domingo, 20 de dezembro de 2009

De Volta ao nosso deleite!

  • Primeiro queria me desculpar pela demora em retornar às postagens, porém esse segundo semestre foi atípico em todos os setores, além das demandas da profissão docente, da coordenacão de TC, dos meus escritos e pesquisas, e das participacões em congressos e simpósios, final de semestre e sempre uma correria, ainda mais com centenas de provas, trabalhos, resenhas e projetos para corrigir. Mas enfim, sobrevivemos! Agora de férias, vou poder dedicar um tempo aos meus escritos e poesias e sonhos mais subjetivos. Quero postar hoje algo que já havia prometido, eu diria que não é uma resenha, uma espécie de degustação, para que vocês sintam o gosto, e sintam vontade de saborear o livro no todo, seria um convite à leitura de "Eros e Civilizacao" de Herbert Marcuse. Apresentaremos na verdade, dois conceitos (categorias) necessários na compreensão dessa obra, a conceituação de Repressão Sexual e Trabalho.

    Marcuse se utiliza de conceitos psicanalíticos buscando uma melhor compreensão da Repressão Sexual, utilizada por nossa sociedade para sua auto-conservação. Ele denomina essa sociedade unidimensional ou seja, sem dimensões e/ou diferenciações de valores. Tudo equivale a tudo, todos a todos (como se, basicamente, tudo fosse mercadoria), numa condição de objetos de consumo.


    Apresenta ainda, o que ele chama de sociedade administrada, isto é, não há real (pura) liberdade de expressão. Tudo o que dizemos, fazemos, pensamos, gostamos e não. Ele coloca que tudo é controlado por uma força maior, inapontável e incombatível.

    Marcuse fala sobre o que ele conceitua como Super-Repressão, que afirma ser um conjunto de restrições e imposições que auxiliam a domesticação do Homem para o convívio em sociedade, indo além do Recalque e da Contenção do Princípio de Prazer por exigências do Princípio de Realidade de Freud. Quando Freud expõe a Contenção do Princípio de Prazer, ele traz uma explicação que o homem vive em constantes angústia e penúria, assim devendo trabalhar para sobreviver a esse desgosto. Com isso, não só a Libido é sublimada e convertida num melhor rendimento, mas também o prazer é ensinado a se protelar para suportar frustrações e angústias longas (às vezes definitivas). Ou seja, nessa vertente o trabalho (de certa forma deveria ser convertido “em prazer”, ou melhor, em momento de anestesia para nossas ângústias, com a mente ocupada com o trabalho, nosso corpo não “sofreria”, ou melhor nossa Libido torna-se oculta. Na Super-repressão não é o bem-estar individual que importa e sim a existência e bem estar na sociedade. Considera-se que a Super-Repressão, assim como fragmenta as condições existenciais desses indivíduos sociais quase que absolutamente, fragmenta também a sexualidade.


    Ou seja, o trabalho torna-se o aspecto central e fundamental de nossa existência, e para que este seja aceito como valor e virtude central, ocorre a dessexualização e deserotização do corpo destruindo as múltiplas zonas erógenas que possui afirmando que qualquer estímulo a elas é imoral, perverso e criminoso, reduzindo a sexualidade então a mera cópula com fins procriativos, limitando-a à genitalidade (ainda assim “controlada” e reprimida).

    E aqueles que buscam superar essa Super-repressão, buscando a satisfação de suas necessidades, desejos e vontades, se for conservada, serão considerados socialmente pervertidos, imorais ou criminosos. Porém, a Super-Repressão não visa à dominação por si só, mas sim à funcionalização do Homem transforma o trabalho que era virtude em trabalho alienado, privador de satisfação, prazer, alegria e compensações (sendo essas últimas adiadas, mas nunca alcançadas), assim destornando-o fonte de criação e sublimação. Acaba por matar o prazer. A sociedade racionalizada é uma sociedade funcional, isto é, nela tudo o que existe, só tem direito à existência se for definido por um função útil, adequada e aceita: a sexualidade será, então, a função especializada em procriar e função especializada de alguns órgãos do corpo.

