sábado, 12 de junho de 2010

Sobre o mito do amor perfeito e das concepções hegemônicas equivocadas de amor

No post de hoje vou tentar escrever um artigo que não seja apenas restrito a dar dicas de relacionamento, isso tem em muitos sites por ai que dão aquelas "receitas" tipo como arrumar um namorado, parece receita de bolo,rs. O que eu gostaria é de convocar as pessoas a refletirem sobre suas concepções de amor. Ou melhor, sobre as concepções de amor que nos condicionaram a ter. Pois, como sempre afirmo, o casamento é uma construção social. O amor não. Mas a ideia que temos do que é o amor, é uma construção social também.

Então, pra você que está casada(o), tem uma paixão, namorado(a), amante, ou você que está solteiro, eu diria: muitas pessoas mesmo tendo encontrado alguém, não se sentem amadas e felizes, e há aquelas que ficam procurando a metade da laranja que de fato, não existe. Nós já nascemos inteiros. O outro soma, nos fortalece, enriquece. Temos que parar de projetar a felicidade no outro. Enquanto ela está dentro de cada um de nós. Ante de amar alguém, precisamos nos amar, nos bastar.

Precisamos esclarecer que amor perfeito é um mito. Decepcionados? Não fiquem. Sempre digo para uma amiga: “não busque a pessoa perfeita, busque a PESSOA CERTA. Alguém que compartilhe de seus gostos, que tenha afinidades, porque aquela história - pra - boi - dormir de que os opostos se atraem é um infeliz equívoco.”

“Amor tem sim que ter Afinidade, nada dessa história de opostos. Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Só entra em relação rica e saudável com o outro, quem aceita para poder questionar. Não sei se sou clara: quem aceita para poder questionar, não nega ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é. E, aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso. Mas o habitual é vermos alguém questionar porque não aceita o outro como ele é. Por isso, aliás, questiona.” Importante dizer também que quem ama aceita, questiona e não faz julgamentos prévios. O diálogo é o baluarte de qualquer relação.

Se você ainda não encontrou alguém para se relacionar talvez precise acordar do sonho encantado, sair do conto de fadas e perceber que aquela pessoa que pode ser alguém certo para você não vai aparecer num primeiro momento num cavalo branco, aliás ele ou ela, pode ser aquele seu colega da faculdade, ou de trabalho, que sempre te apoio, te aconselha, te ensina matemática, te ajuda nos trabalhos, te recebe com um sorriso, te abraça nos dias tristes e não aquele que trata mal, ou aquele tipo beleza de capa de revista. Claro que tem que ter tesão, paixão, falta de ar, mas só isto não basta para um relacionamento ser de fato significativo, prazeroso e bem sucedido.

“Amor de verdade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente, mas para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
Amor é jamais sentir por. Quem sente por, confunde amor com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar.
Amor não depende de presença física, claro melhor com ela. Mas amor mesmo existe mesmo a quilômetros de distância. Amor é singular, discreto e independente, porque não precisa do tempo para existir. Anos se passam e basta ver aquela pessoa que você ama de novo, e a relação prossegue exatamente do ponto em que parou. Amor é superior ao tempo. Amor é ter perdas semelhantes e iguais esperanças, é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas, quantos das impossibilidades vividas.
Amor e afinidade é retomar a relação do ponto em que parou, sem lamentar o tempo da separação. Porque tempo e separação não existem quando de fato há Amor. Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar.”
E como diz a música quem foi que disse que para estar junto precisa estar perto. Mais importante que estar ao lado de alguém, é estar do lado DE DENTRO!”

Vou terminar com uma fala que parte dela seria de John Lennon ou com uma complementação da Martha Medeiros, enfim, o que importa  é a mensagem, que eu diria, é certeira, e nos faz refletir sobre as concepções hegemônicas de amor. Atentem-se: idealizações equivocadas levam a escolhas erradas e a relações infelizes, limitadas e frustradas. Este texto, complementa o post que escrevi sobre amor e liberdade. Reflitam!

SACANAGEM

“Esta é a semana dos namorados, mas não vou falar sobre ursinhos de pelúcia nem sobre bombons. É o momento ideal pra falar de sacanagem.
Se dei a impressão de que o assunto será ménage à trois, sexo selvagem e práticas perversas, sinto muito desiludi-lo. Pretendo, sim, é falar das sacanagens que fizeram com a gente.
Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é racionado nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais rápido.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um", duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis.
E que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Ninguém nos disse que chinelos velhos também têm seu valor, já que não nos machucam, e que existe mais cabeças tortas do que pés.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que poderíamos tentar outras alternativas menos convencionais.
Sexo não é sacanagem. Sexo é uma coisa natural, simples - só é ruim quando feito sem vontade. Sacanagem é outra coisa. É nos condicionarem a um amor cheio de regras e princípios, sem ter o direito à leveza e ao prazer que nos proporcionam as coisas escolhidas por nós mesmos.”
No dia do namorados, afinal, a sexualidade se aflora e muitos casais fazem o que deveria ser cultivado diariamente. Quando, falamos em namorado, nos referimos a um relacionamento afetivo-sexual.
Nesta data, certamente as pessoas preparam surpresas: um jantar a dois, luz de velas, vinho, champanhe, uma música envolvente, enfim, sem dúvida, é dia de apimentar o relacionamento.  Onde se trocam presentes, que representam uma forma de valorizaração do amor do outro.
Mas independente do presente material, o melhor, é se fazer presente, é sentir a inteiramente a presença do outro. Nada supera o afeto, o toque, o olhar brilhando, o desejo fervendo na pele. Ganhar presente e presentear é muito bom, mas há presentes que são inigualáveis.
Esperamos que não apenas hoje, mas todos os dias possamos cultivar o erotismo, a sedução, a sensualidade, o desejo, o encanto, o afeto (que estão tão deteriorados pela pornografia e pela vulgaridade, pelo sexualidade mercantil midiática, banal e pós-moderna).
Para terminar, deixamos uma reflexão para você pensar se tem realmente pode dizer que tem de fato um namorado (a)? Porque ter um(a) namorado(a) é muito mais que ter alguém diariamente ao seu lado. Ao final da leitura eu espero que realmente você possa afirmar que tem de um(a) namorado (a). Yes! Eu tenho!

Namorado: Ter ou não ter, é uma questão
(Carlos Drummond de Andrade)

Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.
Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado, mesmo, é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda, decidida, ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada; de ânsia de viajar junto para a Paris ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical na Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não chateia com o fato de o seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido.
Enloqueça! Enlou-cresça! 

