sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Falando um pouco do nosso trabalho como pesquisadora e vice-presidente da ABRADES – Associação Brasileira de Educação Sexual

Gostaria inicialmente de ressaltar que a ABRADES tem como proposta a implementação de uma Educação Sexual Emancipatória pautada numa exigência ética, estética e política almejando a formação de uma vivência autônoma e crítica da sexualidade. Por isso, lutamos por uma formação docente para a educação sexual nas escolas, para que possamos elevar a qualidade das intervenções sobre a temática da sexualidade. O que visualizamos hoje são crianças, jovens e adultos com informações pautadas na visão senso-comum, condicionados pela mídia, pela sociedade capitalista que induz à uma sexualidade mercantilista, consumista, quantitativa.

Podemos dizer que as pessoas hoje, têm acesso mais facilmente às informações sobre sexo, mas como já dissemos em outro momento há uma grande diferença entre informar e educar, entre informar e formar, entre informar e conscientizar.
Acreditamos que o caminho para mudarmos este cenário de crise social sexual só pode se dar por pelo viés de um processo que o prof. César Nunes denomina de emancipação. Ou seja a superação das visões e comportamentos a que fomos condicionados e somos ainda condicionados pela cultura, pela sociedade, através da superação de: preconceitos, tabus e valores arraigados culturamente seja em relação ao gênero, seja em relação ao reducionismo corporal da sexualidade disseminada pela sociedade vigente.

A mulher antes repressiva e reprimida passou hoje a uma liberalidade abusiva condicionadas pelo mercantilismo sexual do mercado capitalista que com uma visão pós-moderna vendeu a idéia de emancipação sexual da mulher, quando na verdade escondeu que essa emancipação foi pautada numa estética sexual e corporal, que do corpo reprimido e oculto, tornou-se escrava de uma beleza sexual corporal e objeto (pois, lamentavelmente ainda hoje, reduzem às qualidades de uma mulher à um corpo belo), ledo engano, pensar que já atingimos a emancipação sexual feminina, estamos longe disso, especialmente porque acredito que nós mulheres só atingiremos essa liberdade e igualdade quando conseguirmos que a sociedade reconheça nossos potenciais intelectuais, culturais e profissionais, que estão muito além do reducionismo corporal feminino.
A nossa luta não é apensa por liberdade, mas por conscientização, por pessoas capazes de refletir criticamente e então viver sua sexualidade de maneira plena, mas responsável, superando a tradição patriarcal repressiva e a mercantilização permissiva.

A Educação Sexual que tanto almejamos objetiva a construção de uma sociedade onde as relações sejam pautadas na igualdade de direitos, deveres e espaços, com respeito, afetividade, sensualidade e não na vulgaridade, no erotismo e não na banalização, onde que homens e mulheres (sejam homossexuais, bissexuais ou heterossexuais) deixem de ter essa classificação que segrega e sejam tratados acima de tudo, como seres humanos que somos, e onde todos possamos ter uma relação social e sexual pautada na igualdade.Por isso, voltamos a dizer que embora a educação sexual (quando acontece na escola, pois nem sempre ocorre) precisa superar apenas a dimensão médica-higienista-biologista que reduz a sexualidade à prevenção de DST´s, preservativos e anticonceptivos; superarmos também a visão meramente procriativa e anatômica da sexualidade, que acaba por reduzir à sexualidade ao sexo (macho e fêmea), às genitálias, como se a sexualidade fosse apenas isso.
A Educação Sexual que almejamos tem que ser oferecida não apenas por voluntarismo e boa vontade mas por pesquisadores da área da sexualidade, educadores sexuais que na sua formação estudam a sexualidade em todas as suas vertentes: históricas, filosóficas, políticas, psícológicas...
Por isso, nossa luta por uma Educação Sexual Emancipatória.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Materia com trechos da entrevista que concedi para a Jornalista Priscilla Borges do Portal IG

Quero agradecer a Jornalista Priscilla Borges, do IG de Brasilia pela publicacao da trechos de nossa entrevista na matéria intitulada "Educação sexual ainda é tabu".


http://educacao.ig.com.br/us/2010/02/16/educacao+sexual+ainda+e+tabu+9399359.html



A matéria também foi divulgada no site Gazetaweb


http://gazetaweb.globo.com/v2/educacao/texto_completo.php?c=6519

Ainda outros sites reproduziram a matéria:

Grupo de Trabalho e Pesquisas em Orientacao Sexual




GTPOS - Grupo de Trabalhos e Pesquisa em Orientacão Sexual
http://www.gtpos.org.br/index.asp?Fuseaction=Informacoes&ParentId=512&pub=1009


TV canal 13 internet

http://www.tvcanal13.com.br/noticias/educacao-sexual-ainda-e-tabu-nas-escolas-do-pais-92631.asp

