ouvintes do nosso Blog Educação e Sexualidade, eu professora Doutora Cláudia Bonfim,  quero hoje enviar um abraço especial ao João Marcos Vitorino do Quinzópolis, que me escreveu um email carinhoso e emocionado, que muito nos alegrou. É isso ai menino, sonhe, dedique-se e persista que você ainda chegará a fazer um mestrado ou doutorado na Unicamp. E claro, um abraço sempre carinhoso a todos vocês que fazem do nosso Blog um cantinho especial e conhecido em todo país.
            O tema de hoje será Masturbação Masculina, vamos ao post de hoje que pode ser acompanhado na íntegra  através do áudio acima
.
            Abaixo alguns trechos do post...
“ Freud afirma que quem se esquece ou nega a sexualidade infantil é porque foi reprimido na infância. Pois, quando há repressão inevitavelmente algumas frustrações, conflitos trauma ou bloqueio mesmo inconsciente, ainda permanecem.             Por outro lado, se há pais muito repressivos, há muitos pais que são omissos ou permissivos demais. Em se tratando de sexualidade e masturbação feminina, lamentavelmente há pais que estimulam ou até incitam os meninos à iniciarem precocemente sua vida sexual, pois pelo fato dos pais serem frutos de uma sociedade patriarcal, machista, genitalista, acreditam que isso representaria um forma de garantir a virilidade do menino, como se o pênis, o sexo, o iniciar precocemente a própria masturbação e sentir desejos, fossem certificar aos pais que estes sejam de fato machos, como se isso simbolizasse o ser homem, e garantisse por si só, o poder masculino, o poder de sedução, de conquista, a maioria dos pais temem que seus filhos tenham problemas sexuais, seja no sentido da orientação sexual ou da virilidade em si. Precisamos superar essa visão equivocada e machista.
 [...]  Eu já disse em outro post e repito, educação sexual não é  ensinar o indivíduo conhecer a parte operacional da sexualidade, como se tem uma relação sexual, quais posições, como faz para se masturbar..., mas a saber lidar com suas emoções, sentimentos, a se relacionar corporal e afetivamente consigo mesmo e com as demais pessoas. De forma que este aprenda relacionar-se afetivamente e sexualmente de maneira ética, sendo capaz de formar seus próprios conceitos, sensações, sua própria identidade, pois estas irão contribuir para a formação de sua auto-estima, da sua percepção corporal, do respeito consigo mesmo e com o outro, sem frustrações e sentimentos negativos sobre a forma de viver a sexualidade, para na fase adulta vivê-la saudavelmente  e prazerosamente.”
  
Profª Dra Cláudia Bonfim

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Sexualidade e Masturbação Feminina: um olhar histórico-crítico e de repúdio contra a Mutilação Genital Feminina


Ouça o vídeo acima na íntegra e saiba mais sobre a temática!

Olá queridos leitores, seguidores e ouvintes do nosso Blog Educação e Sexualidade, eu professora Doutora Cláudia Bonfim, resolvi hoje aprofundar um pouco mais a temática da sexualidade feminina, dando continuidade ao tema da masturbação feminina, abordando inclusive uma das origens históricas e nosso repúdio à Mutilação Genital Feminina. 

Antes quero hoje parabenizar e deixar meu abraço e meu cumprimento a todos os alunos que tiveram seus nomes contemplados, após o processo seletivo e a entrevista que eu e o Prof. Livaldo Teixeira da Silva,  como membros da comissão do processo seletivo dos bolsistas, foram ai escolhidas para integrarem o GEPES – Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e Sexualidade, sob minha orientação e com bolsa e apoio integral do MEC que em breve dará início aos seus estudos e pesquisas teóricas e de campo, além de atividades de ensino e extensão  na Faculdade Dom Bosco, formando a tríade da indissolubilidade da universidade brasileira. E meu abraço a todos vocês que me surpreendem a cada dia com o elevado número de visitas no blog e com suas manisfestações de carinho, credibilidade e respeito para com meu trabalho, meu muito obrigada sempre. Inclusive registro aqui meu abraço ao Bruno do Blog Brain Express (http://brain-express.blogspot.com) pelo carinho para com nosso Blog.

Segue abaixo trechos da nossa  fala sobre o post de hoje que versará sobre Sexualidade e Masturbação Feminina  – um olhar histórico-crítico e de repúdio contra a Mutilação Genital Feminina que você pode conferir na íntegra pelo áudio acima.

 “Uma das formas mais desumanas de reprimir e controlar a sexualidade feminina surgiu da visão patriarcal, machista e equivocada da sociedade, como inclusive também uma tentativa de impedir que a mulher sentisse prazer e não se masturbasse.  Mesmo que os dias de hoje a  medicina reconheça que a masturbação não produza danos físicos ou emocionais desde que claro, não seja obssessiva,  sabemos que alguns países continuam cruelmente expondo especialmente o sexo feminino às mutilações especialmente clitorianas. 