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Amor e Liberdade




quarta-feira, 9 de junho de 2010

XIV PARADA LGBTT - UMA FESTA DE CELEBRAÇÃO DO AMOR - PELA LIBERDADE AFETIVO-SEXUAL


No dia 06 de junho de 2010, participamos da XIV PARADA LGBTT em São Paulo. Um momento emocionante, de celebração do amor, da diversidade, da vida. A diversidade enfeita os olhos e alma, independente da orientação sexual de uma pessoa, o que vale é o amor. O amor que é, sem dúvida, o mais sublime dos sentimentos, e que lamentavelmente, é tão limitado pela nossa sociedade.
O amor não devia ser limitado, o que tem que ser reprimido na sociedade é a maldade, a violência, a ganância, o egoísmo, o ódio, a prepotência, o preconceito e não a vivência plena do amor e da sexualidade, desde que sejam vividos com responsabilidade, consciência, cumplicidade, respeito e afetividade.
Como dissemos em nossa fala, no vídeo abaixo em entrevista ao Programa Affair com você, apresentado por Graça e Paulo Tessarioli, exibido toda segunda-feira às 22 h na Alltv (www.alltv.com.br), devemos lutar pela igualdade sempre que a diferença nos inferiorizar, nos discriminar, nos excluir. Somos seres humanos e os direitos e deveres tem que ser iguais para todos nós. Mas, a luta é dialética, também temos lutar para que as nossas diferenças sejam respeitadas, sempre que a igualdade hegemônica nos descaracterizar. Todos somos seres singulares, ímpares e isso tem que ser respeitado.
Juridicamente, a igualdade é uma norma que impõe tratar todos da mesma maneira, é essa igualdade que buscamos: todos devem ser respeitados, em suas escolhas conscientes, ou em suas formas de ser, amar e agir naturalmente. Ser tratados da mesma forma, e ter os mesmos direitos e deveres independente da religião, classe social, profissão ou orientação afetivo-sexual, pois nenhuma dessas questões, assim como, a orientação afetivo-sexual de uma pessoa não diminui em momento algum sua potencialidade humana e profissional, nem seu caráter.
Portanto, que a nossa luta seja sempre em nome do AMOR, independente da forma como ele é sentido ou vivido. Como já diz a música: “consideramos justa toda forma de amor!”. Que nossa busca seja pela vivência do amor em sua mais bela expressão, e amar implica em liberdade. Mas sobre a forma de vivência de amor e dessa necessidade de amar em liberdade, falo num próximo post, até lá!

 

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A decadência dos "elogios" musicais no jogo da "conquista"

"Elogios", são ou eram, formas de seduzir, de conquistar. Ao longo das décadas essas formas de elogios e "conquistas" mudaram muito, especialmente quando a música é utilizada como forma de "elogio" no jogo da "conquista". Ao longo das décadas, vocês poderão perceber que os "elogios" musicais mudaram. E por que estou abordando este tema? Porque geralmente as pessoas tem uma música que marca esse momento de "conquista", e afinal quem nunca teve pelo menos uma música que marcou um momento de "conquista"? Mas não estou falando de romance e relacionamentos amorosos, porque ai a trilha sonora certamente seria outra, mas sem mais delongas, vamos ao post de hoje que é baseada nos slides de power point que um amigo meu o Prof. Dr. Fábio Zoboli me enviou sobre a decadência do romantismo no Brasil e que eu adaptei para a decadência dos elogios no jogo da conquista, ou melhor da caça... Neste post estou falando da desvalorização dos elogios no quesito conquista sexual, no âmbito da caça, não dos relacionamentos amorosos. Claro que tudo isto é cultural, afinal tudo virou produto na sociedade mercantil e midiática.

Pensem comigo, na década de 1930 , o homem geralmente vestido de terno cinza e chapéu Panamá, se dirigia em frente à vila onde sua Flor, morava. Flor era como ele se elogiava à mulher amada, e então ele cantava para sua FLOR:
"Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa!
Do amor por Deus esculturada.
És formada com o ardor da alma da mais linda flor, de mais ativo olor,
que na vida é a preferida pelo beija-flor...." (Rosa – Pixinguinha)

Já na década de 1940, o enamorado ajeitava seu relógio Pateck Philip na algibeira, escrevia para a Rádio Nacional e pedia que oferecessem a ela uma linda música para a sua DEUSA:
"A deusa da minha rua, tem os olhos onde a lua, costuma se embriagar.
Nos seus olhos eu suponho, que o sol num dourado sonho, vai claridade buscar... "
(A deusa da minha rua)

Na década de 1950, ele pedia ao cantor da boate que oferecesse para aquela que ele chamava de LINDA MENINA, a interpretação de uma bela bossa:
"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça.
É ela a menina que vem e que passa,
no doce balanço a caminho do mar.
Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema.
O teu balançado é mais que um poema.
É a coisa mais linda que eu já vi passar."
(Garota de Ipanema – Tom Jobim e Vinícius de Moraes)

Na década de 1960, o moço apaixonado aparecia na casa sua GAROTA PAPO FIRME com um compacto simples embaixo do braço, ajeitava a calça Lee e coloca na vitrola uma música papo firme:
"Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito não é maior que o meu amor, nem mais bonito...”
(Como é grande o meu amor por você - Erasmo e Roberto Carlos)

Nos meados da década de 1970, ele chega em seu fusca, com tala larga, sacode o cabelão, abre a porta prá MINA entrar e bota uma melô jóia no toca-fitas:
"Foi assim... como ver o mar...
a primeira vez que os meus olhos se viram no teu olhar...
Quando eu mergulhei no azul do mar, sabia que era amor e vinha pra ficar..."
(Todo azul do mar – Flávio Venturini)

Na década de 1980, ele telefona pra sua LINDA e deixa rolar um:
"Fonte de mel, nos olhos de gueixa, Kabuki, máscara.
Choque entre o azul e o cacho de acácias, luz das acácias, você é mãe do sol. Linda e sabe viver você me faz feliz...."
(Você é linda – Caetano Veloso)

Na década de 1990, o pretendente ou namorado ligava pra o seu BEM, chamando-a para mais perto, convidando-a para um namoro mais ousado, mas inda de maneira romântica, e deixa gravada uma música na secretária eletrônica:
"Agora vem pra perto vem,
vem depressa vem sem fim dentro de mim
que eu quero sentir
o teu corpo pesando sobre o meu
vem meu amor vem pra mim,
me abraça devagar,
me beija e me faz esquecer. "
(Bem que se quis – Marisa Monte)

Mas é nesta década de 1990, que inicia-se uma revolução, ele liga pra sua LOIRINHA, MORENINHA, NEGUINHA e a convida para um RALA, RALA e curtir :
"Bota a mão no joelho
E dá uma abaixadinha
Vai mexendo gostoso,
Balançando a bundinha
Agora mexe vai, Mexe, mexe mainha
Agora mexe, Mexe, mexe lourinha
Agora mexe, Mexe, mexe neguinha
Agora mexe Balançando a poupancinha. "
(Mexe, mexe, mainha – é o tchan)

Em 2001, a banalização e a forma de "conquistar" a sua TCHUTCHUCA é capturando na internet um BATIDÃO e mandando pra ela, por e-mail:
"Tchutchuca! Vem aqui com o teu Tigrão.
Vou te jogar na cama e te dar muita pressão!
Vem...
Vem Tchutchuca linda, senta aqui com seu pretinho vou te pegar no colo e ti fazer muito carinho... "

Em 2002 a forma de "elogio" baixa o nível, ele pára o chevetinho 81, rebaixado, e no mais alto volume solta o som:
"Abre as pernas, faz beicinho, vou morder o seu grelinho....
Vai Serginho, vai Serginho....
Abre as pernas, faz beicinho, vou morder o seu grelinho....
Vai Serginho, vai Serginho...."
Abre a boca num si ispanta, vô gozá na tua garganta...."

