segunda-feira, 26 de outubro de 2009

PAULO FREIRE UMA LIÇÃO DE VIDA E DE CIDADANIA


  • Inspirada no livro de Paulo Freire “À Sombra desta Mangueira”, e ouvindo Mercedes Sosa (Sólo le Pido a Dios) comecei a sentir, a rabiscar estes escritos, e pensar como diz Freire, que ser educador é mesmo reconhecer a realidade e assumi-la com toda dor que isso implica e aprender a superar as dificuldades e transformar estas, em possibilidades.
    Quando Freire falava da saudade de sua terra, do seu quintal, da sombra e do cheiro da mangueira, eu emocionada, ia refazendo uma viagem à minha humilde infância e pensando... “Eu Cláudia, também antes de tornar-me cidadã do mundo, fui e sou uma cidadã de Cornélio Procópio, a partir de meu quintal da infância em Godoy Moreira-PR e depois da Vila Independência em Cornélio Procópio-PR.”
    Como afirma Freire: “a terra que a gente ama, de que a gente fala e a que se refere, tem sempre um quintal, uma rua, uma esquina, um cheiro de chão, um frio que corta, um calor que sufoca, um valor por que se luta, uma carência, uma língua que se fala diferentes entonações. A terra por que às vezes se dorme mal, terra distante por causa da qual a gente se aflige tem a ver com o quintal da gente, tem que ver com as esquinas das ruas, com os sonhos da gente. Em certo momento, a amorosidade pelo nosso quintal se estende a outros e termina por se alojar numa área maior a que nos filiamos e em que deitamos raízes, a nossa cidade.”
    Antes de ser a Doutora Cláudia, eu sou primeiro e tão somente a Cláudia, essencialmente, visceralmente, (com suas dores, sonhos, ideais, afetividade, com seu "olho" de jabuticaba, com sua luta, a Filha da dona Cleusa e do seu Afonso, Procopense, Paranaense, depois, Brasileira, Latino-americana. Mãe da Caroline e da Beatriz, Educadora. E revi minha trajetória na Escola Presidente Costa e Silva em Godoy Moreira-PR, em Cornélio Procópio na Escola Lourenço Filho, no Alberto Carazzai, no Castro Alves, no Colégio Cristo Rei, na FAFICOP (hoje UENP), na UNICAMP. 
    O Brasil, com a dimensão e a significação que existe hoje para mim, também não existiria sem minha família, sem minha cidade, a que se juntaram outras pessoas, outros sonhos, outras cidades...   Como diz Freire: “Quanto mais enraizado na minha localidade, tanto mais possibilidades tenho de me espraiar, me mundializar. Ninguém se torna local a partir do universal. O caminho existencial é inverso.” 
    Recordei dos meus amigos de infância e de como queria compartilhar com eles tudo isso... meus horizontes, minhas viagens, minhas aprendizagens...  E pensei, no quanto temos que ter perseverança, força, resistência aos sofrimentos, aos obstáculos, às dificuldades financeiras, aos preconceitos, e no quanto valeu, e vale a pena sentir, e viver tudo isso. Mas também, senti uma tristeza enorme porque queria fazer mais pela minha cidade, contribuir mais com a educação do meu povo e muitas vezes, sou privada disso, e sei que poderia contribuir e gostaria de estar fazendo isto, mas questões político-partidárias e egos inflados nos impedem. 
    Me veio, novamente à lembrança, aquele moço que citei no artigo anterior que conversei na rodoviária de Campinas, e as milhões de pessoas que não conseguiram superar a visão limitada do seu quintal, e que sentem a dor da fome, do preconceito, isso é desumano. Aliás, penso que nossa compreensão de fome não pode ser apenas etimológica, consultada num dicionário, mas como diz Paulo Freire “ao reconhecer a significação da palavra, devo conhecer as razões de ser do fenômeno. Se não posso ficar indiferente à dor de quem tem fome, também não posso sugerir-lhe que sua situação se deve à vontade de Deus. Isso é mentira.” 
    Espero como Freire, que daqui alguns anos, meus velhos amigos, aquele moço e  tantas outras pessoas sofridas possam descobrir que mesmo vivendo numa sociedade desumanizada, não podemos desistir dos nossos sonhos, e que nossa luta tem que ser política, para que possamos acordar e superar o atual pesadelo que nos assombra.
    Como diz Freire, que todos possam perceber que a transformação não se faz com anuência dos poderosos, donos das multinacionais, dos grandes bancos, da elite; mas que a transformação se faz com mobilização popular, com oposição, com decisão política e para isto precisamos de lideranças lúcidas, democráticas, coerentes, precisamos abrir nossas mentes, precisamos nos educar.