A prática a mutilação genital feminina (MGF) conhecida como excisão ou circuncisão feminina, se caracteriza como total desrespeito aos Direitos Humanos, sem e deveria ser motivo de protesto e combatida por todas as sociedades. A circuncisão feminina é um ritual considerado comum em alguns países africanos, como a Costa do Marfim. É  uma espécie de ritual onde alguns grupos étnicos realizam a remoção da parte maior ou menor dos lábios vaginais e o clitóris, o que corresponderia à circuncisão do pênis.

[...] Entre as razões alegadas para a  MGF seria a garantia que a mulher fosse fiel ao seu marido, o que se constitui num ritual ainda mais desumano, toda vez que o homem sai para viajar este faz a infibulação e quando regressa ele ‘rasga’ os pontos da circuncisão. A mesma nega a possibilidade do prazer sexual feminino em sua totalidade, tendo assim  uma  vida sexual de completa resignação. Outro motivo que alegam para este ato inadimissível, completamente absurdo, mas culturalmente aceito  e praticado por alguns grupos,  objetiva a manutenção social da submissão feminina ao homem.

 Além dos inúmeros riscos de saúde a que são expostas, a dor dessas mulheres é física, emocional, sexual. São tolhidas do prazer e o pior inconscientemente, são violentada na sua dignidade humana. È lamentável e revoltante saber que parte da humanidade ainda está sujeita às violências que vão  deixar marcas profundas visíveis e invisíveis, no corpo, na mente, na alma.

Os obstáculos que ainda impedem a exclusão dessa prática, assim como contribuem,por exemplo, com todos casos de violência contra a mulher, inclusive no Brasil, se refere ao medo, à ignorância, à dependência financeira, à submissão, aos preconceitos de gênero, enfim são inúmeros entre os quais poderíamos afirmar que seja o silêncio das próprias mulheres; que culturalmente condicionados e passivas, sem consciência e conhecimento, ainda concordam com prática, permitindo inclusive, que suas filhas sejam também mutiladas.

 Segundo dados a luta contra essa prática foi uma bandeira levantada por mulheres intelectuais islâmicas que levantaram o véu contra a MGF. Portanto, mais uma vez, vemos o quão importante é a aquisição do conhecimento e da compreensão crítica da história da sexualidade e da humanidade em todas as suas dimensões; pois esta prática só será proibida a partir da superação das crenças dessas grupos étnicos, o que só se dará pela aquisição de uma mente crítica e conhecedora, da formação ética das mulheres afetadas, o que ainda irá demandar tempo, mas que deve ser uma luta contínua, todas nós mulheres e homens esclarecidos devemos de alguma forma manifestar nosso protesto, indignação e repúdio à práticas como essas.

Felizmente há grupos mais conscientes, e contrários à essa crueldade que tentam lutar para acabar com estes rituais, embora lamentavelmente isso ainda ocorra. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), anualmente cerca de três milhões de meninas são vítimas de mutilação genital.
Sigamos lutando... afinal como diz Geraldo Vandré [...] ainda “temos a história na mão...”
Sobre essa temática da mutilação genital feminina também indico o filme e também livro livro “ Flor do Deserto”, baseado na autobiografia da modelo somali Waris Dirie que no ápice de sua carreira, chocou a opinião pública revelando que quando menina  fora circuncidada, iniciando uma luta contra a circuncisão feminina.”

Profª Dra Cláudia Bonfim
  

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

MASTURBAÇÃO FEMININA: um olhar histórico e educativo


“Todos temos direito à ter uma vida sexual saudável e prazerosa. A masturbação feminina, assim como a masculina é saudável, desde que não se torne obsessiva.  
Conhecer o próprio corpo é primordial para melhorar a qualidade da vida sexual com seu parceiro, assim como conhecer as zonas erógenas do corpo do outro, pois dessa maneira  você saberá como sentir e proporcionar maior prazer.  importante ressaltarmos que, mesmo a masturbação sendo uma fonte de prazer, não pode, nem deve ser a única. E você não precisa fazer isso sozinha (o), ela pode ser uma das formas de excitar seu/sua parceiro (a). Porém, lembrem-se que sexo não se limita às genitálias, ou seja, a sexualidade engloba a genitalidade, mas não se reduz à ela. A sexualidade está em todo corpo. (Profa. Dra. Cláudia Bonfim) 
Para Monteoliva (1990, p.33), “a genitalidade é a forma cuja função concreta é a produção de prazer e a procriação, é o sexo físico como uma expressão instintiva do desejo humano e acaba, ao ser atingido o orgasmo.”
Por isso, como já apontamos, sexo é momentâneo, já sexo com afetividade e erotismo é que vai estender esse momento de prazer para uma sensação de bem-estar e leveza para a vida.” [...]   (Profa. Dra. Cláudia Bonfim, 2010)
Ouça o post e saiba mais sobre a MASTURBAÇÃO FEMININA...
No próximo post vamos abordar sobre a Sexualidade Feminina e posteriormente sobre Masturbação Masculina, Polução Noturna e sobre os mitos e tabus que envolvem a masturbação. Abraços e te espero aqui no nosso blog sempre.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Sexualidade na Adolescência