Alagoas Notícias

http://www.alagoasnoticias.com.br/maceio/example/index.php/2010/02/16/educa-o-sexual-ainda-tabu.html

Educação a Distância - Polo de Águas de Lindóia

http://www.polouab.com/2010/02/educacao-sexual-ainda-e-tabu-nas.html

Jornal O Norte. net de Minas Gerais

http://www.onorte.net/noticias.php?id=26155

Rádio Clube Fm de Natal - RN
http://www.clubenatal.fm/noticias/?id=11994,EDUCACAO-SEXUAL-AINDA-E-TABU

Mais Brasília
http://www.maisbrasilia.com/principal.asp?UN=26060&Cod=U

Radialista News
http://www.radialistanews.com.br/index.php?pg=noticia&id=10589

RedeTV local
http://www.redetvlocal.com.br/ver_noticia.php?id=3549
A semana agora

Sobre a tal máquina de camisinha nas escolas

Eu fico indignada com quem inventou isso, como se o problema da sexualidade fosse apenas prevenção de DST´s e gravidez. Meu Deus (me perdoem vou usar uma linguagem nada acadêmica), mas é para mostrar minha indignação mesmo!

Será que as pessoas que são responsáveis por essas campanhas conhecem a história da sexualidade humana? Será que sabem de fato definir Sexualidade?

É claro que acreditamos que a Educação Sexual, é uma maneira eficaz para combater doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), gravidez precoce, mas a Educação Sexual especialmente significa uma possibilidade de quebra de tabus e preconceitos, de conscientização, de aquisição de uma ética sexual, de valores.

E ai você coloca a máquina de camisinha na escola e o jovens acham o que? Me perdoem, mas tenho duas filhas adolescentes, ministro palestras em diversas escolas para crianças e adolescentes e ainda que não fosse assim, sabemos que eles não tem maturidade para assimilar isso. Então, ai pegam a camisinha e vão achar que assim, estão protegidos e pronto, podem sair por ai fazendo sexo. Nossa me revolta algumas campanhas reducionistas assim, que contribuem no âmbito da saúde ( o que não deixa de ser importante), mas não dão conta da complexidade do tema, nem de longe.

Claro que de certo modo, pelo menos eles terão acesso aos preservativos agora, pois nós que atuamos como educadores sexuais na escolas sabemos que muito dos jovens não tinham dinheiro para comprar e não buscavam o preservativo nos Postos de Saúde como já disse anteriormente, primeiro porque era exigência nos Centros de Saúde era que se tivesse 18 anos e que se apresentasse identidade, e segundo porque se sentiam constrangidos. E claro basta conversar com os jovens como eu converso pra saber que estes não usam preservativo na primeira relação sexual e continuam não usando depois (aliás não só os jovens, adultos também), portanto falta CONSCIENTIZAÇÃO! Alguns usam no início dos relacionamentos, mas quando o relacionamento fica estável, o uso da camisinha é deixado de lado, outros simplesmente não usam. Porém,a distribuição de preservativos é como já disse uma medida que pode ajudar mas são paliativas, precisamos desenvolver um programa contínuo de conscientizacão dos jovens e de toda populacão sobre como viver uma sexualidade saudável e não apenas no aspecto de prevencão de DSTs mas da saúde psicológica e emocional das pessoas. Precisamos de um programa de educacão sexual emancipatória que trate supere essa visão reducionista da sexualidade. Precisamos de uma política voltada à questão sexual, que é uma problema social, e urgente! Basta vermos os altos indíces de DST´s e gravidez não planejada. E informações biológicas e preventivas como estas existem há um bommm tempo nas escolas, e não são suficientes, será que ainda não deu para entender isso, nunca foram suficientes para EDUCAR, são preventivas e informativas no âmbito da saúde e nem disso deram conta.

Apesar dos “avanços ideológicos”, faltam atitudes, pois existe uma grande diferença entre informar e educar. Creio que a Educação Sexual é um processo educativo que possibilita não apenas o conhecimento biológico, mas a formação de valores e atitudes referentes à forma como vivemos nossa sexualidade. Nesse viés, consideramos que a Educação Sexual pode contribuir, entre outros fatores, para a diminuição dos índices de gravidez na adolescência, a redução da transmissão entre os jovens de DSTs, mas a partir do momento que tornar o jovem conhecedor do que representa a sexualidade humana para si próprio e no contexto da sociedade brasileira.