E o nível de "elogio" em 2003, piora ainda mais, ele oferece uma música no baile para a sua EGUINHA POCOTÓ:

Vou mandando um beijinho
Prá filinha e prá vovó
Só não posso esquecer
Da minha Eguinha Pocotó
Pocotó, pocotó, pocotó, pocotó
Minha eguinha Pocotó!
Pocotó, pocotó, pocotó, pocotó
Minha eguinha POCOTÓ...."

Em 2004, ele chama a MINA DESCONTROLADA para dançar no meio da pista:
“Ah! Que isso? Elas estão descontroladas!
Ah! Que isso? Elas Estão descontroladas!
Ela sobe, ela desce, ela da uma rodada, elas estão descontroladas!
Ela sobe, ela desce, ela da uma rodada, elas estão descontroladas!...”
Em 2005, ele resolve mandar um convite a mulher desejada para uma PEGAÇÃO no seu APÊ através da rádio:
Hoje é festa lá no meu apê, pode aparecer, vai rolar bunda lele!!!
Hoje é festa lá no meu apê, tem birita até ao amanhecer
Tesão, sedução, libido no ar
No meu quarto tem gente até fazendo orgia”

Em 2006, ele chama a MINA para curtir um baile ao som da música mais pedida e tocada no país:
“Tô ficando atoladinha,
tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha!!!
Calma, calma foguetinha!!!
Piriri Piriri Piriri, alguém ligou p/ mim,
Piriri Piriri Piriri, alguém ligou p/ mim !!!”

E mais se você pensou que aquela poderia ser a última do elogio baixo nível, mas já lançaram outra, onde ele chama publicamente a sua CACHORRINHA GOSTOSA para literalmente levar uma lapada na rachada:
“Vai da tapinha na bundinha
Vai que eu sou sua cachorrinha
Vai que eu to muito assanhada
vamos da uma lapadinha
só se for na rachadinha
E toma gostosa lapada na rachada
Você pede e eu te dou lapada na rachada
e ai ta gostoso? Lapada na rachada
Toma,Toma,Toma”


Reflitam homens e mulheres: nós como sujeitos históricos somos co-responsáveis por todas essas mudanças, se as mulheres hoje reclamam que gostariam de receber "elogios" mais doces em alguns momentos, a culpa também é delas, que se deixaram (des)valorizar. Claro ,que uma mulher gosta também de ser chamada de gostosa, faz bem pra auto-estima sexual, mas na cama, e não o tempo todo. Uma mulher no jogo cotidiano da sedução, ou durante a conquista certamente prefere ser chamada de minha linda, minha deusa, minha princesa, minha menina, há elogios que nunca serão antiquados, pois elevam a auto-estima humana. E esses elogios musicais usados para a caça a partir da década de 1990, são usados não apenas pelos homens não, mas também pelas mulheres (sem generalizar, claro) ainda, existem aqueles que, fazem parte dos seletos últimos românticos.
Mas hoje, grande parte deles, como já vimos anteriormente, saem mesmo, literalmente à caça da sua presa, e não mais saem à conquista, ou para seduzir, porque as pessoas não querem conquistar ninguém, porque conquistar implica em responsabilidade afetiva, em ter cuidado para não machucar, magoar, e as pessoas não querem conquistar, nem seduzir ninguém , querem apenas curtir o momento, querem apenas uma presa fácil, para devorarem. Não querem criar nenhum tipo de laço, seja de amizade, ou algo mais, não querem relacionamentos, querem momentos, querem contatos descartáveis, free, avulsos. E não se importam em quem estão caçando, ou com que tipo de peixe vai cair na rede, como muitos mesmo dizem: ah! Caiu na rede é peixe! Me desculpem mas eu acho isso uma barbaridade. As pessoas precisam ser mais exigentes consigo mesmas e com os peixes que caem na sua rede, rs alguns podem ter espinhos demais, outros já estão até podres, rs e eu já disse: Cuidado com o que você come! Pois, é você quem tem que digerir isso depois, rs e a digestão pode ser lenta e desagradável, rs.
Enfim, foi se perdendo o romantismo e pior, perdeu-se o jogo gostoso e saudável da sedução, dos olhares, dos toques. Onde primeiro o beijo era desejado, beijado antes com os olhos; onde o corpo era sonhado, tocado com primeiro com o olhar; quando, de fato, havia sedução.
E isso fruto da cultura mercantil, fruto de busca da liberdade que as mulheres procuravam, mas que por não e que se tornou libertinagem. Reflexo também do comportamento que a sociedade patriarcal machista condicionou ao homem, afinal em algumas culturas se o homem tratar a mulher com gentilezas e delicadezas, ele vai ser taxado de homossexual, o que é um absurdo e um equívoco como já abordei em outro post. Enfim isto reflete a sociedade, as mulheres e pessoas em geral não souberam passar da repressão à liberdade foram ao outro extremo, à libertinagem, à exacerbação, à banalização. Reflete ainda educação, a mídia que fez com que o sexo se tornasse produto. A mídia até mostra que sexo é bom, mas banaliza, mostra que é fácil, e não mostra a responsabilidade e a conseqüência disto: uma sociedade sexualmente doente e vazia, depressiva, pseudo-feliz, de pedófilos, psicopatas, etc. Onde muitas pessoas vivem pautada na ilusão de ser ter muitos parceiros, muitos amigos, mas a realidade é inversa, as pessoas estão cada dia mais solitárias, depressivas e podem contar nos dedos os verdadeiros amigos e parceiros incondicionais.
Essa falta de erotismo é que torna o ato sexual finito em si mesmo. Sem sedução cotidiana, sem erotismo não se constrói uma relação sexual e não se estende essa relação para um relacionamento mais durável, mais prazeroso e afetuoso, seja de amizade ou algo mais.
E não pense que eu estou aqui, defendendo aquela visão mitológico do amor romântico, do pára-todo-sempre-amém, não mesmo! Longe de mim, essas visões hegemônicas dogmáticas. Mas, estou falando de sentido, de significado. Que implica, não em amor eterno, mas em carinho, respeito, admiração, conquista, sedução, sensualidade, erotismo, que são, MUITO diferentes do jogo fácil, da vulgaridade, da banalidade, da perversão. Claro que, durante o ato sexual em si, entre quatro paredes, mesmo entre pessoas que se gostam, se respeitam, se desejam, que se admiram, há o momento do jogo animal, mais selvagem, de palavras mais picantes e agressivas, de fantasias mais quentes, o que neste momento sim, pode ser saudável, se ambos curtem. Porém, se a sedução se reduzir meramente à caça e se o ato sexual se reduzir somente à isso, a esse jogo picante e agressivo de palavras, ele também torna-se reduzido, diminuído, vazio, sem significado, sem sentido!
Consideramos essencial manter a sensualidade, o erotismo, a sedução, para que nossa a relação sexual seja plena, intensa, prazerosa e duradoura. Sendo assim, num próximo post vamos abordar os jogos de sedução e fantasias eróticas que podemos e devemos usar em nossos relacionamentos para manter acesa a chama do desejo e apimentarmos, darmos mais sabor à relação. Até lá!
Bem como esse post já rendeu um belo debate vou complementar e dizer que meu objetivo é de fato inquietar e fazer as pessoas pensarem. Mas é importante esclarecermos que este post baseado no slides que recebi, NÃO diz respeito às trilhas sonoras dos verdadeiros romances, dos relacionamentos afetivos vividos com as principais mulheres ou homens que passaram por nossas vidas, pois estas seriam as músicas românticas que renderiam outro post e certamente seria diversificaria entre MPB, Rock Nacional: Paralamas, Legião Urbana, Titãs, RPM e os sertanejos Chitãozinho e Xororó, Zezé di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo, Gian e Giovani, entre outros... Posso falar disto num próximo post, ok?