     É preciso derrotarmos nas urnas esses senhores, autores de discursos em que prometem aquilo que sabem que não farão. Daí a urgência de que a maioria de deserdados e deserdadas se somem e lutemos todos em favor da libertação, transformando o mundo ofensivo num mundo mais gentificado. Do ponto de vista político e ético, acrescente-se.Precisamos democraticamente derrotar gente como esta que pensa primeiro em si, segundo em si e nunca nos outros, sobretudo se estes pertencem às classes populares.” (FREIRE)
    Nossa luta, educadores tem que ser  contra essa aquelas pessoas  individualistas que  que sequer conseguiram superar a visão limitada de si mesmo; nossa luta tem que ser em favor de milhões, do nosso povo, a quem, até o básico é negado, a esses milhões chamados de cidadãos, mas que da cidadania são privados. 
    Escrevi este texto após a leitura de um dos mais emocionantes e convocatórios livros: “À Sombra Desta Mangueira” do Mestre Paulo Freire, leitura que deveria ser obrigatória a todos, especialmente aos educadores, e aos políticos para quem sabe despertar nestes a virtude da humanidade.
    Freire fala do exílio, do Brasil, do seu sonho de educador; nos faz sofrer e sonhar com ele, nos revigora as forças e esperanças e nutre nossas utopias. Já de início manifesta sua recusa a crítica cientificista que insinua falta de rigor no modo como discute os problemas e na linguagem demasiado afetiva que usa.
    Faço minhas, as palavras dele: “a paixão com que conheço, falo ou escrevo não diminuem  o compromisso com que denuncio ou anuncio. Sou uma inteireza e não uma dicotomia. Não tenho uma parte esquemática, meticulosa, racionalista e outra desarticulada, imprecisa, querendo simplesmente bem ao mundo. Conheço meu corpo todo, sentimentos, paixão. Razão também.” 
    E continua: “Sou um ser no mundo, com o mundo e  com os outros, um ser que faz coisas, sabe e ignora, fala, teme e se aventura, sonha e ama, tem raiva e se encanta. Um ser que se recusa a aceitar a condição de mero objeto; que não baixa a cabeça diante do indiscutível poder acumulado pela tecnologia...”
    Concordo Freire quando esclarece que, um sistema econômico que não prioriza as necessidades humanas, produzindo políticas assistencialistas e continua a conviver indiferente com a fome de milhões, não é merecedor do respeito dos educadores nem de qualquer ser humano. E salienta que  “não me digam que as coisas são assim porque não podem ser diferentes”. Afirma que as coisas não mudam porque, se isto ocorresse, “feriria o interesse dos poderosos”, e nos convoca para a luta da transformação social nos alertando: “Não posso tornar-me fatalista para satisfazer os interesses dos poderosos. Nem inventar uma explicação “científica” para encobrir uma mentira... É preciso que a fraqueza dos fracos se torne uma força capaz de inaugurar a injustiça. Para isso, é necessária uma recusa definitiva do fatalismo. Somos seres da transformação e não da adaptação.” 
    Temos que romper  com o determinismo, com os espaços definidos pelos poderosos como o espaço de sobrevivência da classe dominada. E insiste em dizer que “a História é possibilidade e não determinismo. Somos seres condicionados, mas não determinados.” E que devemos entender a História como possibilidade, de ruptura, de transformação.  Afirma que no exílio, o Brasil todo lhe fazia falta, e insistia em dizer “Sou brasileiro, sem arrogância; mas pleno de confiança, de identidade, de esperança em que, na luta, nos refaremos, tornando-nos uma sociedade, menos injusta.”  E que se recusava a aceitar que não há nada a se fazer, diante das conseqüências da globalização da Economia, que devemos nos recusar a curvar docilmente a cabeça. 
    Como Freire, nós educadores não podemos, jamais, aceitar que a prática educativa deva se ater-se tão somente à “leitura da palavra”, à “leitura do texto”, mas que tem necessariamente que ater-se também à “leitura do contexto”, à “leitura do mundo”.
    Devemos como Paulo Freire diz, alimentar nosso “ otimismo crítico e nada ingênuo, na esperança que inexiste para os fatalistas.” Não poderia ainda deixar de citar meu  mestre César Nunes que sempre nos convida e convoca a todos educadores e cidadãos para que continuemos a luta, colocando que os obstáculos podem retardar nossa vitória, mas não suprimi-la.