 
 Olá queridos leitores, ouvintes e seguidores do nosso Educação e Sexualidade hoje nós vamos reproduzir a primeira parte da entrevista que concedemos ao Jornalista e locutor Carlos Bonfim apresentador do Programa Alô Bom dia da Rádio FM 104 de Cornélio Procópio, que inclusive dá continuidade ao nosso último post do blog que falou sobre a fase genital e a puberdade. Ouçam então a primeira parte da entrevista cujo tema versou sobre a adolescência. O Programa Alô Bom Dia, vai ar de segunda a sábado das 9 às 13 h, produção e apresentação do Jornalista Carlos Bonfim que inclusive tem um site atualizado diariamente com notícias locais, regionais, nacionais e internacionais, além de uma série de outras dicas e informações no site http://www.cbnoticias.com.br/
Acompanhe também a  segunda  parte de nossa entrevista dando continuidade ao tema da sexualidade na adolescência. Clicando na imagem abaixo:

sábado, 6 de novembro de 2010

Palestra UNICAMP Educação Afetivo-Sexual



Olá queridos leitores, seguidores e ouvintes do nosso Blog Educação e Sexualidade, eu, professora doutora Cláudia Bonfim, estou de volta ao nosso post, para com muito prazer relatar sobre a palestra de Educação Afetivo-Sexual Emancipatória e a Oficina de Vivências Corporais que ministramos para o Curso de Pedagogia da Faculdade de Educação, na UNICAMP, onde atuamos como pesquisadora,  no Grupo de Estudos e Pesquisas em Filosofia e Educação - Paidéia. O abraço de hoje vai especialmente aos alunos do 2º. Período do Curso de Pedagogia da Unicamp e também para alguns amigos muito queridos de Campinas, Renata e Eduardo Ruas e também para a Tânia que é professora de História em Campinas e que também acessa nosso Blog. Um abraço carinhoso para todos vocês.
E vamos então ao post de hoje, que esclarece um pouco sobre o que abordamos em nossa palestra na Unicamp que ocorreu no dia 04 de novembro de 2010, das 14 às 18h.
Lutamos por uma formação docente para a educação sexual nas escolas, para que possamos elevar a qualidade das intervenções sobre a temática da sexualidade. O que visualizamos hoje são crianças, jovens e adultos com informações pautadas na visão senso-comum, condicionados pela mídia, pela sociedade capitalista que os induzem a uma sexualidade: reducionista, instintiva, genitalista, mercantilista, hedonista, consumista e quantitativa.
Acreditamos que o caminho para mudarmos este cenário só pode se dar pelo viés de um processo de emancipação e humanização da sexualidade. Ou seja, pela superação das visões e comportamentos a que fomos condicionados e somos ainda condicionados pela cultura, pela sociedade, buscando então a da superação de: preconceitos, tabus e valores culturalmente impostos (seja em relação ao gênero ou em relação ao reducionismo corporal da sexualidade).
E para isso fazem-se necessários criar espaços de diálogos e debates como esta palestra que ministramos sobre a temática da sexualidade e educação na academia e na sociedade para que esse processo se efetive. E especialmente por esse motivo aceitei com muito prazer, honra e alegria o convite da Coordenadora do curso de Pedagogia da Faculdade de Educação Professora Luciane,  para socializarmos nossos estudos, aprendizados e reflexões e parabenizo-a pela iniciativa. Quero agradecer de coração o convite, o espaço e a credibilidade, espero que nossa humildade fala possa ter alguma forma contribuído para ampliar os horizontes e conhecimentos dos alunos do Curso de Pedagogia que lá estavam presentes. Agradeço também aos alunos pela participação efetiva, pela atenção, pelo carinho, por permanecerem até o final do horário, pelos aplausos, mas  especialmente pelo abraços afetuosos que recebi deles ao final da palestra e da oficina. Espero e acredito que tivemos uma tarde prazerosa de diálogos e aprendizados.
A primeira parte da palestra entitulou-se Educação Afetivo-Sexual Emancipatória: contradições, limites e possibilidades, versou sobre minha tese de Doutorado e sobre estudos posteriores à tese, onde abordamos conceitos e esclarecimentos sobre sexualidade, afetividade, sexo, amor, gênero, identidade de gênero,  homofobia, as fases de desenvolvimento da criança, corpo e consciência corporal, educação sexual na escola, como e quando falar de sexualidade com crianças e adolescentes, a escola e a negação do corpo, a dualidade de corpo e mente na sala de aula e na sociedade, sexualidade na escola: o aluno e  suas manifestações.