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O gemido masculino – humano ou animal?


Como abordamos anteriormente os gemidos são uma espécie de fetiche da maioria dos homens, mas eles não gemem? E se gemem, quais são os tipos de gemidos deles?
Bem, no quesito gemido, as mulheres os superam, com certeza, na criatividade, na ousadia, na contorção do corpo, na diversidade. Mas eles também gemem só que de maneira diferenciada, especialmente no momento da ejaculação, no êxtase total.  Porém, isso pode ser devido à cultura de gênero pela qual o homem não podia demonstrar ou declarar emoções, sentimentos, tinha que ser mais rude, mostrar-se  bruto, forte.
Quanto aos gemidos masculinos...
... há alguns que uivam, rosnam como lobos selvagens
...  há aqueles que grunhem feito porcos
... outros rugem, feito leões
... alguns relincham feito cavalos
... outros que até bufam,  kkkkkkkkkkkkk.
... Bem, tem ainda os exorcistas,  rs, que urram como animais ferozes, com gritos fortes e estridentes.
Alíás urrar, é historicamente é considerado como manifestação da natureza  masculina. E o urro tem toda uma simbologia. Há até aqueles que dizem que quanto mais profundo, intenso e gutural, mais macho o expelidor do urro é. Enquanto, a feminilidade culturalmente sempre foi  expressa por saltitações, alegria e risadas a masculinidade é declarada pelo oposto, ou seja, urros guturais.
O livro "Princípios de uma Ciência Nova", de Giammbatista Vico, nos ajuda a entender essa cultura, apresentando o raciocínio filosófico-investigativo em torno de variados fenômenos da sociabilidade e da humanização, tais como a linguagem. E aponta que  inicialmente em épocas remotas os primeiros homens, falavam por gestos, em virtude de sua natureza e acreditavam que os raios e os trovões fossem acenos de Júpiter que os comandava, e que tais acenos fossem palavras reais, sendo a natureza a linguagem de Júpiter.
Seria ainda na pré-história, que os homens começaram a urrar e murmurar,  e essa era a  forma como explicitavam suas violentíssimas paixões; imaginativamente cogitavam que o céu fosse um formidável corpo animado. E por tal prisma chamaram Júpiter, primeiro Deus das gentes chamadas "maiores", o qual, com o silvo dos raios e o fragor dos trovões [imaginaram] lhes quisessem dizer alguma coisa. E começaram dessa forma a por em exercício sua natural curiosidade, filha da ignorância e mãe da ciência, e que engendra, com o despertar da mente que provoca, a estupefação, convertendo de tal forma toda a natureza num vasto corpo animado, que sente paixões e afetos...
Mas, continuando a análise na visão do condicionamento histórico reparem como culturalmente, os homens foram condicionados à serem mais instintivos, animalescos, até no quesito gemidos. A maioria deles, no especialmente no momento do orgasmo, imitam sons de animais e ainda chamam suas parceiras pelo nome de fêmeas de alguns animais. E também, claro gostam que suas parceiras ou parceiros os chamem pelo nome de animais tipo: meu macho, meu coelho, meu tigrão, meu cavalo, meu jegue, kkkkkkkkkkkkk meu cachorrão, rsrs meu leão, rsrs ou de meu domador, rs. Porém, rs assim como a maioria das mulheres não gostam de ser chamadas de vacas muitos deles também não suportam ser chamados de touro, rs embora deva haver aqueles que até gostem sim, rs.
Mas reparem os nomes que os homens, especialmente os heterossexuais, gostam de ser chamados na hora H estão quase sempre, associados à idéia de  força, de domínio ou grandeza, no caso do jegue, rsrs. Eles geralmente sentem uma necessidade de que, sua imagem quase sempre seja associada à força, à superioridade, à grandiosidade, rs (kkk lembrei que eles gostam de  ser chamados na hora H quase sempre no superlativo, especialmente quando isso se refere ao tamanho do pênis, rsrs, mas ainda vou tratar disto num próximo post, se tamanho realmente faz a diferença na hora H, ok?). Mas claro que, há aqueles dias em precisamos de  carinhos mais suaves, sussuros e palavras doces ao pé do ouvido, no lugar das picantes. Eu considero o Tantra fundamental como já abordei em posts anteriores, e defendo que se possível, devemos fazer amor selvagem, sexo com amor é a completude, é a fusão entre o doce e o voraz, entre a euforia e a calma, entre o corpo e a alma.

Atualmente ainda, há aqueles homens  que durante o ato sexual chamam suas parceiras de fêmea, gata, cavala, égua, cachorra, leoa, onça... aff! Agora vaca já é demais, kkk. Enfim, perceberam a associação aos animais?
 Mas sempre foi assim? Bom, já tivemos épocas mais românticas. Mas e fora da cama, o jogo de conquista, sedução mudou?  Bem, sobre essas declarações e elogios do sexo masculino ao sexo feminino eu abordo num próximo post, ok? Até lá!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A arte de gemer