    Para que a Super-Repressão ocorra devidamente é necessário, contudo, que ela esteja internalizada; e, para que possa ser internalizada, recorre à divisão do tempo e espaço, limitando-os e suas possibilidades de propiciarem um momento para a sexualidade. E, para piorar, essa limitação de tempo-espaço não ocorre só com o sexo, mas também com o lazer. Essa problemática implica num terrível dilema: o tempo possível de ser dedicado ao lazer é o mesmo da sexualidade. Diante dessa limitação temporal e espacial de possibilidade de satisfação o indivíduo encontra a opção mercantilista de sexualidade como uma “válvulva” ilusória de escape a pornografia, motel, sauna, casa de massagem, casas de swing, trazendo uma ilusão de liberdade sexual. E é por esse caminho que a Super-Repressão se articula com o Princípio de Rendimento.


    A super-repressão não se contenta com a dominação e a funcionalização. O trabalho que ela valoriza e transforma em virtude é o trabalho alienado, isto é, aquele que não traz satisfação, nem alegria, nem compensações, que não é fonte de criação, nem possibilidade de sublimação. Trabalho ascético da vida ascética, o trabalho super-reprimido não protela nem substitui o prazer: apenas o mata.


    Marcuse o determina como forma contemporânea do princípio de realidade: consumir para produzir e produzir para consumir. Com isso, o indivíduo sente-se humilhado se não atinge às demandas de consumo e produção impostas pela sociedade. Com isso, a identidade do indivíduo não depende mais da relação [corpo-psique-ics-consciência Natureza-cultura], mas dos critérios de avaliação social. Deixamos de ser autônomos quanto à sexualidade e nossas próprias vidas para sermos heterônomos ou seja, deixamos de seguir nossas próprias leis e passamos a ser determinados por leis alheias. Super-Repressão e Princípio de Rendimento, dessa forma, reduzem o Eros a quase zero e alimentam Thanatos em seu cruel e perverso desejo de morte, vazio e fim.


    Acontece que, assim como o recalcado retorna, retorna a Libido reprimida igualmente, que assume três modalidades de manifestação: Princípio de destruição; numa outra, ela reduz os autômatos humanos à infantilização, ao conformismo, à dessublimação repressiva (como, por exemplo, a exibição dos corpos nus pela propaganda como profanação); numa terceira, enfim, ela torna possível a rebeldia de Eros, a transgressão que não é afirmação do existente, mas sua negação (por exemplo, as "perversões" sexuais como fonte de saúde e de vida). Nesta terceira via, a sexualidade rebelde parte em busca da unidade perdida, da recomposição do corpo e do espírito, e recusa funções.


    Vale a pena ler e reler! Nos leva a compreender a partir dos conceitos da psicanálise a repressão sexual obtida através da racionalização exercida sobre o trabalho e sobre toda a nossa vida pela sociedade contemporânea, que tenta e na maioria das vezes consegue, transformar tudo e todos em mercadoria, objeto de consumo, mercantilizando inclusive, a sexualidade. ele chama de sociedade unidimensional (isto é, uma sociedade sem dimensões e diferenciações, onde tudo eqüivale a tudo, se troca.