    (Autora - Cláudia Bonfim)

domingo, 25 de outubro de 2009

Falando de Sexualidade na Escola - Trecho audio entrevista Prof. Claudia Bonfim - Radio Jovem Pan - SP

Com prazer socializamos o audio de um pequeno trecho da entrevista que concedemos ao vivo para o Jornalista Oliveira Andrade na Radio Jovem Pan de SP. A entrevista na integra esta disponivel no site da radio Jovem Pan como ja publicamos aqui.

video

Clique na setinha de Play no desenho acima para ouvir o audio de um pequeno trecho da entrevista.

Queria ressaltar que os compromissos do cotidiano e correria da vida nao tem permitido que eu dedique o tempo que gostaria para postar aqui,
Muitas foram as alegrias e surpresas neste inicio de outubro hoje 07 de outubro de 2009, concedemos uma entrevista ao vivo sobre a tematica ao Jornalista Oliveira Andrade da Radio Jovem Pan de Sao Paulo, durante mais de 15 minutos. No site da radio foi publicada a entrevista na integra no linkhttp://jovempan.uol.com.br/noticias/noticia/alunos+sofrem+com+falta+de+informacao+sobre+sexo-175403,,0

esse outro link vai direto no audio completo

Neste outro link tem a entrevista editada e reproduzida no Jornal Online da Jovem Pan




quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sexualidade da Mulher

Se refletirmos sobre a vida sexual das mulheres hoje, vamos encontrar avanços e contradicoes. Mesmo em pleno séc. XXI, ainda vivemos numa sociedade sexualmente em crise, pautada em dogmas, tabus e preconceitos, e por outro lado uma sociedade que usou o hedonismo para tornar o sexo um produto de mercado, uma sexualidade de pura libertinagem, sem limites éticos e sem respeito e cuidado com o próprio corpo.

Vivemos numa sociedade que deixa a educação sexual dos filhos a mercê da midia, ou delega esta a Escola, e onde a Escola por sua vez, não se encontra preparada sobre o que ensinar no âmbito da sexualidade. Numa sociedade que, ou continuou na vertente do patriarcalismo, do moralismo ou foi ao seu extremo oposto, não conseguindo encontrar o equilíbrio e viver de maneira saudável e emancipadora sua sexualidade, onde a enorme maioria de homens e mulheres ainda que conhecedores dos perigos do sexo desprotegido com estranhos, continuam instintivamente praticando o Bare back, onde a prostituição é um hábito enraizado de Norte a Sul.

Mesmo após tantos avanços e debates a mulher ainda é alvo de violência familiar desde a infância, e seu desenvolvimento sexual e podado, negado, reprimido ou abusado, e mesmo na adolescência e depois em adulta, continua sofrer violências sexuais, emocionais, afetivas, intelectuais, sociais, economicas, físicas, etc. Precisamos ainda avancar muito para conseguir viver plena e saudavelemente nossa sexualidade. Estamos entre a libertinagem e a liberdade, precisando encontrar o ponto de equilibrio, mas sabemos que muitas mulheres condicionadas pela visao dogmatica e reprodutiva da sexualidade nao tenham em pleno seculo XXI se permitido conhecer e viver sua sexualidade de maneira plena e saudavel.

Estudos comprovam que Cinco (5) em cada 10 mulheres apresentam algum tipo de disfunção sexual, por diversos motivos sejam eles físicos ou psicológicos, aqui vou enfatizar apenas o lado educativo, emocional que influem no aspecto psicológico. O que deixa explicito a dificuldade que muitas mulheres têm em lidar com a sua sexualidade e o seu prazer. E lamentavelmente a maioria destas mulheres sequer reconhecem que sofrem disfunções sexuais. Muitos casais chegam ao divórcio devido aos problemas de incompatibilidade sexual oriunda destas disfunções. Na maioria das vezes um dos parceiros sofre de uma disfunção sexual e não percebe essa deficiência por achar que é algo comum por ignorância e temor, vivem sexualmente frustrados por não buscarem ajuda e esclarecimentos.

