sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A ESCOLA E A NEGAÇÃO DO CORPO E DA SEXUALIDADE DA CRIANÇA

Tão importante quanto o aprendizado da leitura e da escrita do mundo, é saber ler a si mesmo e escrever sua história, conhecer o seu corpo, suas possibilidade e potencialidades, pois assim como adquirimos conhecimentos para transformar o mundo num lugar melhor, devemos conhecer nossa sexualidade para tornamos melhor o nosso mundo interno, o nosso corpo e nossa mente, que são o berço das significações da vida. Por isso, nossa defesa de que a Educação Sexual escolar supere sua abordagem sobre sexualidade pautada meramente nas noções biológicas, ou seja, no aprendizado da anatomia do corpo humano, seus órgãos e funções.
Esta visão reducionista e genitalista da sexualidade consolida a visão da sexualidade mercantilista que reduz o corpo a um objeto, um produto, desumanizando das relações afetivo-sexuais. Como já apontamos, os conhecimentos biológicos também são necessários e importantes, mas não suficientes para a compreensão da totalidade da sexualidade, sendo assim, a Educação Sexual escolar, precisa, além da vertente corporal e de saúde preventiva, contribuir à formação de valores éticos e estéticos e para a crítica da forma banal, mercantilista e quantitativa que a sexualidade tem sido vivida nos dias de hoje.
A escola nega o corpo da criança, enxerga como se ela fosse apenas uma cabecinha, aberta a ser um depósito, como na concepção de educação bancária de Paulo Freire, onde serão depositadas as informações, os conteúdos programáticos. A criança é impedida de suas manifestações corporais, até mesmo as manifestações fisiológicas são contraladas, impedindo e estabelecendo horários para que a criança por exemplo, possa ir ao banheiro. Até mesmo, o levantar da carteira durante a aula é considerado muitas vezes como indisciplina.
A escola quase sempre exclui o corpo da mente, separa, mutila. Apenas a cabeça tem que ficar na sala de aula, o corpo só na aula de educação física. Sempre dual, separado. Não conseguindo entender a totalidade do ser. Somos inteireza e não partes estanques, somos razão e subjetividade, somos seres biológicos e histórico-culturais. É no ambiente escolar, no contexto dessa tradição racionalista, que se desenvolve a noção de uma educação intelectual separada de uma educação corporal ou física sendo que ambas, destinando-se a dimensões consideradas opostas e inconciliáveis, ao serem justapostas - educação corporal e educação intelectual  –  compondo a chamada educação integral. Ainda consolida a visão cultural de gênero, separando meninas e meninas, impedido que se socializem, que se reconheçam igualmente como seres humanos.
Consideramos como Louro (1999, p.21) que a criança no ambiente escolar é impedida de expressar-se na sua totalidade seja criativamente, verbalmente ou gestualmente, surgindo o que Louro chama de “corpo escolarizado” ou “corpo disciplinado pela escola”. Disciplinado para o silêncio e dentro de um modelo pré-determinado de fala: “mãos, olhos e ouvidos estão adestrados para tarefas intelectuais, mas possivelmente desatentos ou desajeitados para outras tantas”.