Os gemidos são uma espécie de fetiche da maioria dos homens, alguns quando excitados, ou para se excitarem, basta apenas ouvir o gemido do ser desejado para que isto se transforme em um intenso momento de prazer.
As mulheres são consideradas especialistas nessa arte, geralmente gemem mais durante o ato sexual do que os homens, para não dizer que, algumas fazem isso o tempo todo (porém, alerto aos homens que algumas apenas fingem, para si e para o outro estarem sentindo prazer, aliás mulheres tem essa  "(des)vantagem", já o homem, claro que, condicionado culturalmente acredita-se que deve estar viril, ereto, para que esteja excitado ou excite, para que sinta prazer e proporcione-o (ledo engano), lembrem-se do tantra. Mas, há um gemido especial tanto para mulheres, quanto para  homens: o gemido do momento que ambos chegam ao  orgasmo, o ápice do prazer. Eu diria que, esse gemido é ímpar, é quase que uma identidade sexual de cada um.
O gemido é sempre acompanhado de expressões faciais e corporais também únicas, singulares. Tem haver com o êxtase de cada um, com leveza das contorções do corpo, com a profundidade da entrega. É uma forma de exteriorizar, ou exorcizar sem muitas palavras as sensações prazerosas, quase indescritíveis que estamos sentindo naquele momento.
            Mas você deve estar se perguntando: será que existem segredos para aprimorar essa arte?
Eu afirmaria que, essencialmente, a arte de gemer, está intimamente ligada à arte da entrega. É preciso deixar as sensações de prazer do corpo comandarem mente e consequentemente, a boca. Mas afirmo também que a arte da entrega não é nada fácil. Aliás é uma das mais difíceis especialmente porque muitas mulheres (marcadas pela educação sexual repressiva e dogmática que tiveram) não conseguem, ou não permitem-se entregarem plenamente ao outro durante o ato sexual,  esse também é um dos motivos pelo qual, muitas delas nunca chegaram ao orgasmo, elas apenas sentem prazer ou muito prazer, mas não atingem sua plenitude, embora algumas acreditem que o sintam, exatamente por desconhecerem o que de fato, é o orgasmo que é quase indescritível, mas poderíamos tentar definir como a experiência única da sensação plena de morte e vida, unificadas. Você pensa que vai morrer de tanto prazer e renasce plena de vida, de paz.
Acreditamos que o orgasmo pleno ocorre apenas quando uma mulher não despe apenas o seu corpo, mas também sua alma, libera todos os sentidos para viver inteiramente aquele momento sublime. Pois como já afirmamos em outro post a  mulher por condicionamento cultural ou não, é diferente do homem, que vive sua sexualidade de forma mais instintiva. Ela necessita de envolvimento, segurança e confiança em relação ao parceiro para que essa entrega ocorra. Pois, o orgasmo não depende exclusivamente do homem como muitas visões equivocadas apontam, ela depende da mulher, da superação dos traumas, medos, culpas, tabus a que foi condicionada em sua sexualidade. Orgasmo é muito mais que prazer e só pode ser vivenciado quando a mulher se permite conhecer seu próprio corpo e viver e descobrir todas as potencialidades de prazer que ela pode sentir e proporcionar ao outro.
Mas sem mais delongas, vamos aos famosos e alguns até cômicos tipos de gemidos, rsrs. Como sou professora, vou começar privilegiando a classe, rs, mas não levem nada para o campo pessoal, apenas divirtam-se, afinal, riso é sinônimo de prazer, ou seja, quando sorrimos também estamos vivenciando e exercitando nossa sexualidade e revigorando nossas energias vitais:

- Professora: Sim... isso... aí... agora.. exato...isso... continua... assim...
-  Professora de inglês ou amante da língua inglesa: Ohhh... YES !!! Ohhh...My God...!!!!
- Professora de Geografia  ou Geógrafa- Aqui, aqui, aqui, aqui...
- Professora de Matemática ou a Matemática – Mais, mais, mais, mais...
- Professora de Biologia ou Zootecnista: Vem, meu macho!!! Vem, meu macho!!!
- Professora de religião ou a religiosa - Ai meu Deus, ai meu Deus...
- Analista de Sistemas: Ok..., ok..., ok...
- Jornalista: O que?... Onde?... Quando?...Vaiiiiiiiii...
- Cozinheira: Mexe... mexe... mexe... ta ficando gostoso!
- Cantora de Opera: Oh,Oh,Oh...
- Negativa – Não... não... não... No, no, no...
- Positiva: Sim, sim, sim. Yes! Yes! Yes!
- Desinformada: Ai que é isso?... O que é isso? Me explica o que eu to sentindo, nossa!
- Torcedora: Vai! Vai! Vai!
- Ofegante: ah ah ah ah!
- Dolorida: ai ai ai ai aiiiiiiiiiiiiiii!
- Asmática: Uhh... uhhh... uhhh...
- Suicida: Eu vou morrer, eu vou morrer...
- Homicida: não para agora que eu te matoo!!!!
- Sensitiva: Tô sentindo... tô sentindo...
- Mulher Sorvete: Ai Kibon, ai Kibon, ai Kibon...
- Mulher Margarina: Que delicia, que delicia...
- Tipo "Rubinho Barrichelo": Devagar! Devagar! Mas não para! não para! não para!
- Pornográfica: Pu....t* que o Pa....riu... vai Filho da Pu......t*...Ai cara.......lh**...qu e te.....são...
- Serpente Indiana: Ssssss... Ssssss...
- Professora de Educação Física ou personal: forte, mais forte, vai, forte, mostra sua força!
Bem, com certeza tem ainda uma infinidade tipos de gemidos, por hoje só, até porque, agora, quem está gemendo aqui, sou eu, rs a barriga está doendo de tanto rir. Mas se você tem conhece mais algum tipo de gemido poste ai, rs. Enfim, use sua criatividade, crie seus próprios estímulos e gemidos, mas nunca fique sempre em um, porque cansa e torna-se broxante. E o papel do gemido é erotizar a relação sexual, torná-la mais prazerosa e apimentá-la, para que o desejo não se finde no ato sexual, mas perdure. Embora saibamos que apenas o sexo mesmo intensamente prazeroso não seja capaz de manter uma relação amorosa se não houver outras afinidades, sem o sexo prazeroso também, essa relação torna-se fraternal, perde o sentido do enamoramento. E erotismo pode contribuir para alimentar o desejo, a paixão, o tesão, enfim, a relação amorosa.  Pois, acreditamos que o ato sexual é muito mais do que simples sexo. O ato sexual, ao nosso ver,  pode ser definido como o elo de ligação entre o ser humano e Deus. Entre o corpo e a alma.
Por falar em erotismo, fantasias, fetiches esse é o possível tema do nosso próximo post, até lá! Enquanto isso, aproveite para aprimorar sua arte gemer....
Aiiiiiiiiiiiiiiiiiii, uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, uuuuuuuuuuuuuuu, rsrsrs
E seja feliz!

sábado, 8 de maio de 2010

Maternidade e Sexualidade


[...] E, eis que se amaram como dois exagerados e no momento de êxtase a vida de tão deslumbrada com aquela entrega e plenitude, resolveu florescer...

Tem algo mais doce e bonito que nascer do ato amoroso de duas pessoas?
Tem algo mais divino que emergir para a vida de um momento supremo de prazer?

Neste dia comemorativo das mães, eu não poderia deixar de escrever ao menos algumas linhas sobre sexualidade e a maternidade.
A maternidade, ao meu ver, é a dádiva suprema da vida que decorre da nossa sexualidade. Claro que nossa sexualidade não se resume ao papel reprodutivo, ela é muito mais ampla e complexa, está ligada a tudo que nos dá prazer, à nossa capacidade de amar em todos os sentidos, às nossas sensações, percepções, sentires e sentidos que vão se construindo desde que nascemos a até morrermos. Mas não há como negar a dádiva de gerar uma nova vida em seu ventre, abrigar outro ser, parte si, dentro do seu próprio corpo. Na concepção, o sexo cumpre a sua função biológica  mais importante que é a perpetuação da espécie. Ser mãe é devolver à natureza a vida que lhe foi concedida, uma experiência inigualável, um milagre divinal, sagrado. Todos nascemos do ventre de alguém, não há como negar a importância da maternidade ou não estaríamos aqui lendo este texto.
O ato de amamentar é um ato sexual amoroso e é, um exemplo do que Freud denomina de  fase oral (0 a 2 anos) quando a zona de erotização é a boca e o prazer ainda está ligado à ingestão de alimentos e à excitação da mucosa dos lábios e da cavidade bucal.
Amamentar é um gesto de generosidade da sexualidade feminina, ser alimento para o outro, pense na ternura que isto significa...
É claro, que ser mãe, não significa apenas gerar um filho, há aquelas que são mais mães do que algumas que geram e não amam, não cuidam de seus filhos.
Ser mãe biológica ou não, é um ato supremo de amor, e é ter para sempre o coração pulsando fora do próprio corpo.