    Indico, para uma complementar compreensão da temática, a leitura do livro "Repressão sexual: essa nossa (des)conhecida" da brilhante professora Marilena Chauí, publicado pela

sexta-feira, 13 de novembro de 2009


"A proposição de Sigmund Freud sobre a que a civilização está baseada na subjugação permanente dos instintos humanos, foi aceita como evidente. A sua pergunta, sobre se os sofrimentos assim inflingidos aos indivíduos teriam valido a pena polos benefícios da cultura, não foi levada muito a sério — ainda menos quando o próprio Freud considerava o processo inevitável e irreversível. A livre gratificação das necessidades instintivas do homem é incompatível com a sociedade civilizada: a renúncia e o retardamento das satisfações são os pré-requisitos do progresso. «A felicidade — disse Freud — não é um valor cultural». A felicidade deve estar subordinada à disciplina do trabalho como uma ocupação integral do tempo, à disciplina da reprodução monogâmica, ao sistema estabelecido de lei e ordem. O metódico sacrifício da libido é um desvio imposto rigidamente para sevir às atividades e expressões socialmente úteis, é cultura."

(Herbert Marcuse - Eros e a Civilização)

Vale a pena ler, logo publico uma pequena resenha!


Pemitam-me divagar, poetizar sobre sexualidade: a beleza suprema do amor!

Hoje senti vontade de escrever um poema sobre as faces e interfaces da sexualidade,
Me permitam!


Sexualidade ...

Sensualidade...
Cheiro...
Tato...
Olfato...

Pele,
Toque,
calor...

Instintiva,
Racional,
Biológica,
Carnal,
Animal.

Fascinante...
Intensa,
Divina...
Estonteante...

Explosão!

Encanto...
Sedução...
Sensação...

Vida que pulsa...

Pulso...
Sangue que corre...
Orgasmo!
Corpo que Morre...
Vida que escorre...

Êxtase!

Corpo que renasce!
Morte fértil,
Vida que floresce!

Sexualidade!

Liberdade,
Intimidade,
Leveza,
Beleza,
Dialética natureza!

Encontro,
troca,
doação,
atração,
fusão,
paixão,
inspiração.

Mente,
Corpos ardentes,
Pernas,
olhos,
mãos,
braços,
Compassos...
Abraços...
corpos se entrelaçam...

Entrega!
Plenitude,
Silêncio,
Grito,
Sussuros,
Gemidos,
Urros!

Olhos que falam!
Bocas que calam!

Desejo...
Vontade...
Necessidade...

Bem-estar...
Prazer...
Querer...


Macho,
Fêmea,
Corpos,
Cenários,
Imaginários.

Fantasia,
Erotismo,
Delírios...
Delícias,
Carícias...

Duelo,
Elo,
Entre o corpo e mente
Semente...

Toque,
Alma,
Loucura,
Calma...

Sexualidade!

Fecundidade,
Fertilidade,
Força
Perpetuação
Comunhão
Celebração
Contemplação...

Viagens,
Voos
Ceu
Inferno
Momento eterno...

Sublime,
Selvagem,
Doce,
Inigualável,
Insaciável.

Dança dos corpos...

Busca,
Essência,
Afinidade,
Completude,
Metades.

Harmonia,
Sintonia,
Magia,
Energia.

Cio
Acasalamento,
Sensorial
Visceral!

Calor,
Clamor,
Cheiro que embriaga,
Sabor,
Instinto,
Amor...

Sexualidade!

Autora: Profa. Dra Cláudia Bonfim


Sexualidade
Permita-se conhecer-se, conhecer o outro, descobrir-se.
Sentir...
Ser...
Humanizar-se!
Perpetuar-se!

Sexo é muito mais do que o ato entre duas pessoas com o fim reprodutivo... Sexo é luz, é libertação, quebra de paradigmas (por que não?), é expressão da alma, é mistura de sentimentos nobres com tesão, carinho, extase, amor, paixão, fome, fusão!



terça-feira, 10 de novembro de 2009

[...] quem melhor que os oprimidos, se encontrará preparada para entender o significado terrível da sociedade opressora?
Quem sentirá melhor que eles, os efeitos da opressão?
Quem, mais que eles, para ir
compreendendo a necessidade de libertação?
Libertação à qual não chegaram pelo acaso, mas pela práxis de sua busca;
pelo conhecimento e reconhecimento da necessidade de lutar por ela.