Uma educação autoritária, disciplinadora e de certa forma negando as manifestações corporais da criança, podem provocar um desequilíbrio da sensação somática o que afetará  a autoconfiança e a unidade do sentimento do corpo da criança, que para  controlar seus afetos, vão desde então, enrijecendo o corpo através de sua educação, assim a criança é impedida de desenvolver seus movimentos naturais das crianças através das inibições impostas à elas, causando distúrbios na pulsação biológica, pois como forma de amenizar os sentimentos  de angústia, a criança acaba por interromper o ritmo normal na respiração, tensionando o abdômen.
Segundo Shaw e D’angour (2001, p. 59) “essas reações são uma forma de o corpo preparar-se para lutar, paralisar a atividade ou fugir”.     Assim, nas reações frente as diferentes circunstâncias autoritáras e medo, “[...] temos a tendência de contrair os músculos de nosso pescoço involuntariamente, fazendo com que a cabeça lance-se para trás. As reações musculares que acompanham este reflexo incluem levantar os ombros, tensionar os braços, enrijecer o tórax e flexionar os músculos das pernas para que nossos joelhos fiquem firmes”; 
Como aponta Reich (1992, p.60), “é prendendo a respiração que as crianças costumam lutar contra os estados de angústia, contínuos e torturantes, que sentem no alto do abdômen ou nos genitais e têm medo dessas sensações”, formando desde a infância o que Reich denomina de couraça rígida, que impede o movimento ondulante do peitoral, bloqueando a respiração, como forma de anulação das sensações fortes seja, de  prazer ou  angústia, o que Reich (l992), aponta como sendo o mecanismo básico da neurose. Pois, ao perder este bloqueio respiratório, deixa seqüelas, que acabam também por causar um bloqueio da criatividade e espontaneidade da criança. 
A Educação Sexual que queremos pauta-se numa abordagem que não negue as manisfestações corporais da criança, pois nossa sexualidade se desenvolve desde que nascemos, por isso a necessidade de desenvolver a consciência corporal desde a infância para que a criança entenda a sexualidade de maneira saudável, prazerosa, bonita, natural e essencial em nossa vida.
Defendemos uma educação sexual que busque fornecer ao ser humano as ferramentas necessárias para que possa conhecer seu próprio corpo, o corpo do outro e compreender sua sexualidade para que possa por si mesmo ser capaz de realizar escolhas afetivo-sexuais. Precisamos nos reeducar para superar a visão do corpo objeto de aprendizagem, pela visão corpo como sujeito de aprendizagem. Consideramos como Moreira (1995, p. 22), a necessidade do "olhar sensivelmente os corpos [...] até porque o ato de conhecer não é mental como marca; ele é antes de tudo corpóreo.Todo conhecimento inclusive o de si mesmo, passa pelo corpo, como afima Merleau Ponty, "[...]toda consciência é consciência perceptiva, mesmo a consciência de nós mesmos. "
Mas porque tantos professores sentem  dificuldade em lidar com as manifestações da sexualidade das crianças? E como a escola pode contribuir para melhorar a consciência corporal e o desenvolvimento da sexualidade?
Bem essa questão fica para um próximo post, até lá!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