É um lamentável em pleno o século XXI o sexo ainda ser tratado como vergonhoso, como pecado. Que a sexualidade ainda seja vivida de maneira reprodutiva e moralista. Muitas pessoas, especialmente mulheres deixam de fazer sexo ou o enchem de proibições em tudo, ou vivem uma vida sexual de culpa e frustração até mesmo dentro dos seus relacionamentos maritais, dessa forma abre-se espaço a busca de outros relacionamentos. Sexualidade envolve fantasia, erotismo. O ato sexual é finito, mas o erotismo tem que infinito.

As mulheres precisam primeiro se permitir explorar a sua própria sexualidade para depois seduzir. Precisam ter auto-estima, seguranca, pois a sensualidade vem de dentro, o aspecto físico é secundário, o que torna uma mulher realmente sensual, é seguranca. Precisamos nos aceitar, nos cuidar, nos conhecer, sentirmo-nos à vontade conosco mesmas, so entao conseguiremos fazer com o que outro nos deseje, nos valorize. Mulheres permitam-se conhecer melhor seu proprio corpo e o corpo do seu parceiro, uma tecnica que pode ajudar e muito nesse sentido e o Tantra que pretendo abordar num outro dialogo.

domingo, 11 de outubro de 2009

A PARTIR DE QUE IDADE DEVEMOS FALAR DE SEXUALIDADE?

Somos seres sexuados desde que nascemos, portanto a sexualidade e inerente ao nosso ser. Freud mostra como a sexualidade se desenvolve desde os primeiros anos de vida. Daí a necessidade de abordar individualmente desde a infância, mas a partir da curiosidade de cada criança e necessidades de cada fase. Na escola, acreditamos que esse assunto deve ser abordado coletivamente, a partir do 5o. ano do Ensino Fundamental, ou seja, entre 9 e 10 anos, quando a menina inicia sua menstruação e o menino aflora seus desejos.

Pela nossa prática como educadora sabemos que a atividade sexual no Brasil tem iniciado cada vez mais cedo, o que se constata atraves de pesquisas como a inclusão, no ano de 2000, no Censo IBGE incluiu, pela primeira vez, da faixa etária de 10 a 14 anos nas suas estatísticas de fecundidade, o que torna claro que muitas crianças estão exercendo sua sexualidade de forma inadequada, consequência da falta de informação e até da violência e abuso sexual. Sabe-se que entre 1993 e 1999 houve aumento de aproximadamente 30% do número de partos feitos no SUS em adolescentes mais jovens, entre 10 a 14 anos.

Consideramos equivocada a ideia de que falar de sexualidade induziria a uma sexualidade precoce, acreditamos que o fato da sexualidade ser um assunto velado, oculto contribui aindamais para desperte essa curiosidade. No entanto, a abordagem deve feita tem que ser de maneira natural e crítica, sempre utlizando a linguagem e abordagem coerente a cada fase.

Muitos pais ao serem questionados pelas crianças sobre sexo ficam alarmados, consideram um absurdo que uma criança ou mesmo que um adolescente queria falar sobre este assunto, que não possuem idade ainda para isso, como se as crianças e adolescentes fossem assexuados. Claro que, pais e educadores muitas vezes preferem ocultar, ignorar, esconder, fingir que não viram ou ouviram algo relacionado à sexualidade de seus filhos ou alunos, porque eles próprios pela Educação Sexual que tiveram, na maioria das vezses, repressiva, dogmatica e cheia de tabus, medos e culpas, não conseguiram ou se permitiram compreender e conhecer as potencialidades e possibilidades de sua própria sexualidade. Por isso, escondem, sentem vergonha ou evitam ao máximo tocar no assunto. Mas devemos lembrar, que não falar sobre um assunto significa de certa forma posicionar-se sobre ele, pois o silêncio consolida e perpetua a visao dominante.