(PAULO FREIRE)

  • ...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

PAULO FREIRE UMA LIÇÃO DE VIDA E DE CIDADANIA


  • Inspirada no livro de Paulo Freire “À Sombra desta Mangueira”, e ouvindo Mercedes Sosa (Sólo le Pido a Dios) comecei a sentir, a rabiscar estes escritos, e pensar como diz Freire, que ser educador é mesmo reconhecer a realidade e assumi-la com toda dor que isso implica e aprender a superar as dificuldades e transformar estas, em possibilidades.
    Quando Freire falava da saudade de sua terra, do seu quintal, da sombra e do cheiro da mangueira, eu emocionada, ia refazendo uma viagem à minha humilde infância e pensando... “Eu Cláudia, também antes de tornar-me cidadã do mundo, fui e sou uma cidadã de Cornélio Procópio, a partir de meu quintal da infância em Godoy Moreira-PR e depois da Vila Independência em Cornélio Procópio-PR.”
    Como afirma Freire: “a terra que a gente ama, de que a gente fala e a que se refere, tem sempre um quintal, uma rua, uma esquina, um cheiro de chão, um frio que corta, um calor que sufoca, um valor por que se luta, uma carência, uma língua que se fala diferentes entonações. A terra por que às vezes se dorme mal, terra distante por causa da qual a gente se aflige tem a ver com o quintal da gente, tem que ver com as esquinas das ruas, com os sonhos da gente. Em certo momento, a amorosidade pelo nosso quintal se estende a outros e termina por se alojar numa área maior a que nos filiamos e em que deitamos raízes, a nossa cidade.”
    Antes de ser a Doutora Cláudia, eu sou primeiro e tão somente a Cláudia, essencialmente, visceralmente, (com suas dores, sonhos, ideais, afetividade, com seu "olho" de jabuticaba, com sua luta, a Filha da dona Cleusa e do seu Afonso, Procopense, Paranaense, depois, Brasileira, Latino-americana. Mãe da Caroline e da Beatriz, Educadora. E revi minha trajetória na Escola Presidente Costa e Silva em Godoy Moreira-PR, em Cornélio Procópio na Escola Lourenço Filho, no Alberto Carazzai, no Castro Alves, no Colégio Cristo Rei, na FAFICOP (hoje UENP), na UNICAMP. 
    O Brasil, com a dimensão e a significação que existe hoje para mim, também não existiria sem minha família, sem minha cidade, a que se juntaram outras pessoas, outros sonhos, outras cidades...   Como diz Freire: “Quanto mais enraizado na minha localidade, tanto mais possibilidades tenho de me espraiar, me mundializar. Ninguém se torna local a partir do universal. O caminho existencial é inverso.” 
    Recordei dos meus amigos de infância e de como queria compartilhar com eles tudo isso... meus horizontes, minhas viagens, minhas aprendizagens...  E pensei, no quanto temos que ter perseverança, força, resistência aos sofrimentos, aos obstáculos, às dificuldades financeiras, aos preconceitos, e no quanto valeu, e vale a pena sentir, e viver tudo isso. Mas também, senti uma tristeza enorme porque queria fazer mais pela minha cidade, contribuir mais com a educação do meu povo e muitas vezes, sou privada disso, e sei que poderia contribuir e gostaria de estar fazendo isto, mas questões político-partidárias e egos inflados nos impedem. 
    Me veio, novamente à lembrança, aquele moço que citei no artigo anterior que conversei na rodoviária de Campinas, e as milhões de pessoas que não conseguiram superar a visão limitada do seu quintal, e que sentem a dor da fome, do preconceito, isso é desumano. Aliás, penso que nossa compreensão de fome não pode ser apenas etimológica, consultada num dicionário, mas como diz Paulo Freire “ao reconhecer a significação da palavra, devo conhecer as razões de ser do fenômeno. Se não posso ficar indiferente à dor de quem tem fome, também não posso sugerir-lhe que sua situação se deve à vontade de Deus. Isso é mentira.” 
    Espero como Freire, que daqui alguns anos, meus velhos amigos, aquele moço e  tantas outras pessoas sofridas possam descobrir que mesmo vivendo numa sociedade desumanizada, não podemos desistir dos nossos sonhos, e que nossa luta tem que ser política, para que possamos acordar e superar o atual pesadelo que nos assombra.
    Como diz Freire, que todos possam perceber que a transformação não se faz com anuência dos poderosos, donos das multinacionais, dos grandes bancos, da elite; mas que a transformação se faz com mobilização popular, com oposição, com decisão política e para isto precisamos de lideranças lúcidas, democráticas, coerentes, precisamos abrir nossas mentes, precisamos nos educar.