A Educação Sexual visa esclarecer sobre os tabus e preconceitos existentes na sociedade, promovendo o respeito pela liberdade de expressão, de orientação sexual, abrindo espaço para se discutir conceitos e problemas da adolescência, namoro, sexo seguro, gravidez, aborto, orientação sexual, abusos sexuais, violência, responsabilidade, maturidade, afetividade. Mesmo com os “avanços” da liberdade sexual, é possível constatar que a família ainda não privilegia um diálogo sobre sexualidade, ou este é pobre ou inexistente; e mesmo nas escolas, o debate é tímido e ocorre voltado para os aspectos biológicos; os educadores, como também os profissionais da saúde, parecem permanecer com posturas impregnadas de preconceitos e tabus, talvez por também não possuírem um embasamento histórico e teórico aprofundado sobre o tema em questão. É um desafio que coloca em campo suas possibilidades individuais, interagindo com o meio e a cultura ao seu redor. São períodos de vivência com pessoas diferentes, expressando valores diferentes abrindo momentos de conflitos e confrontos que, evidentemente, podem ser decisivos e contribuir para o alcance da melhor maneira de como lidar com a sexualidade em termos de troca de afeto e prazer. Dependerá das informações e comportamento das pessoas com as quais convive, como amigos, professores e família. Mas nem sempre as informações e aprendizagens a que o jovem estará submetido conciliam as abordagens biológica, psíquica e a sociocultural, conforme se almeja.

EU ME COLOCO À DISPOSIÇÃO VOLUNTARIAMENTE PARA CRIAR UMA POLÍTICA SEXUAL SOCIAL QUE ALÉM DESSE ENFOQUE MÉDICO-HIGIENISTA-BIOLÓGICO atenda a SEXUALIDADE em sua totalidade.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Schopenhauer - a filosofia do corpo e o Amor sexuall

Passei aqui dizer que meu próximo post aqui no Blog, versara brevemente sobre o filósofo alemão Arthur Schopenhauer que nos brinda com um tema muito pouco abordado pela Filosofia o " AMOR”. Que ele definiu como a manifestação de um desejo de perpetuação da espécie....

Schopenhauer foi um dos primeiros a superar os estudos centrados no racionalismo, apontando a Vontade como elemento fundamental para a compreensão do sentido das coisas, vontade esta que se manifesta segundo ele na natureza de todos os corpos, independente ou não da faculdade da razão. O corpo, humano e animal, instintivo, passa a partir de Schopenhauer a ter importancia epistemologica na filosofia ocidental, corpo este que impulsivamente e inconscientemente, seria um corpo de instinto e impulsos, dentre os quais um essencial, o impulso sexual.

Aguardem!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Só compartilhando... e refletindo...

Penso que sempre é bom refletir sobre a vida, hoje eu não vou escrever nem sobre a sexualidade em si, nem sobre a educação em si, mas compartilhar uma das mensagens que gosto muito de ouvir para refletir sobre a vida, se vocês prestaram atenção ela fala também em metáforas sobre a nossa sexualidade, entre outras coisas...


Filtro Solar

Pedro Bial

Brother and sister
Together we'll make it through
Someday your spirit will take you
And Guide you there
I know you've been hurtin'
But I'll be waiting to be there for you
And I'll be there just helping you out
Whenever I can
Everybody's free...


Nunca deixem de usar filtro solar!
Se eu pudesse dar uma só dica sobre o futuro,seria esta: use filtro solar.
Os benefícios a longo prazo do uso de filtro solar
estão provados e comprovados pela ciência;
já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência errante.

Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês.

Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude.
Ou, então, esquece... Você nunca vai entender mesmo o poder
e a beleza da juventude até que tenham se apagado.
Mas, pode crer, daqui a vinte anos, você vai evocar as suas fotos e
perceber de um jeito - que você nem desconfia hoje em dia
quantas tantas alternativas se lhe escancaravam à sua frente,
e como você realmente tava com tudo em cima.
Você não é tão gordo(a) quanto pensa!

Não se preocupe com o futuro.
Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação
é tão eficaz quanto mascar chiclete
para tentar resolver uma equação de álgebra.
As encrencas de verdade de sua vida tendem a vir de coisas que nunca
passaram pela sua cabeça preocupada, e te pegam no ponto fraco às quatro
da tarde de uma terça-feira modorrenta.
Todo dia enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.
Cante.

Não seja leviano com o coração dos outros.
Não ature gente de coração leviano.

Use fio dental.
Não perca tempo com inveja.
Às vezes se está por cima,
às vezes por baixo.
A peleja é longa e, no fim,
é só você contra você mesmo.
Não esqueça os elogios que receber.
Esqueça as ofensas.
Se conseguir isso, me ensine.
Guarde as antigas cartas de amor.
Jogue fora os extratos bancários velhos.
Estique-se.

Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida.
As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam,
aos vinte e dois, o que queriam fazer da vida.
Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem.
Tome bastante cálcio.
Seja cuidadoso com os joelhos.
Você vai sentir falta deles.
Talvez você case, talvez não.
Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.
Faça o que fizer, não se auto-congratule demais, nem seja severo demais com você.
As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo.
É assim pra todo mundo.