Na segunda parte realizamos uma oficina prática de vivência corporal, cujo objetivo foi despertar nos futuros docentes a percepção corporal e importância da consciência corporal e do entendimento do ser humano em sua totalidade, compreendendo que corpo e mente são uma totalidade. Como já apontamos no blog anteriormente, a escola quase sempre separa o corpo da mente, separa, mutila. Apenas a cabeça tem que ficar na sala de aula, o corpo só na aula de educação física. Sempre dual, separado. Não conseguindo entender a totalidade do ser. Somos inteireza e não partes estanques, somos razão e subjetividade, somos seres biológicos e histórico-culturais.
E como já afirmamos também em outros momentos consideramos que tão importante quanto o aprendizado da leitura e da escrita do mundo, é saber ler a si mesmo e escrever sua história, conhecer o seu corpo, suas possibilidade e potencialidades, pois assim como adquirimos conhecimentos para transformar o mundo num lugar melhor, devemos conhecer nossa sexualidade para tornamos melhor o nosso mundo interno, o nosso corpo e nossa mente, que são o berço das significações da vida. Por isso, nossa defesa de que a Educação Sexual escolar supere sua abordagem sobre sexualidade pautada meramente nas noções biológicas, ou seja, no aprendizado da anatomia do corpo humano, seus órgãos e métodos preventivos e DST´s. A visão médica-biologista-higienista-genitalista é importante, mas insuficiente para o entendimento da sexualidade e a conscientização.
Através do corpo que recebemos as informações sobre o que acontece fora e dentro de nós.         Corpo não é instrumento, objeto ou suporte. Você não possui um corpo, você é um corpo!
O nosso corpo é o meio de externalizarmos por meio de ações, os pensamentos, emoções e sentimentos.    É o meio de se entrar em contato com o ambiente e as pessoas que nos rodeiam.
Consideramos que as pessoas se humanizam através da convivência, ou seja, das relações que estabelece com o outro e com o mundo. Sendo a escola espaço de socialização, aprendizagem e interação, deve favorecer o enriquecimento destas relações, ampliando espaços de interação, diálogo e experiências que ofereçam às crianças e adolescentes possibilidades de de descobrir, se expressar, ser, sentir, compreender e vivenciar seu corpo e o corpo do outro, esta unidade humana. Esse aprendizado deve ser acompanhado de autonomia, criatividade, liberdade e prazer. Pois, precisamos entender que a educação não se refere apenas ao desenvolvimento cognitivo mental, mas deve considerar e favorecer e ao desenvolvimento do indivíduo como um todo (Paidéia), ou seja, deve considerar a pessoa na sua totalidade, corpo e mente.
Assim como Freire (1981, p.1) evidenciamos nossa insatisfação com relação ao sistema escolar, educação institucionalizada, traduzindo-a em duas críticas em relação às manifestações corporais da criança:
1) a escola submete a criança à uma imobilidade excessiva, que desrespeita sua "marca característica", qual seja, a intensidade da atividade motora;
2) a escola não deve apenas mobilizar a mente, mas também o corpo, pois "corpo e mente devem ser entendidos como componentes que integram um único organismo. Ambos devem ter assento na escola“.
É esta nossa luta de Educação Sexual Emancipatória na perspectiva de Freire de uma Educação de Corpo Inteiro, buscando a superação do dualismo corpo e mente presente na escola.  Um corpo entendido em sua totalidade, ou seja, o ser humano é o seu corpo, que sente, pensa e age.
Quem dera a humanidade pudesse compreender a beleza e a potencialidade que a sexualidade nos traz e o quanto mais humanos podemos ser, o quanto podemos viver plena, intensa e profundamente este aspecto tão essencial da vida.
Convidamos todos a participarem desta luta por educação sexual emancipatória nos ajudando assim a produzir práticas diferenciadas na construção da vivência de uma sexualidade livre de pudores, repressões, dogmas, preconceitos e tabus, mas acima de tudo ética e responsável afetiva e corporalmente, buscando uma vivência prazerosa e plena da sexualidade.
Abaixo alguns flashes da palestra e da oficina. Por hoje é só, um grande abraço e até o próximo post!















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