PRAZERES CRIMINOSOS: ASSÉDIO SEXUAL, FILME SNUFF...




Finalizando o post dos prazeres sexuais criminosos e estranhos, hoje vamos abordar o Assédio Sexual, o Estupro, Filme snuff e a Necrofilia. São formas violentas, agressivas e estranhas de sentir prazer. E devem ser combatidas da sociedade, pois são parafilias criminosas.
 O Estupro é outra forma de crime sexual, caracterizado pela coerção, na qual crianças e mulheres especialmente tem  sido vítimas. É uma violência sexual que envolve a coerção de um dos parceiros. Ainda que seja consensual, o ato sexual envolvendo crianças, adolescente e jovens que não atingiram a maioridade, é considerado crime sexual e, lamentalvemente, muitos desses crimes envolvendo crianças e adolescentes ocorrem dentro do próprio ambiente familiar e causam traumas difíceis de ser superados pelo resto da vida.
O Assédio Sexual também é considerado uma coerção de caráter sexual praticada em geralmente por uma pessoa em posição hierárquica superior em relação a um subordinado, pois nem sempre o assédio é empregador - empregado, o contrário também pode acontecer, normalmente em local de trabalho ou ambiente acadêmico. È caracterizado por ameaças, insinuações ou hostilidades  contra o subordinado, com fundamento em sexismo.
O assédio sexual envolve algumas condições impostas para uma promoção que envolvam favores sexuais, ou a ameaça de demissão caso o subordinado recuse a flertar com seus superiores. Como exemplo podemos indicar o filme Assédio Sexual protagonizado por Michael Douglas, que faz um executivo, que espera ser promovido mas quem acaba ocupando o cargo é Meredith Johnson (Demi Moore), com quem ele teve no passado um envolvimento. Meredith rapidamente tenta forçá-lo a ter relações sexuais e, em virtude da recusa dele, ela ameaça destruí-lo na empresa.
A maioria das vítimas de assédio sexual são as mulheres, fruto da nossa tradição cultural patriarcal machista onde sempre prevaleceu a idéia  de superioridade masculina, e a mulher reduzida à condição de objeto e subordinação sexual e social. Embora deva-se dizer que também ocorrem casos de assédio sexual contra homens, homossexuais ou não, e os agressores são homens (mais comum) ou mulheres.
Importante ressaltar que o Assédio Sexual na sociedade brasileira é um crime regido pela Lei n. 10.224, de 15 de maio de 2001, que o caracteriza como: "Constranger alguém com intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente de sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função."
No ambiente de trabalho, o assédio sexual é definido pela Organização Internacional como “atos, insinuações, contatos físicos forçados, convites impertinentes, desde que apresentem uma das características abaixo:
a) Ser uma condição clara para manter o emprego;
b) Influir nas promoções da carreira do assediado;
c) Prejudicar o rendimento profissional, humilhar, insultar ou intimidar a vítima.
 E deve-se ainda apontar que, para ser caracterizado como assédio sexual não precisa necessariamente haver diferença hierárquica entre as pessoas, embora é mais comum ocorrer nestes casos.
O Filme snuff, que são caracterizados por imagens cinematográficas envolvendo sexo, tortura e assassinato.  Um exemplo é o filme Oito Milímetros que tem como protagonista o ator Nicolas Cage, que faz papel de um detetive particular  contratado para investigar os envolvidos na produção de um suposto filme snuff, encontrado no cofre de um milionário logo após a sua morte.
Lins e Braga (2005, p. 145) afirma que o Filme snuff envolve:
  “Audiovisual, muitas vezes pornográfico, no qual se mostra um suposto ou real assassinato. Sua produção visa ao entretenimento. A existência comprovada de snuffs é uma controvérsia. Há suposições de que seja uma lenda com o objetivo de provocar pânico no grande público. Um funcionário de uma produtora de vídeos pornográficos, na Inglaterra, relatou sobre um filme snuffnorte-americano e sobre vários outros passados na Alemanha, nos anos 1970. A maioria retratava estrangulamentos e por isso não era possível afirmar sua autenticidade. É claro que toda essa polêmica aumenta o valor dos supostos snuffs.    Em Lichamentos do Ed, que registra assassinatos da família Manson, uma mulher acorrentada é lentamente torturada e assassinada. O FEl deu crédito ao filme como verdadeiro. O filme Cannibal Holocaust, de Ruggero Deodato, exibe mortes de animais (tartarugas, porcos) e pelo menos um homicídio. A justiça italiana o obrigou a apresentar o ator vivo, e ele se apresentou. Os animais realmente foram mortos. Em Boston, Es tados Unidos, foram noticiadas vendas de cópias de filmes snuffs. Na Europa, a polícia investiga a venda de filmes que mostram assassinatos de crianças na Rússia.    Os compradores desses filmes talvez se excitem com as cenas exibidas, por fazerem parte de suas fantasias. Para alguns a sensação de poder é alimentada, e eles guardam fotos e vídeos”.
A Necrofilia é uma parafilia rara, onde as pessoas se sentem atraídas sexualmente por cadáveres. Braga e Lins apontam que, “durante as guerras são mais comuns” e exemplificam que “os soldados vencedores praticavam, na campanha marroquina, de 1919, sexo anal com cadáveres recentes e moribundos para aproveitar os espasmos que ocorrem durante a morte”.
 COMBATA QUALQUER TIPO DE CRIME: DENUNCIE!
 A vivência do sexo e da sexualidade é fundamental para nossa qualidade de vida, deve sempre envolver o prazer, mas deve ser vivida de forma saudável e afetiva, e com responsabilidade ética consigo mesmo e com o outro.
Referência:
- LINS, R. N. & BRAGA, F. O livro de ouro do sexo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Prazeres Agressivos: Sadismo e Masoquismo