Desfrute de seu corpo.
Use-o de toda maneira que puder. Mesmo.
Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele.
É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.
Dance.
Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto.
Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois.
Não leia revistas de beleza. Elas só vão fazer você se achar feio.

Dedique-se a conhecer os seus pais.
É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez.
Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado
e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.
Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas
e de estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar,
mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando jovem.

More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.
More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.
Viaje.

Aceite certas verdades inescapáveis:
Os preços vão subir. Os políticos vão saracotear.
Você, também, vai envelhecer.
E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era jovem,
os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes,
e as crianças, respeitavam os mais velhos.
Respeite os mais velhos.
E não espere que ninguém segure a sua barra.
Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada.
Talvez case com um bom partido.
Mas não esqueça que um dos dois pode de repente acabar.

Não mexa demais nos cabelos senão quando você chegar aos quarenta
vai aparentar oitenta e cinco.
Cuidado com os conselhos que comprar,
mas seja paciente com aqueles que os oferecem.
Conselho é uma forma de nostalgia.
Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo,
repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.

Mas no filtro solar, acredite!

http://videolog.uol.com.br/video.php?id=229650

domingo, 3 de janeiro de 2010

SOBRE AS PULSEIRINHAS COLORIDAS: em vez de disseminar, temos que conscientizar!



Tanta coisa mais importante a se esclarecer... e os jornais e revistas noticiando e disseminando isto... pulseirinhas coloridas usadas pelos adolescentes tem a ver com um jogo erótico?

Sinceramente não tenho idéia de a quem interessa disseminar essa ideia absurda. Tenho uma filha adolescente que usa pulseiras coloridas e sinceramente, até eu já usei, sem qualquer associação com qualquer jogo. Não sei até que ponto, interessa dar
importância à isso, porém creio que o que devemos é esclarecer sobre a importância de nós, pais e educadores conscientizarmos nossas crianças, jovens e adolescentes sobre a sexualidade, da maneira mais tranqüila e natural possível. Quanto mais velado for o assunto, mais despertará a curiosidade e possivelmente uma vivência precoce da sexualidade ativa.

A descoberta e o afloramento da sexualidade na adolescência é absolutamente normal, e sinceramente, não é estar com uma pulseira, ou estar sem ela, que a sexualidade de uma pessoa será anulada. Devemos é mostrar que a sexualidade é fundamental e foi através dela que nascemos, mas que cada momento da vida tem seus encantos e prazeres que não estão necessariamente ligados ao ato sexual.

Ao meu ver a questão não é proibir o uso da pulseira, mas alertar nossas crianças e adolescentes sobre os códigos que estão sendo associados a este jogo absurdo. Odiálogo, o carinho a aproximação, é sem dúvida o melhor caminho para entender a cabeça dos adolescentes, alertá-los, conscientizá-los.

Como eu sempre digo pra minha filha, a sexualidade é maravilhosa e fundamental, e um dia todos vamos vivê-la ativamente, mas que não seja precoce, que não seja de qualquer jeito, que não seja com qualquer pessoa, que não seja sem previnir-se. Que seja especial, que seja uma idéia amadurecida, que seja com afeto, com doçura, com consciência, com responsabilidade para que possa ser inesquecível, importante, ímpar. Ou será um trauma para o resto da vida e o que era pra ser bom e prazeroso, torna-se uma experiência negativa difícil de ser superada.


EU CONVOVO E INSISTO QUE A EDUCAÇÃO SEXUAL É NECESSÁRIA NA FAMÍLIA, NA ESCOLA EM TODOS OS ESPAÇOS, MAS UMA EDUCAÇÃO SEXUAL EMANCIPATÓRIA, NÃO UMA EDUCAÇÃO SEXUAL QUE DISSEMINE ABSURDOS, MAS QUE CONSCIENTIZE DE FATO!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

"Barebacking" no Brasil

Creio que diante do crescente número de pessoas contaminadas pelo HIV em nosso país traz a necessidade dessa reflexão. Tanto de se falar da prática do Bareback em si, como também abordarmos sobre a necessidade do uso do preservativo em qualquer tipo de relação sexual.

O termo “Bareback” ou “Barebacking” tem origem nos Unidos, a expressão significa –se montar a cavalo sem sela ou à pelo. Inicialmente referia-se apenas à relação sexual anal praticada entre homens sem preservativo. Mas atualmente a definição mais coerente para o Barebacking seria pratica sexual sem camisinha, ou qualquer pratica sexual desprotegida, independente da orientacao sexual de seus praticantes, pois nos dias de hoje essa prática não é realizada apenas entre homossexuais, se estendendo também entre heterossexuais e Bissexuais, o que se confirma através de dados do Ministério da Saúde e UnAids que apontam o índice crescente de contaminação entre os heterossexuais.