Aos Pais eu diria: se você nao comecou a falar de sexualidade com seu filho, lembre-se a sexualidade está na mídia, a internet está ai aberta, cheia de informações muitas desinsformações, a televisao fala, mostra, induz, incita e geralmente de forma negativa, genitalista e quantitativa, e enquanto voce se nega a falar com seu filho sobre isso, a televisao continua falando e seu filho assim vai construindo sua identidade e sua vivência sexual pautando-se "modelos" da mídia. Portanto, acreditamos que quanto mais cedo se tiver uma Educaçao Sexual bem informada abrimos mais possibilidades de uma sexualidade adulta bem informada, consciente, com responsabilade afetiva e ética, plena, livre de dogmas, preconceitos e tabus.
A Educação Sexual que queremos pauta-se numa abordagem que entenda a sexualidade de maneira saudável, prazerosa, bonita, natural e essencial em nossa vida. E que busque fornecer ao ser humano as ferramentas necessárias para que possam conhecer seu proprio corpo, o corpo do outro e compreender sua sexualidade para que possa por si mesmo ser capaz de realizar escolhas afetivo-sexuais.

Eu diria que tão importante quanto o aprendizado da leitura e da escrita do mundo, é saber ler a si mesmo e escrever sua historia, conhecer o seu corpo, suas possibilidade e potencialidades, assim como adquirimos conhecimentos para transformar o mundo num lugar melhor, devemos conhecer nossa sexualidade para tornamos melhor o nosso mundo interno, o nosso corpo e nossa mente, que são o berço das significaçoes da vida. Por isso, nossa defesa de que a Educação Sexual escolar supere sua abordagem sobre sexualidade pautada meramente nas nocoes biológicas, ou seja, no aprendizado do corpo humano, seus órgãos e funções, pois esta visão reducionista e genitalista da sexualidade apenas consolida a visão da sexualidade mercantilista que reduz o corpo a um objeto, um produto, desumanizando as relações afetivo-sexuais. Como já dissemos em outras oportunidades, repetimos que os conhecimentos biológicos também são necessários e importantes, mas não suficientes para a compreensão da totalidade do sexualidade, sendo assim a Educação Sexual escolar, precisa, além da vertente corporal e de saúde preventiva, contribuir à formação de valores éticos e estéticos e para a crítica da forma banal, mercantilista e quantitativa que a sexualidade tem sido vivida nos dias de hoje.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Chegamos em Brasilia!


No dia 04 de outubro de 2009, nossa tese de Doutorado foi citada em uma matéria no Jornal do Brasil de Brasília após ter concedido uma entrevista à Jornalista Luciana Abade, o trabalho realizado pela Profa. Dra. Cláudia Bonfim chegou ao conhecimento das autoridades como ela tanto almejou, pois a responsável pela área temática de Educação Sexual no Ministério de Educação e Cultura (MEC) em Brasília após ser questionada sobre as conclusões e deficiências apontadas pela pesquisadora Cláudia Bonfim sobre a Educação Sexual na Escola, afirmou que a tese da pesquisadora Cláudia Bonfim está correta, é urgente a  a necessidade de se inserir na matriz curricular dos cursos de formação docente, Pedagogia e Licenciaturas,  uma disciplina ou disciplinas que abordem a sexualidade para além da ênfase biológica, que englobe também  ua dimensão sócio-histórica-cultural. Trechos da entrevista estão publicados no site do Jornal Online e no site do Terra. 
Link do Portal Terra com a matéria contendo trechos da entrevista concedida ao Jornal do Brasil de Brasília
http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/10/03/e031011042.asp



XII Congresso Brasileiro de Sexualidade Humana

E temos tanto a agradecer a Deus pois Ele tem abrido tantos caminhos para que possamos continuar levando o nome de Cornélio Procópio pelo Brasil afora. De 04 a 07 de outubro de 2009 tive o prazer a honra de ser uma das palestrantes do maior congresso de Sexualidade que acontece no País, além de apresentar trabalho e fazer alguns cursos com alguns palestrantes renomados, ensinei e aprendi, realizei a palestra de abertura Educacao Sexual, mas qual? Da Educacao Sexual que temos a Educacao Sexual que queremos, na mesa redonda composta por ilustres renomes do Brasil sobre Educação Sexual no XII Congresso Brasileiro de Sexualidade Humana realizado em Foz do Iguaçu.




Ezequiel Lopez Peralta (Argentina), Claudia Bonfim e Raquel Varaschim (Brasil)
Claudia Bonfim e Toni Reis (um ser humano incrivel)

Claudia Bonfim, Tereza Fagundes (UFBA), Ricardo Desiderio e Tony Reis (Brasil)

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