Parabéns Mães! Por dedicarem aos seus filhos todo amor que há nessa vida. Creio que ninguém entenda tanto de amor incondicional e de sexualidade realmente humana, como nós mães, pois, experimentamos a sexualidade sagrada, vivenciamos o milagre da vida em nós!

Por hoje é só, mas trataremos em breve da sexualidade na gravidez e após a maternidade aqui no Blog. E sobre isso, eu poderei falar com propriedade, pois sou mãe de duas filhas abençoadas: Caroline e Beatriz, que são extensão da minha vida e minha, meus maiores tesouros, minhas maiores alegrias, o que de mais bonito eu pude conceber, são minha forma de perpetuar-se no mundo, e desde que elas nasceram não tive dúvidas, um dia sequer de que era por elas que eu esperava.


Registro finalmente minha gratidão, admiração, homenagem e meu amor profundo e incomparável, aquela cujo colo é o lugar mais seguro do mundo, que me permitiu nascer de seu ventre, regou minha vida com amor, me ensinou a ter raízes e asas, me ajudou a construiu valores éticos e estéticos, me ensinou a ser afetivamente humana, meu anjo, o meu amor incondicional: minha mãe Cleuza!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

♪♫ Ah! O som da voz, da respiração, dos gemidos... ♪♫


"[...] Pode haver uma inspiração sem Amor?
Se nenhuma mulher jamais tocasse um homem como Doña Julia me tocou, nunca acariciasse as pernas de um homem, as coxas, as nádegas, o peito, os ombros, os lábios, se nunca houvesse nenhuma experiência de paixão desenfreada neste mundo, haveria algum quadro? Alguma música? Alguma poesia? Arte de qualquer tipo?
O próprio Don Juan respondeu:
- Não creio, Don Octavio.
Tenho certeza de que meu interesse pelas artes nasceu naquela noite, enquanto Doña Julia se jogava sobre meu corpo ansioso, montava em mim.
Senti-me mais do que feliz em bancar seu humilde animal de carga, enquanto ela me guiava com suas mãos, coxas e paixão incomparável.
Foi naquela noite que minha primeira paixão me ensinou tudo o que jamais precisaria saber sobre o Amor. Ele sorriu pensativo.
As mulheres são o mais próximo que qualquer homem poderá chegar de Deus.
O sexo, meu amigo, é a suprema forma de culto. É o hino da vida, a imortalidade que nos é concedida neste mundo, a união com as estrelas, com toda a criação. Não poderá haver expressão maior da maravilha e da majestade de Deus do que, no processo de amor, que cria e dá significado à vida, os momentos que levam à suprema bem-aventurança, quando duas pessoas efetuam o ato de amor, como Doña Julia e eu fizemos naquela noite, à margem do rio."

Seriam as mulheres mais "auditivas" exatamente por serem subjetivas?
Uma das formas de mexer com  nosso sentir ou sentidos são os sons, sejam palavras, músicas, poesias, silêncios "que falam", contos eróticos, leituras silenciosas mas que ecoam e provocam os mais inusitados pensamentos.
"Alguma vez amou uma mulher de forma tão completa que o som de sua voz no ouvido dela podia fazer com que ela estremecesse e explodisse de tanto prazer, a tal intensidade que só o choro podia lhe proporcionar um pleno alívio? " (Don Juan de Marco)
Dentre os diversos sons eu diria que, sem dúvida, a voz da pessoa desejada  e o som que ecoa da respiração soam como uma poesia, mexem com nossa libido, disparam o coração. O som daquela música que deixa a alma extasiada, que traz paz ou o contrário deixam corpo em estado de alegria, euforia, excitação.
Quem não tem uma tem um som que mexa com seus sentidos? Uma música, uma poesia, uma voz ou até mesmo um silêncio que ecoou e provocou emoções e sensações indescritíveis, inesquecíveis?
E isso, não diz respeito apenas ao sexo feminino, mas à subjetividade, como já abordamos anteriormente e que alguns homens também se permitem vivenciar. Sempre digo que depois do alimento do corpo, precisamos de alimento para alma. E os sons: a música, a poesia, a voz da pessoa que a gente deseja, o mexem com as sensações da gente alimentam a alma.
Pensem naquela música, não de trilha sonora, rs estou dizendo de uma música que você ouve e tem vontade de sair dançando... eu por exemplo, considero um tesão o som da guitarra do Carlos Santana,  meio que nos enlouquece, rs aliás de deu vontade de dançar, dance! Eu danço, rs, dançar é exorcizar o corpo e alma, rs.
Tem ainda, aquela música que, nos provoca uma "coisa" dentro do peito, dá vontade de chorar, já outras nos trazem paz, sem deixar de falar daquelas músicas extremamente sensuais que nos provocam pensamentos maravilhosos.
Há ainda uma mistura de sons implícitos e explíticos, como quando o corpo fala em silêncio ao som de uma música, corpos se declarando como num tango, ou aquela música sexy que nos faz imaginar uma dança de corpos nus deslizando. Há ainda aquelas que apenas nos faz desejar simplesmente aconchegar-se no abraço de alguém que amamos e ficar ali, extasiado.
Ou seja, o mundo sonoro não se constitui apenas de sons explícitos como a música. Há aqueles palavras que não são verbalizadas, sons implícitos. Por exemplo, os olhos falam... como diz o poeta: "um olhar pode dizer mais do que mil palavras. " Há quem acredite que os olhos são o espelho da alma, ou seja, tudo que estamos sentindo verdadeiramente é refletido nos olhos... Por isso, muitas pessoas dizem que gostam de pessoas que olham nos olhos ao falar (mas cuidado alguns enganam).
E sobre as falas implícitas ou explícitas do olhar há tantas frases:
"Quem não compreende um olhar,  tampouco compreenderá uma longa explicação." (Mário Quintana)
"Você pode até dizer que não entendeu o que eu te disse, mas não pode dizer que não entendeu como eu te olhei. " Ulala! rs
Ou seja, O corpo também fala, aiai... e como fala! Um toque e um olhar conjuntamente então, são como os mais belos e estonteantes poemas declamados em voz alta, nos fazem viajar léguas, voar, percorrer o céu em segundos.
Falando mais especificamente do ato sexual também temos as palavras do antes,  durante e do depois. E nem sempre são palavras explicítas, algumas são implícitas como o som da respiração (ofegante, antes e durante, rs), de um suspiro (extasiado, antes e depois, rs) aliás suspiros entregam a gente, rs; de um gemido (e há tantos estilos de gemidos),,  e como eles costumam excitar as pessoas (falo sobre a arte de gemer e os tipos de gemidos num próximo post)…e ainda tem as palavras nesses momentos que vão das mais doces às mais picantes, gosto de cada um, vale dizer que entre quatro paredes, no momento de êxtase o que importa é a cumplicidade entre você e o seu parceiro.
Assim como a fala do olhar há outros sons que ouvimos apenas em nossos pensamentos: a recordação de um momento, a leitura de um texto, a descrição de uma cena criada pela nossa imaginação (como nos contos eróticos),  aliás como já dissemos anteriormente a fantasia, a imaginação, o erotismo são os alimentos da nossa vida sexual, pois o ato sexual em si é finito, nasce e morre em si mesmo, o que o vitaliza e o torna constante é o erotismo, que é infinito (sobre o erotismo falamos num próximo post, ok?
Concluindo, pois já me alonguei demais (como sempre, rs), creio que devemos deixar claro que, assim como já dissemos anteriormente, essas afirmações do homem ser visual e a mulher auditiva, é uma cultural. Ambos somos seres humanos dotados de cinco sentidos, assim nossa sexualidade para ser vivida plenamente não necessita apenas ver ou ouvir separadamente, isso seria restringir nossa potencialidade sexual e humana. Homens e mulheres devem superar os condicionametos sociais que limitam nossa maneira de ser e viver a sexualidade. Ambos devem se permitir, ver, ouvir, sentir (saborear, cheirar, tocar)... ou seja devemos buscar motivações sonoras, visuais, táteis ou olfativas que tornem nossa vivência sua mais prazerosa, significativa e plena. Ai entra o erotismo, a fantasia, os fetiches, a imaginação. E sobre isto trataremos num próximo post. Então, até lá! Enquanto isto comece a imaginar ai o que e como eu vou escrever sobre isso, rs.
Pra finalizar creio que está música traduz bem os escritos do Post de hoje
♪♫ Really Loved A Woman? (tradução) - Bryan Adams
♪♫ Você Realmente já Amou uma Mulher?