Dominatrix - Imagem associada ao sadismo 


Hoje vamos abordar os denominados Prazeres Agressivos, entre eles: o Sadismo e o Masoquismo.
 O Sadismo é considerado uma parafilia (perversão ou anormalidade). A terminologia surge do nome do Marquês de Sade (escritor e filósofo francês Donatien Alphonse François de Sade),  o prazer advém da dominação e sofrimento que provocam à alguém, através de dor física ou emocional (psicológica), incluindo a humilhação do parceiro. Importante destacar que nem sempre  é uma simulação agressiva, o sadismo geralmente envolve o real sofrimento alheio. Porém, há pessoas que tem o sadismo apenas com uma fantasia erótica, simulando a dominação da vítima e seu sofrimento.
 Há ainda aqueles que se dizem parte do grupo que praticam o que denomina-se de Sadismo Seguro representada pelos termos SM (Sadismo e Masoquismo) e BDSM (Bondage, Dominação, Sadismo e Masoquismo), esse grupo aponta que o sadismo se encontra como uma prática segura, por ser realizado de comum acordo entre as partes envolvidas no ato. A comunidade BDSM usa o lema SSC, que significa "são, seguro e consensual".
Existem pessoas que compartilham seus desejos sádicos com parceiros masoquistas, que sentem prazer (ou ao menos consentem) em sofrer dor ou humilhação. Este tipo de prática, onde os dois desejos se complementam, é denominado Sadomasoquismo.  Mas, há casos que colocam em prática seus desejos sexuais sádicos mesmo sem o consentimento das vítimas.  Como fetiche a roupagem do sadismo seria  a da dominatrix de máscara e espartilho de couro ou borracha, empunhando um chicote e gritando impropérios.
 Importante diferenciar que, quando Sadismo é uma prática, e não apenas uma fantasia, ou seja, uma simulação. Embora sejam confunddidos, o que os diferencia é a intenção. Enquanto ao fetichista, o prazer se dá na simulação e no uso da indumentária. Ao sadista, o que dá prazer é a prática real através do domínio e sofrimento que causa em seus parceiros, seja através da tortura psicológica ou física.
 Cabe ressaltar que, é relativamente recente a atual dissociação  entre o termos sadismo e o masoquismo pela psicanálise. No geral, os teóricos e psicanalistas acreditam que se trata de tendências distintas, apontando que numa relação sadista, tendo em vista que o objetivo da mesma é satisfazer os desejos do sádico, e quando envolve um masoquista a satisfação de ambos. Geralmente apenas um dos envolvidos é sádico e que esta relação pode envolver diversas pessoas, e nem sempre há um masoquista no grupo.  
A origem dessas parafilias, em geral, se dão na infância, quando a criança sofre agressões físicas ou emocionais e na fase adulta tende a ser ele o causador da dor para de alguma forma compensar seu sofrimento, embora inconscientemente, no caso do sadismo, ou por ter se habituado a sentir dor, esta transformou-se em um prazer condicionado e consentido no caso do masoquismo.
 Geralmente o sadismo sexual é um problema crônico. Que quando cometido especialmente sem o consentimento da vítima tende ser repetitivo e em alguns casos a intensidade e gravidade dos atos sádicos tendem a aumentar no decorrer do tempo, caso a pessoa não tenha um acompanhamento psicoterápico.  
 Lins e Braga (2005) apontam que o sadismo pode apresentar extremo perigo, pois em alguns casos pode haver um desvio de conduta podendo a chegar ao homicídio.
 Um exemplo de um comportamento extremista do sadismo envolvendo o canibalismo, numa prática de sadomasoquismo, ocorreu em março de 2001, quando o sádico alemão Armin Meiwes, anunciou pela internet que queria candidatos à ser assassinatos e canibalizados. ela internet, e encontrou uma vítima que consentiu o crime, Bernd Jürgen Armando Brandes que permitiu que o mesmo o assinasse e comesse. Segundo depoimento de Meiwes ele, à pedido da vítima, amputou seu pênis e os dois comeram juntos antes dele morrer. Ainda relatou que,  Brandes insistiu que ele arrancasse seu pênis a dentadas, mas que ele teria usado uma faca.  O corpo da vítima consentida foi mantido no freezer e Meiwes teria se alimentado por meses da carne, chegando a ingerir cerca de 20kg do cadáver.
 Já o Masoquismo, seria o prazer em sentir dor ou ser dominado por outra pessoa. Por isso, se denonima masoquistas aquelas pessoas que gostam de sofrer. A terminologia também advém do nome do austríaco Leopold von Sacher-Masoch, escritor do romance “A Vênus das peles”, no qual descreve os desejos de dominação e dor do protagonista.
 Diferente do sádico, o masoquista ao sentir medo, dor, ou ser humilhado consegue chegar ao orgasmo. Ou seja, o masoquismo refere-se ao prazer sexual relacionado com o desejo de sentir dor no corpo, ou mesmo de imaginar situações em que esteja sendo submetido à a humilhação e dominação, e em alguns casos o prazer deriva-se  de uma situação de inferioridade perante o parceiro sexual e não da dor.
 Cabe dizer que, em ambos os casos: sádicos ou masoquistas, o ideal é procurar uma ajuda psicoterápica adequada, pois a sexualidade deve ser um ato humanizado e afetivo e não um ato de agressividade e violência, seja esta consentida ou não.
 O prazer tem que se dar pelo toque amoroso, ainda que outrora mais selvagem, mas sempre pautado no carinho e numa relação de respeito e admiração, nunca de humilhação e sofrimento seja físico ou emocional.
 Até o próximo post!
Referência:
LINS, Regina Navarro e BRAGA, Flávio. O Livro de Ouro do Sexo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005.