Estatísticas divulgadas pelo Ministério da Saúde mostra que em 1996, no Brasil, o índice de heterossexuais, com mais de 13 anos, contaminados pelo HIV se configurava em torno de 22,4% do total de 16.938 infectados. Em junho de 2008 esse percentual praticamente dobrou atingindo 45,7%.

As motivações entre os praticantes da “Roleta Russa”, como também é conhecida revelam que esta prática, se configura entre o sadismo e o masoquismo numa numa espécie de fronteira entre tensão e o prazer do contato sensorial e o risco de infecção ou apenas entre duas pessoas ou nas chamadas “Baryparty”. Ainda, os praticantes sentem prazer em transgredir a ordem sexual vigente do sexo seguro, o prazer esta ligada ao fato de não haver limites no ato sexual.

Um discurso comum entre os praticantes tanto do Barebacking é que vivem uma forma de prazer intensamente livre. Interessante ainda observar que, os praticantes do sexo grupal (não apenas do Barebacking) de maneira geral, considerados entre muitos uma forma de relação sexual moderna e liberal são em sua maioria pessoas com um certo status social, poder aquisitivo e com formação universitária, ou seja, pessoas que podemos dizer “esclarecidas” sobre os riscos que correm.

Nas “Baryparty” o fetiche é praticar sexo com vários pessoas e muitos com pessoas desconhecidas, nestas festas o “Barebacking” já se configura em crime no Brasil, pelo agravante é que em muitos casos a este fetiche agrega-se o fato de que essas pessoas possam ser soropositivas. Embora tenhamos que esclarecer que nem todas os praticantes querem adquirir o virus, na verdade eles nem pensam em nada, sao totalmente indiferentes as consequencias que possam advir desta pratica.

E não se trata aqui, de condenar o que cada um faz com seu corpo e sua sexualidade, trata-se apenas convocar as pessoas à um reflexão sobre a necessidade da prevenção, cuidado e respeito com seu próprio corpo e com o outro. Lembrando que o prazer maior que podemos dispor está em viver saudavelmente.


Importante ressaltar que as mulheres devem se previnir sempre, pois muitos homens embora não assumam, vivem uma relação bissexual e contaminam suas parceiras.

Nossa luta maior é por uma sexualidade livre, porém, consciente e saudável. Lembrem-se as escolhas são de cada um, e as conseqüências também. Sera que o prazer momentâneo pode ser maior que o prazer viver?

Viva uma sexualidade prazerosa, mas acima de tudo pautada na responsabilidade com a sua vida e a vida do outro. Use preservativo!

*Para quem quiser aprofundar-se sobre o tema, que ainda possui poucos estudos eu recomendo a leitura da tese de doutorado abaixo que foi uma das minhas referencias.

SILVA, L.A.V. Desejo à flor da tel@: a relação entre risco e prazer nas práticas de barebacking. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva. Universidade Federal da Bahia. Salvador, 2008.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Voce usa presertativo nas suas relacoes sexuais? Devia!


Amanha vou postar um trecho do artigo que estou escrevendo sobre a pratica do *Bareback*, que cresce no Brasil nao apenas entre homossexuais, mas tambem entre heterossexuais, creio que seja importante fazer uma reflexao sobre essa problematica que ja se torna um caso de saude publica no Pais.




sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Desejos de Natal

Nesse Natal eu tive mais a agradecer do que há pedir ao Papai
Noel, afinal ele foi generoso comigo o ano inteiro, na vida profissional e
acadêmica foi melhor do que esperei, em fevereiro o Doutorado, o coroamento da
Tese, o reconhecimento nacional do meu trabalho sobre sexualidade, foi bem mais
do que sonhei, entrevistas, reportagens, a CBN, o SBT, a rádio Jovem Pan, o
Jornal do Brasil, o Correio Brasiliense, o reconhecimento da validade da minha
tese pela fala da coordenadora de sexualidade no MEC.
E na vida pessoal inúmeras realizações e alegrias
incontáveis.
Então, o que eu pediria?
Só que essas alegrias se mantenham e que eu possa ter sáude
para continuar, sonhando, desejando, amando, sorrindo, trabalhando, escrevendo,
sentindo...
Hoje só passei aqui pra dizer que o meu desejo maior era que
em todos os dias do ano, as pessoas tivessem esse espírito de amor, esperança e
paz que se irradia no natal.
Beijos à todos, com Deus no coração, sempre!

domingo, 20 de dezembro de 2009

A Sexualidade em Poesia com Vinicius de Moraes

Soneto do amor total

Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente

Hei
de morrer de amar mais do que pude.