♪♫ Para realmente amar uma mulher, para compreendê-la
Você precisa conhecê-la profundamente por dentro
Ouvir cada pensamento, ver cada sonho
E dar-lhe asas quando ela quiser voar
Então, quando você se achar repousando
Desamparado nos braços dela
Você saberá que realmente ama uma mulher...
Quando você ama uma mulher
Você lhe diz que ela, realmente, é desejada
Quando você ama uma mulher
Você lhe diz que ela é a única
Pois ela precisa de alguém
Para dizer-lhe que vai durar para sempre.
Então diga-me: você realmente, realmente
Realmente já amou uma mulher?
Para realmente amar uma mulher
Deixe-a segurar você
Até que você saiba como ela precisa ser tocada
Você precisa respirá-la, realmente saboreá-la
Até que você possa sentí-la em seu sangue
E quando você puder ver
Seus filhos que ainda não nasceram
Dentro dos olhos dela
Você saberá que realmente ama uma mulher
Você precisa dar-lhe um pouco de confiança
Segurá-la bem apertado
Um pouco de ternura, precisa tratá-la bem
Ela estará perto de você, cuidando bem de você
Você realmente precisa amar uma mulher...
Então diga-me: você realmente, realmente
Realmente já amou uma mulher? ♪♫

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sexualidade e Subjetividade (Feminina)?


"Começo a conhecer-me, não existo.
sou o intervalo do que desejo ser
e o que realmente me fizeram
ou metade deste intervalo
porque também há vida... sou isto, enfim..."

(Fernando Pessoa)

Subjetividade é condição existencial feminina? Nãoooo!
Eu sempre digo que depois da razão o que caracteriza-nos (homens e mulheres) de fato como seres humanos é subjetividade, nossa capacidade de sentir, de ser, a afetividade, essa necessidade de nos sentirmos amados, desejados, essa capacidade de sonhar.
Subjetividade pode ser definida como o espaço íntimo de encontro consigo mesmo (mundo interno) e do encontro com o outro  (mundo externo, social), e através dessas interações vamos construindo nossa identidade, nossos pensamentos, emoções, sentimentos, nossos valores e crenças, nossa forma de se relacionar com o mundo.  
Lembram quando em outro post eu afirmei que  nossa  resposta sexual se divide  em impulso sexual (ação do feromônio), desejo sexual (que só se mantém através da motivação sexual ou seja, de erotismo, fantasias) que provocam um estado de excitação (que se caracteriza como aquela sensação de prazer sexual, que provoca alterações fisiológicas, estado de euforia, respiração ofegante, o instinto  imperando sobre a razão) o que possibilita chegar ao orgasmo (o ápice do prazer, clímax do prazer) e que deveria culmina no relaxamente muscular e deveria conduzir a estado posterior de bem-estar (que só acontece quando há um envolvimento subjetivo entre os pares).
Cientificamente há pesquisas que apontam  que para as mulheres de aspectos subjetivos são mais importantes, porém se a subjetividade tem seu lado positivo, quando a mulher é consciente, livre de preconceitos morais, de  determinações culturais e sociais e dogmáticas, a subjetividade torna-se positiva, do contrário, torna a sexualidade feminina limitada, o que inclusive é um dos motivos centrais que impedem ao nosso ver, que uma mulher consiga atingir o orgasmo.
Eu particularmente, considero que a subjetividade (onde a afetividade e o prazer formam a base motivacional) bem resolvida seja o caminho da libertação social, sexual, profissional, etc. Na sociedade capitalista onde ter é imperativo, as pessoas esquecem de ser, de sentir. Buscam ter prazer (que é finito, sexualidade instintiva, genitalista, o corpo apenas como objeto sexual) em vez de sentir prazer ( sexualidade sentida e com sentido, que estende o prazer momentâneo para bem estar que é infinito, que se plenifica).
Nossa esse post está longo demais, vou terminar dizendo que a maioria mulheres (culturalmente construídas) são mais subjetivas que a maioria dos homens (com uma subjetividade culturamente destruída). E que a subjetividade é nossa condição interna de ser humano de fato (homens e mulheres) e só através desse processo de conhecimento interno, da percepção e compreensão do que somos e sentimos é que podemos ainda construir o que poderemos ser, viver, sentir, em todos os aspectos.