     É preciso derrotarmos nas urnas esses senhores, autores de discursos em que prometem aquilo que sabem que não farão. Daí a urgência de que a maioria de deserdados e deserdadas se somem e lutemos todos em favor da libertação, transformando o mundo ofensivo num mundo mais gentificado. Do ponto de vista político e ético, acrescente-se.Precisamos democraticamente derrotar gente como esta que pensa primeiro em si, segundo em si e nunca nos outros, sobretudo se estes pertencem às classes populares.” (FREIRE)
    Nossa luta, educadores tem que ser  contra essa aquelas pessoas  individualistas que  que sequer conseguiram superar a visão limitada de si mesmo; nossa luta tem que ser em favor de milhões, do nosso povo, a quem, até o básico é negado, a esses milhões chamados de cidadãos, mas que da cidadania são privados. 
    Escrevi este texto após a leitura de um dos mais emocionantes e convocatórios livros: “À Sombra Desta Mangueira” do Mestre Paulo Freire, leitura que deveria ser obrigatória a todos, especialmente aos educadores, e aos políticos para quem sabe despertar nestes a virtude da humanidade.
    Freire fala do exílio, do Brasil, do seu sonho de educador; nos faz sofrer e sonhar com ele, nos revigora as forças e esperanças e nutre nossas utopias. Já de início manifesta sua recusa a crítica cientificista que insinua falta de rigor no modo como discute os problemas e na linguagem demasiado afetiva que usa.
    Faço minhas, as palavras dele: “a paixão com que conheço, falo ou escrevo não diminuem  o compromisso com que denuncio ou anuncio. Sou uma inteireza e não uma dicotomia. Não tenho uma parte esquemática, meticulosa, racionalista e outra desarticulada, imprecisa, querendo simplesmente bem ao mundo. Conheço meu corpo todo, sentimentos, paixão. Razão também.” 
    E continua: “Sou um ser no mundo, com o mundo e  com os outros, um ser que faz coisas, sabe e ignora, fala, teme e se aventura, sonha e ama, tem raiva e se encanta. Um ser que se recusa a aceitar a condição de mero objeto; que não baixa a cabeça diante do indiscutível poder acumulado pela tecnologia...”
    Concordo Freire quando esclarece que, um sistema econômico que não prioriza as necessidades humanas, produzindo políticas assistencialistas e continua a conviver indiferente com a fome de milhões, não é merecedor do respeito dos educadores nem de qualquer ser humano. E salienta que  “não me digam que as coisas são assim porque não podem ser diferentes”. Afirma que as coisas não mudam porque, se isto ocorresse, “feriria o interesse dos poderosos”, e nos convoca para a luta da transformação social nos alertando: “Não posso tornar-me fatalista para satisfazer os interesses dos poderosos. Nem inventar uma explicação “científica” para encobrir uma mentira... É preciso que a fraqueza dos fracos se torne uma força capaz de inaugurar a injustiça. Para isso, é necessária uma recusa definitiva do fatalismo. Somos seres da transformação e não da adaptação.” 
    Temos que romper  com o determinismo, com os espaços definidos pelos poderosos como o espaço de sobrevivência da classe dominada. E insiste em dizer que “a História é possibilidade e não determinismo. Somos seres condicionados, mas não determinados.” E que devemos entender a História como possibilidade, de ruptura, de transformação.  Afirma que no exílio, o Brasil todo lhe fazia falta, e insistia em dizer “Sou brasileiro, sem arrogância; mas pleno de confiança, de identidade, de esperança em que, na luta, nos refaremos, tornando-nos uma sociedade, menos injusta.”  E que se recusava a aceitar que não há nada a se fazer, diante das conseqüências da globalização da Economia, que devemos nos recusar a curvar docilmente a cabeça. 
    Como Freire, nós educadores não podemos, jamais, aceitar que a prática educativa deva se ater-se tão somente à “leitura da palavra”, à “leitura do texto”, mas que tem necessariamente que ater-se também à “leitura do contexto”, à “leitura do mundo”.
    Devemos como Paulo Freire diz, alimentar nosso “ otimismo crítico e nada ingênuo, na esperança que inexiste para os fatalistas.” Não poderia ainda deixar de citar meu  mestre César Nunes que sempre nos convida e convoca a todos educadores e cidadãos para que continuemos a luta, colocando que os obstáculos podem retardar nossa vitória, mas não suprimi-la.