 

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

DIA MUNDIAL DA SAÚDE SEXUAL

 Merece registro!
Associação Mundial para Saúde Sexual ( WAS) em comemoração ao DIA MUNDIAL DE SÁUDE SEXUAL, dia 4 de setembro, fará atividades no Brasil, nas cidades de Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo.
As atividades são com Entrada Franca . Todos estão convidados participar para discutir o slogan de 2010 que no Brasil é "SAÚDE SEXUAL PARA TODOS".
A WAS no seu web site www.worldsexualhealth.org disponibiliza em espanhol e inglês a "DECLARAÇÃO DO MILLENIUM" com os tópicos mais importantes do slogan de 2010.
A Coordenação Geral para o Brasil desse evento da WAS é da médica Jaqueline Brendler, sendo que na cidade do Rio de Janeiro a Coordenadoria local é da psicóloga Sheila Reis e na cidade de São Paulo do psicólogo Ralmer N Rigoletto.
 
***PORTO ALEGRE.
 "SAÚDE SEXUAL PARA TODOS".
 Dia 2-09-2010. Auditório da Livraria Cultura de Porto Alegre. Bourbon Shopping Iguatemi.
Horário: 19h30 - 21h30 min. 
Palestrantes.
            Iara L.Camaratta Anton
Psicóloga, escritora, Presidente da Sociedade de Psicologia do RGS.
* Jaqueline Brendler
Ginecologista, Sexóloga, Comitê executivo da World Association for Sexual Health (WAS).