A SEXUALIDADE EM MUSICA

Baby
A emoção me trouxe aqui
Pra tudo que o seu desejo
For capaz
Eu quero a sensação
Suprema dos mortais
O gozo insano e soberano
Dos animais

Baby
Você me inflama quando diz
Eu tenho o amor
Que você sempre quis
E aperte o corpo mais
Eu já to por um triz
Dá impressão de enlouquecer
De ser feliz...



|...| O que você quiser de mim
Não peça por favor
Possua enquanto eu tenho
Eu quanto eu vou
Deixe o espelho refletir
Meu desejo por ti
Num entra e sai de amor

"ENTRA E SAI DE AMOR - ALTAY VELOSO"


A sexualidade em poesia com Manuel Bandeira

A ARTE DE AMAR

"Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não."

*MANUEL BANDEIRA*


"CONTRADICOES?

NAO. ACREDITAMOS QUE SEXUALIDADE, ASSIM COMO O AMOR, E ENTENDIMENTO DE CORPOS, E NAO ENTENDIMENTO DE ALMAS.
VEJA QUE EU DISSE ANTERIORMENTE, "ENCONTRO", E CONTINUO ACREDITANDO, OS CORPOS SE ENTENDEM, AS ALMAS SE ENCONTRAM. EIS A PLENITUDE, QUANDO PERMITIMOS QUE OS CORPOS SE ENTENDAM PARA QUE AS ALMAS SE ENCONTREM...
QUANDO DESNUDAMOS OS CORPOS E DESPIMOS AS ALMAS DE CONCEITOS, PRE-CONCEITOS, TABUS, MEDOS, CULPAS! PELA ENTREGA SUPREMA!"

CLAUDIA BONFIM


A sexualidade em Poesia com Gregorio de Mattos

"O Amor é finalmente
um embaraço de pernas,
uma união de barrigas,
um breve tremor de artérias.

Uma confusão de bocas,
Uma batalha de veias, um rebuliço de ancas;
Quem diz outra coisa, é besta.”

'Gregório de Mattos'

"A sexualidade... um misto de selvagem e doce, de corpo e alma, de necessidade e querer, de vontade e desejo, de voracidade e ternura. Sexualidade é sempre dialética. Mas penso que a sociedade que banalizou a sexualidade, tirou dela o encanto da alma, esvaziou os sentidos, engessou nosso sentir, deturpou nossos conceitos, sendo assim, faz-se necessário provocar um alargamento da nossa percepção de que a sexualidade se esgota no orgasmo do corpo, nos permitindo sentir e entender que ela se torna sublime e atinge sua plenitude, no encontro do orgasmo do corpo com o orgasmo da alma. Sentir com todos os nossos sentidos plenos de afeto, encantamento, entrega, paixão, erotismo, sedução...
Se atreva a fugir da sexualidade vigente, experimente SENTIR!
Se atreva a provar da sexualidade plena de sentidos e supere a sexualidade que apenas esvazia o corpo."

*Claudia Bonfim*

De Volta ao nosso deleite!

  • Primeiro queria me desculpar pela demora em retornar às postagens, porém esse segundo semestre foi atípico em todos os setores, além das demandas da profissão docente, da coordenacão de TC, dos meus escritos e pesquisas, e das participacões em congressos e simpósios, final de semestre e sempre uma correria, ainda mais com centenas de provas, trabalhos, resenhas e projetos para corrigir. Mas enfim, sobrevivemos! Agora de férias, vou poder dedicar um tempo aos meus escritos e poesias e sonhos mais subjetivos. Quero postar hoje algo que já havia prometido, eu diria que não é uma resenha, uma espécie de degustação, para que vocês sintam o gosto, e sintam vontade de saborear o livro no todo, seria um convite à leitura de "Eros e Civilizacao" de Herbert Marcuse. Apresentaremos na verdade, dois conceitos (categorias) necessários na compreensão dessa obra, a conceituação de Repressão Sexual e Trabalho.

    Marcuse se utiliza de conceitos psicanalíticos buscando uma melhor compreensão da Repressão Sexual, utilizada por nossa sociedade para sua auto-conservação. Ele denomina essa sociedade unidimensional ou seja, sem dimensões e/ou diferenciações de valores. Tudo equivale a tudo, todos a todos (como se, basicamente, tudo fosse mercadoria), numa condição de objetos de consumo.


    Apresenta ainda, o que ele chama de sociedade administrada, isto é, não há real (pura) liberdade de expressão. Tudo o que dizemos, fazemos, pensamos, gostamos e não. Ele coloca que tudo é controlado por uma força maior, inapontável e incombatível.