Como bem apontou Sartre: "Primeiro todo homem tem que saber o que fizeram dele para não ser ingênuo, pois, nós somos produtos de instituições históricas. Depois todo homem deve escolher, decidir o que vai fazer com o que fizeram dele"

A subjetividade consciente é nos torna GENTE!
Gente que ama,
Gente que pensa,
Gente que sente,
Sente com o corpo, com a alma, com  a mente!
A subjetividade sexual é motivada pela afetividade, pelo prazer, pelo erotismo, pelas fantasias (pela imaginação), pelas emoções e sensações sejam elas visuais, olfativas, táteis ou auditivas. Mas sobre essas sensações auditivas que mexem com a libido e as emoções da gente eu falo no próximo post.

domingo, 25 de abril de 2010

A Arte do Desejo


[...] "Há mulheres de finos traços com uma certa textura de cabelo, uma curva nas orelhas que parece a curva de uma concha. Estas mulheres têm dedos com a mesma sensibilidade que suas pernas. As pontas dos dedos são como os pés. E quando se toca os nós de seus dedos é como se passasse a mão pelos joelhos delas, e nesta parte tenra do dedo é igual a acariciar as coxas delas. E, finalmente... Cada mulher é um mistério a ser desvendado, mas uma mulher nada esconde do amante verdadeiro. A cor de sua pele nos diz como agir. Um tom rosa e pálido, como de uma rosa e ela deve ser persuadida a abrir suas pétalas com um calor como o do sol. A pele pálida de uma ruiva pede a luxúria de uma onda quebrando na praia para que possamos agitar o que se esconde por baixo trazendo a delícia do amor à superfície. Embora não exista metáfora que possa descrever o ato do amor com uma mulher o que mais se aproxima é tocar um raro instrumento musical. Eu imagino de um violino Stradivarius sente o mesmo êxtase que o violinista quando arranca uma nota perfeita do coração."
Deixa eu respirar, que fiquei sem ar, rs sem mais delongas, vamos ao post de hoje... rs
Por condicionamento cultural, ou não, preciso admitir que as mulheres são mais subjetivas e auditivas. E não tem como falar dessa arte de encantar pela fala e pelo emocional sem lembrar a lenda de Don Juan de Marco, aquele suposto homem caliente, doce, romântico, inebriante e de uma sensibilidade fascinante, seria ele um homem latino, espanhol, italiano ou português.    Segundo a lenda ele  amou as ilhas gregas e um rol interminável de mulheres assim, como seu autor George Gordon, Lord Byron.
Don Juan, sobre sua primeira relação sexual  diz que ,"[...]  a maneira como um corpo de mulher é feito, a maneira como um corpo de homem reage, o fogo ardendo em minha virilha, o intenso desejo de se fundir em uma só pessoa... tudo se juntou num clarão brilhante. O êxtase de Doña Julia foi tão grande que ela sacudiu a cabeça como um cavalo de corrida, urrou como uma leoa. Beijei seu pescoço. A pele dela era muitos mais quente do que a minha, tão macia, tão deliciosa, que eu a beijei por toda parte, enlouquecido pela proximidade de seus segredos mais íntimos."
Viu, como mulheres e também homens são subjetivos, aposto que você se imaginou nesta cena de entrega sexual plena. Eu já disse e repito ,o maior órgão sexual do corpo é nossa mente, sem fantasia, sem erotismo, sem imaginação, criatividade o ato sexual morre em si mesmo.
E, sendo nós mulheres (culturalmente ou não, mais subjetivas e auditivas) necessitamos sonhar, fantasiar, sentir nosso ego elevado (os homens também), embora homens gostam que as mulheres para conquistá-los reforcem sua auto-estima de macho (fruto do modelo de homem da sociedade patriarcal). Talvez por isso, como dizia Don Juan  "[...] poucos homens tenham  a capacidade de conhecer as mulheres profundamente... Pouquíssimos homens sabem entender seus mistérios, seus desejos, suas atitudes e tratá-las respeitosa e sedutoramente."
Bem, lembram-se nos outros posts, onde por várias vezes, eu disse que a sexualidade envolve todos os nossos sentidos, pois bem, é assim que muitas mulheres ainda conseguem entender e sentir sua sexualidade (eu disse muitas, porque algumas já conseguem ter uma visão mais fria da sexualidade, reduzindo ao sexo).
Mas aquelas que tem uma visão significativa da sexualidade conseguem a ver o sexo como algo mais ... como uma parte inserida dentro da sexualidade, dentro da totalidade do universo feminino. Sabe aquele ditado: "Mire além do alvo "?  Nós mulheres gostamos mais dos homens que conseguem entender isso.
Lembram do nosso post sobre o Tantra? Pois bem, quando pensarem em sexo, vejam-no como uma conexão de corpo e espírito. Como a maneira mais linda de expressar essa necessidade instintiva, animal, mas como um momento sublime onde trocamos energias para chegar conjuntamente ao ápice do prazer.
Sexo tem que ser dialético, selvagem e doce, instinto e sentimento, animal e humano. No homem ele sempre começa com parte instintiva, carnal, animal. Na mulher a dialética é mais constante.
Mulheres não conseguem enxergar apenas um corpo na hora do sexo, precisamos sentir esse corpo na sua essência.
Se vocês homens e mulheres conseguirem deixar de se ver o sexo como algo frio   vão conseguir entender e sentir que, esse momento de celebração da vida pode ser muito mais significativo e prazeroso. A relação sexual é em sua essência uma comunhão, em toda a sua palavra. A mais bela expressão de cumplicidade, de liberdade, seja para com seu próprio corpo, seja com a pessoa com quem você  se relaciona, e por que nao , com o mundo ( no seu sentido mais primitivo e natural ) .
Procurem pensar nessa dialética e na totalidade da sexualidade, assim vocês vão entender que o sexo pode ser muito maior que um momento de prazer que morre em si mesmo, quando o instinto acaba. E que esse prazer, pode se estender mesmo depois que o tesão acabar.  Mas para isso, você precisa aprender a olhar com o corpo e alma, e a entender que sexualidade é animal e humana e que depois que o instinto animal cessa, outros prazeres doces podem continuar a serem sentidos se você tiver a sensibilidade de perceber que depois êxtase corporal, a alma também deve ficar extasiada e isso é possível quando você perceber que há coisas significativas para se apreciar depois do ato sexual... atentem-se como os olhos ficam brilhantes, o rosto se ilumina,  o sorriso floresce, a respiração cessa e toma forma de paz (que é um dos meus sentimentos preferidos) ...
Já dizia o lendário amante Don Juan de Marco:
 "Todo amante verdadeiro sabe... que o momento de maior satisfação... chega quando o êxtase já se extinguiu... e ele vê a flor que se abriu ao seu toque "
Sexo para ter significado tem que ser mais que impulso, tem que ser imaginado, desejado, sentido, saboreado com os olhos, as mãos, com o olfato, a boca, com a pele, com o coração, ou seja, com a totalidade do nosso ser, com todos os nossos sentidos e sentimentos, assim mata-se não apenas a fome do corpo, mas alma e só assim se atinge o êxtase pleno.
E é essa fome do corpo entrelaçado na alma que podemos nomear de desejo subjetivo, que  precisa ser alimentado sempre, por palavras, toques, sensações, afetos, fantasias, erotismo, ternura, carícias, doçura, e talvez por isso, nós mulheres apreciamos e nos entregamos tanto aos apelos afetivos e auditivos mais do que aos apelos visuais.
Mas sobre esses sedutores apelos auditivos e afetivos continuo a falar no próximo post e espero você para deleitar-se comigo nessa nossa viagem pelo mundo complexo fascinante da sexualidade humana.
E aos homens uma frase final, ainda que você não consigam entender a totalidade desse nosso universo feminino, basta que uma coisa: NOS AMEM!
Porque toda mulher sensível é capaz de ler os olhos de um homem, e sentir o quão ela é realmente amada e desejada quando tocada por ele. E não falo daquele mito de amor romântico pra-todo-sempre-amém, falo daqueles afetos que não precisam ser eternos para serem infinitos, no mais todos sabemos que há momentos que valem por toda uma vida...


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