* Rubia Abs da Cruz.

Advogada, Diretora da THEMIS, Direitos sexuais e de gênero.

Coordenação :Dra. Jaqueline Brendler.
**** RIO DE JANEIRO.
"SAÚDE SEXUAL PARA TODOS".
2-09-2010 - Auditrório do Centro cultural da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do RJ. 
Rua Russel, nº 1, Glória - 19 horas.
Responsável pelo evento da WAS no Rio de Janeiro: Sheila Reis.

Palestrantes.
* Profª. Drª. Jane Russo.
Antropóloga - Professora do Instituto de Medicina
Social da UERJ / Coordenadora de Publicação do Centro LatinoAmericano em Sexualidade e Direitos humanos/ CLAM

     * Dr. Luiz Carlos Vasconcelos.
      Urologista / Sexólogo - Diretor da Clínica Urológica Vasconcelos
* Prof. Marcos Ribeiro 
Autor/ Consultor em Educação Sexual e Prevenção: Min. da Saúde e da Educação, UNESCO, 
Fundação Roberto Marinho / Comendador com a Medalha Tiradentes (ALERJ).

    * Prof. Dr. Paulo Roberto Canella - Ginecologista / Sexólogo - Professor 
                  Titular da UFRJ .
 Coordenadora : Profª. Drª. Maria Luiza M. de Araújo.
           Psicóloga / Mestre em   Psicologia, Doutora em Filosofia, 
           Presidente da Sociedade Brasileira de Estudos   em Sexualidade Humana  
           SBRASH.
 
 *** SÃO PAULO
"SAÚDE SEXUAL PARA TODOS".
 4-09-2010 . Parque Ibirapuera das 9h - 17 horas.
Evento organizado em parceria com o CEPCoS - Centro de Estudos e Pesquisas em Comportamento e Sexualidade, sendo Ralmer N Rigoletto o responsável local.

Hora
Atividade
Responsável
09h00
Abertura Oficial
Psic. Esp. Ralmer RigolettoCEPCoS
09h30
Pop Rock Internacional
Emerson / Nathália
10h00
Saúde Sexual
Prof. Dr. Hugues Ribeiro
CEPCoS
10h30
Pop Rock Internacional
Emerson / Nathália
11h00
Saúde e Educação Sexual
Psic. Esp. Paula Napolitano
CEPCoS
11h30
Coral Santo Canto (MPB e POP)
Rosa Rosah
12h00
Saúde Sexual Feminina
Psic. Esp. Vânia Macedo
CEPCoS
12h30
Saúde Sexual Masculina
Dr. Edson Pazmiño Júnior
CIPPS – Venezuela.
13h00
Banda Carango (Samba de Gafieira)
Rosa Rosah
13h30
Saúde Sexual e Diversidade Sexual
Prof. Dr. Hugues Ribeiro
CEPCoS
14h00
Banda Carango (Samba de Gafieira)
Rosa Rosah
14h30
Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva
Psic. Esp. Paulo Tessarioli & Prof. Ms. Graça Tessarioli
CEPCoS
15h00
Lydia Venturelli & Banda (MPB e Bossa)
Lydia Venturelli
15h30
DSTs
Psic. Esp. Ralmer RigolettoCEPCoS
16h00
Lydia Venturelli & Banda (MPB e Bossa)
Lydia Venturelli
16h30
Dia Mundial da Saúde Sexual
Saúde Sexual para todos
Encerramento
Psic. Esp. Ralmer Rigoletto CEPCoS

 

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Fetiches e Parafilias Estranhas