    Marcuse fala sobre o que ele conceitua como Super-Repressão, que afirma ser um conjunto de restrições e imposições que auxiliam a domesticação do Homem para o convívio em sociedade, indo além do Recalque e da Contenção do Princípio de Prazer por exigências do Princípio de Realidade de Freud. Quando Freud expõe a Contenção do Princípio de Prazer, ele traz uma explicação que o homem vive em constantes angústia e penúria, assim devendo trabalhar para sobreviver a esse desgosto. Com isso, não só a Libido é sublimada e convertida num melhor rendimento, mas também o prazer é ensinado a se protelar para suportar frustrações e angústias longas (às vezes definitivas). Ou seja, nessa vertente o trabalho (de certa forma deveria ser convertido “em prazer”, ou melhor, em momento de anestesia para nossas ângústias, com a mente ocupada com o trabalho, nosso corpo não “sofreria”, ou melhor nossa Libido torna-se oculta. Na Super-repressão não é o bem-estar individual que importa e sim a existência e bem estar na sociedade. Considera-se que a Super-Repressão, assim como fragmenta as condições existenciais desses indivíduos sociais quase que absolutamente, fragmenta também a sexualidade.


    Ou seja, o trabalho torna-se o aspecto central e fundamental de nossa existência, e para que este seja aceito como valor e virtude central, ocorre a dessexualização e deserotização do corpo destruindo as múltiplas zonas erógenas que possui afirmando que qualquer estímulo a elas é imoral, perverso e criminoso, reduzindo a sexualidade então a mera cópula com fins procriativos, limitando-a à genitalidade (ainda assim “controlada” e reprimida).

    E aqueles que buscam superar essa Super-repressão, buscando a satisfação de suas necessidades, desejos e vontades, se for conservada, serão considerados socialmente pervertidos, imorais ou criminosos. Porém, a Super-Repressão não visa à dominação por si só, mas sim à funcionalização do Homem transforma o trabalho que era virtude em trabalho alienado, privador de satisfação, prazer, alegria e compensações (sendo essas últimas adiadas, mas nunca alcançadas), assim destornando-o fonte de criação e sublimação. Acaba por matar o prazer. A sociedade racionalizada é uma sociedade funcional, isto é, nela tudo o que existe, só tem direito à existência se for definido por um função útil, adequada e aceita: a sexualidade será, então, a função especializada em procriar e função especializada de alguns órgãos do corpo.

    Para que a Super-Repressão ocorra devidamente é necessário, contudo, que ela esteja internalizada; e, para que possa ser internalizada, recorre à divisão do tempo e espaço, limitando-os e suas possibilidades de propiciarem um momento para a sexualidade. E, para piorar, essa limitação de tempo-espaço não ocorre só com o sexo, mas também com o lazer. Essa problemática implica num terrível dilema: o tempo possível de ser dedicado ao lazer é o mesmo da sexualidade. Diante dessa limitação temporal e espacial de possibilidade de satisfação o indivíduo encontra a opção mercantilista de sexualidade como uma “válvulva” ilusória de escape a pornografia, motel, sauna, casa de massagem, casas de swing, trazendo uma ilusão de liberdade sexual. E é por esse caminho que a Super-Repressão se articula com o Princípio de Rendimento.


    A super-repressão não se contenta com a dominação e a funcionalização. O trabalho que ela valoriza e transforma em virtude é o trabalho alienado, isto é, aquele que não traz satisfação, nem alegria, nem compensações, que não é fonte de criação, nem possibilidade de sublimação. Trabalho ascético da vida ascética, o trabalho super-reprimido não protela nem substitui o prazer: apenas o mata.


    Marcuse o determina como forma contemporânea do princípio de realidade: consumir para produzir e produzir para consumir. Com isso, o indivíduo sente-se humilhado se não atinge às demandas de consumo e produção impostas pela sociedade. Com isso, a identidade do indivíduo não depende mais da relação [corpo-psique-ics-consciência Natureza-cultura], mas dos critérios de avaliação social. Deixamos de ser autônomos quanto à sexualidade e nossas próprias vidas para sermos heterônomos ou seja, deixamos de seguir nossas próprias leis e passamos a ser determinados por leis alheias. Super-Repressão e Princípio de Rendimento, dessa forma, reduzem o Eros a quase zero e alimentam Thanatos em seu cruel e perverso desejo de morte, vazio e fim.


    Acontece que, assim como o recalcado retorna, retorna a Libido reprimida igualmente, que assume três modalidades de manifestação: Princípio de destruição; numa outra, ela reduz os autômatos humanos à infantilização, ao conformismo, à dessublimação repressiva (como, por exemplo, a exibição dos corpos nus pela propaganda como profanação); numa terceira, enfim, ela torna possível a rebeldia de Eros, a transgressão que não é afirmação do existente, mas sua negação (por exemplo, as "perversões" sexuais como fonte de saúde e de vida). Nesta terceira via, a sexualidade rebelde parte em busca da unidade perdida, da recomposição do corpo e do espírito, e recusa funções.