Retomando o post dos fetiches hoje vamos falar de alguns fetiches e parafilias que causam um certo estranhamento. Alguns podem estar associados à práticas sexuais que envolvem o sadismo ou masoquismo (sobre estes falaremos num outro post, pois são considerados prazeres agressivos) e não apenas estranhos. Esses fetiches em geral podem estar associados ou não há uma parafilia ou desvio sexual.
Podolatria – para os denonimados podólatras o desejo está concentrado nos pés do parceiro. Quando a excitação se dá exclusivamente no ato sexual que envolva o toque, cheiro, lamber, ver ou a massagem nos pés de outra pessoa, pode ser considerado uma parafilia, porém, quando o culto aos pés é apenas um dos fatores de excitação que ocorre nas preliminares, considera-se apenas como um fetiche.   Assim algumas pessoas sentem excitação por seios ou nádegas, nesse caso os pés são o objeto erótico, onde a manipulação das suas genitálias com os pés do parceiro provocam extremo prazer podendo inclusive levá-los à ejaculação ou orgasmo.  
Coprofilia  é uma prática sexual considerada uma parafilia, ligada ao sadomasoquismo, onde os grupos costumam se identificar através de um código, usando lenço bege ou marrom. São pessoas que se excitam através de estímulos olfativos, visuais com fezes, ou seja, o cheiro, visualização e até manipulação das fezes provocam prazer durante o ato sexual. Alguns defecam nos parcerios ou gostam que os pareceiros defequem neles, até mesmo durante a prática do sexo anal, brincam com as fezes, usam duchas para evacuar e manipular manualmente as fezes, podendo inclusive, chegar à Coprofagia, copro que em latim significa "fezes" e fagia "ingestão" sendo assim: prática de ingestão de fezes, ou seja alguns chegam a comer as fezes ou obrigam seus parceiros a ingeri-las (coprofagia).
Urofilia caracteriza-se pelo prazer provocado por práticas que envolvam o contato com a urina.  Os denominados urófilos gostam de urinar no corpo do outro e que urinem no corpo deles seja no rosto, boca, etc. Acredita-se que uma das causas dessa parafilia tenha origem na infância onde a criança era proibida  de manipular suas genitálias, e no ato de urinar isso era possível, especialmente para o menino esse momento era  quando podiam tocar seu pênis. Há aqueles gostam de freqüentar banheiros para sentir esse cheiro. Alguns homens possuem o hormônio androsterona na urina o que causa excitação em mulheres. Assim como as mulheres como já apontamos no post dos feromônios secretam estes na vagina e na urina o que provoca o instinto sexual masculino. Nesse caso urinar ou ser urinado pode representar uma prática prazerosa compensatória, punitiva ou humilhante.
Punhada ou Fist fucking, insere-se dentro da prática do sadomasoquismo e caracteriza-se pela inserção da mão, pulso e algumas vezes parte do antebraço no ânus ou na vagina.  A prática se dá tanto por casais heterossexuais como por gays, onde em alguns casos ocorre a inversão de papéis, ou seja, ambos são punhados, é também considerada uma parafilia.
Stonebutch - ocorre entre lésbicas, quando uma das parceiras não permite ser tocada durante a relação sexual. São pessoas altruístas no que se refere à atenção dada ao prazer da sua parceira. Ou seja, o foco do seu prazer está no outro.
 Froterismo ou oufrottage - São pessoas que obtém prazer no ato de esfregar o corpo contra outro ou em objetos, especialmente o pênis, nádegas e a vagina.
 Bondage é uma prática oriental, onde o prazer está especialmente ligado à imobilização de um dos parceiros, seja braços, pernas ou  imobilizar o outro completamente com cordas, panos, fitas adesivas, etc... quando não é apenas uma simulação que não o sofrimento da vítima pode ser associada ao fetichismo, mas se houver dor e sofrimento considera-se uma parafilia.
 Pigmalionismo são pessoas que se sentem atraídas sexualmente por estátuas e manequins. A etimologia da palavra está ligada ao mito grego do escultor Pigmalião, que teria se apaixonado por uma de suas estátuas, à qual a Deusa Afrodite teria concedido a vida através do seu pedido. Historicamente é possível verificar que estátuas com falos, onde as virgens usavam para praticar sua primeira penetração.
Cottaging refere-se uma prática em geral mais ligada aos homossexuais, sua maioria masculinos, embora haja casos da prática entre lésbicas, que sentem prazer em praticar sexo anônimo em locais públicos, a etimologia da palavra  se dá na Inglaterra, onde  a construção dos banheiros públicos em parques são semelhantes à pequenas casas com o telhado inclinado, daí a denominação cottage, que significa cabana. É uma prática ilegal em diversos países, portanto se uma pessoa for flagrada praticando sexo em locais públicos pode ser autuada, presa e responder a um processo criminal.   Cabe aqui, recordar o caso do cantor inglês George Michael, que no ano de 1998, foi preso por praticar cottaging, em um banheiro na cidade de Los Angeles.
Num próximo post vamos abordar alguns prazeres considerados agressivos e, que em alguns casos são associados ao fetichismo. Posteriormente ainda abordarmos os prazeres que são criminosos e devem ser combatidos na sociedade.
Importante dizer que, pessoas que sentem prazeres que são considerados parafilias devem procurar uma ajuda psicoterápica.
Abraços e até lá!
 Referência:
LINS, Regina Navarro e BRAGA, Flávio. O Livro de Ouro do Sexo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005.

sábado, 21 de agosto de 2010

MEC envia a escolas públicas livro que narra estupro



No post de hoje vou reproduzir e comentar uma matéria publicada na Folha de São Paulo e reproduzida em diversos outros meios de comunicação
"O Ministério da Educação enviou a escolas públicas do país um livro que narra o sequestro de um casal, o estupro da mulher e o assassinato do rapaz, segundo reportagem de Fábio Takahashi publicada na edição desta quinta-feira da Folha.
De acordo com o texto, 11 mil exemplares da obra foram destinados para serem usados como material de apoio a alunos do ensino médio, com idade a partir de 15 anos. O livro \"Teresa, que Esperava as Uvas\", integra o programa do governo federal que equipa bibliotecas dos colégios públicos.
As cenas de violência estão presentes no conto \"Os Primeiros que Chegaram\", que narra, do ponto de vista da criminosa, um sequestro cometido por um casal. As vítimas são torturadas. Há frases como \"arriou as calças dela, levantou a blusa e comeu ela duas vezes\" e \"[Zonha, o criminoso] deu um tiro no olho dele. [...] Ele ficou lá meio pendurado, com um furo na cabeça.\"
O governo Lula, a autora da obra e a editora defendem a escolha, por possibilitar que o jovem reflita sobre a violência cotidiana. A escolha das obras é feita por comissões de professores de universidades públicas. \"O livro passou por uma avaliação baseada em critérios, concorreu com muitas outras obras e foi selecionado\", afirmou a escritora do conto, Monique Revillion."
Como Educadora Sexual, Doutora em Educação e Pesquisadora da sexualidade, tendo como tema central de minha tese a sexualidade humana, considero que, embora a linguagem utilizada pela autora se aproxime da realidade, tendo como objetivo a reflexão, usar a linguagem senso comum, pode contribuir para consolidar a linguagem banal, reducionista e vulgar que impera sobre a sexualidade na sociedade atual. A frase em negrito acima, mesmo sem intenção, pode reforçar ao nosso ver, uma visão genitalista e instintiva da sexualidade.



quinta-feira, 19 de agosto de 2010

19 de agosto dia do Orgulho Lésbico no Brasil

Para que fique registrado, hoje é considerado o dia do Orgulho Lésbico no Brasil, data em que no dia 19 de agosto de 1983, ainda em período de ditadura militar ocorreu a primeira manifestação lésbica contra o preconceito e a discriminação em São Paulo, no Brasil, que deu origem ao dia do orgulho lésbico.
Abaixo vídeo que registra e relata sobre a manifestação histórica.

Você também pode gostar de:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...