    Vale a pena ler e reler! Nos leva a compreender a partir dos conceitos da psicanálise a repressão sexual obtida através da racionalização exercida sobre o trabalho e sobre toda a nossa vida pela sociedade contemporânea, que tenta e na maioria das vezes consegue, transformar tudo e todos em mercadoria, objeto de consumo, mercantilizando inclusive, a sexualidade. ele chama de sociedade unidimensional (isto é, uma sociedade sem dimensões e diferenciações, onde tudo eqüivale a tudo, se troca.

    Indico, para uma complementar compreensão da temática, a leitura do livro "Repressão sexual: essa nossa (des)conhecida" da brilhante professora Marilena Chauí, publicado pela

sexta-feira, 13 de novembro de 2009


"A proposição de Sigmund Freud sobre a que a civilização está baseada na subjugação permanente dos instintos humanos, foi aceita como evidente. A sua pergunta, sobre se os sofrimentos assim inflingidos aos indivíduos teriam valido a pena polos benefícios da cultura, não foi levada muito a sério — ainda menos quando o próprio Freud considerava o processo inevitável e irreversível. A livre gratificação das necessidades instintivas do homem é incompatível com a sociedade civilizada: a renúncia e o retardamento das satisfações são os pré-requisitos do progresso. «A felicidade — disse Freud — não é um valor cultural». A felicidade deve estar subordinada à disciplina do trabalho como uma ocupação integral do tempo, à disciplina da reprodução monogâmica, ao sistema estabelecido de lei e ordem. O metódico sacrifício da libido é um desvio imposto rigidamente para sevir às atividades e expressões socialmente úteis, é cultura."

(Herbert Marcuse - Eros e a Civilização)

Vale a pena ler, logo publico uma pequena resenha!


Pemitam-me divagar, poetizar sobre sexualidade: a beleza suprema do amor!

Hoje senti vontade de escrever um poema sobre as faces e interfaces da sexualidade,
Me permitam!


Sexualidade ...

Sensualidade...
Cheiro...
Tato...
Olfato...

Pele,
Toque,
calor...

Instintiva,
Racional,
Biológica,
Carnal,
Animal.

Fascinante...
Intensa,
Divina...
Estonteante...

Explosão!

Encanto...
Sedução...
Sensação...

Vida que pulsa...

Pulso...
Sangue que corre...
Orgasmo!
Corpo que Morre...
Vida que escorre...

Êxtase!

Corpo que renasce!
Morte fértil,
Vida que floresce!

Sexualidade!

Liberdade,
Intimidade,
Leveza,
Beleza,
Dialética natureza!

Encontro,
troca,
doação,
atração,
fusão,
paixão,
inspiração.

Mente,
Corpos ardentes,
Pernas,
olhos,
mãos,
braços,
Compassos...
Abraços...
corpos se entrelaçam...

Entrega!
Plenitude,
Silêncio,
Grito,
Sussuros,
Gemidos,
Urros!

Olhos que falam!
Bocas que calam!

Desejo...
Vontade...
Necessidade...

Bem-estar...
Prazer...
Querer...


Macho,
Fêmea,
Corpos,
Cenários,
Imaginários.

Fantasia,
Erotismo,
Delírios...
Delícias,
Carícias...

Duelo,
Elo,
Entre o corpo e mente
Semente...

Toque,
Alma,
Loucura,
Calma...

Sexualidade!

Fecundidade,
Fertilidade,
Força
Perpetuação
Comunhão
Celebração
Contemplação...

Viagens,
Voos
Ceu
Inferno
Momento eterno...

Sublime,
Selvagem,
Doce,
Inigualável,
Insaciável.

Dança dos corpos...

Busca,
Essência,
Afinidade,
Completude,
Metades.

Harmonia,
Sintonia,
Magia,
Energia.

Cio
Acasalamento,
Sensorial
Visceral!

Calor,
Clamor,
Cheiro que embriaga,
Sabor,
Instinto,
Amor...

Sexualidade!

Autora: Profa. Dra Cláudia Bonfim


Sexualidade
Permita-se conhecer-se, conhecer o outro, descobrir-se.
Sentir...
Ser...
Humanizar-se!
Perpetuar-se!

Sexo é muito mais do que o ato entre duas pessoas com o fim reprodutivo... Sexo é luz, é libertação, quebra de paradigmas (por que não?), é expressão da alma, é mistura de sentimentos nobres com tesão, carinho, extase, amor, paixão, fome, fusão!



terça-feira, 10 de novembro de 2009

[...] quem melhor que os oprimidos, se encontrará preparada para entender o significado terrível da sociedade opressora?
Quem sentirá melhor que eles, os efeitos da opressão?
Quem, mais que eles, para ir
compreendendo a necessidade de libertação?
Libertação à qual não chegaram pelo acaso, mas pela práxis de sua busca;
pelo conhecimento e reconhecimento da necessidade de lutar por ela.

(PAULO FREIRE)

  • ...

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