    (Autora - Cláudia Bonfim)

domingo, 25 de outubro de 2009

Falando de Sexualidade na Escola - Trecho audio entrevista Prof. Claudia Bonfim - Radio Jovem Pan - SP

Com prazer socializamos o audio de um pequeno trecho da entrevista que concedemos ao vivo para o Jornalista Oliveira Andrade na Radio Jovem Pan de SP. A entrevista na integra esta disponivel no site da radio Jovem Pan como ja publicamos aqui.


Clique na setinha de Play no desenho acima para ouvir o audio de um pequeno trecho da entrevista.

Queria ressaltar que os compromissos do cotidiano e correria da vida nao tem permitido que eu dedique o tempo que gostaria para postar aqui,
Muitas foram as alegrias e surpresas neste inicio de outubro hoje 07 de outubro de 2009, concedemos uma entrevista ao vivo sobre a tematica ao Jornalista Oliveira Andrade da Radio Jovem Pan de Sao Paulo, durante mais de 15 minutos. No site da radio foi publicada a entrevista na integra no linkhttp://jovempan.uol.com.br/noticias/noticia/alunos+sofrem+com+falta+de+informacao+sobre+sexo-175403,,0

esse outro link vai direto no audio completo

Neste outro link tem a entrevista editada e reproduzida no Jornal Online da Jovem Pan




quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sexualidade da Mulher

Se refletirmos sobre a vida sexual das mulheres hoje, vamos encontrar avanços e contradicoes. Mesmo em pleno séc. XXI, ainda vivemos numa sociedade sexualmente em crise, pautada em dogmas, tabus e preconceitos, e por outro lado uma sociedade que usou o hedonismo para tornar o sexo um produto de mercado, uma sexualidade de pura libertinagem, sem limites éticos e sem respeito e cuidado com o próprio corpo.

Vivemos numa sociedade que deixa a educação sexual dos filhos a mercê da midia, ou delega esta a Escola, e onde a Escola por sua vez, não se encontra preparada sobre o que ensinar no âmbito da sexualidade. Numa sociedade que, ou continuou na vertente do patriarcalismo, do moralismo ou foi ao seu extremo oposto, não conseguindo encontrar o equilíbrio e viver de maneira saudável e emancipadora sua sexualidade, onde a enorme maioria de homens e mulheres ainda que conhecedores dos perigos do sexo desprotegido com estranhos, continuam instintivamente praticando o Bare back, onde a prostituição é um hábito enraizado de Norte a Sul.

Mesmo após tantos avanços e debates a mulher ainda é alvo de violência familiar desde a infância, e seu desenvolvimento sexual e podado, negado, reprimido ou abusado, e mesmo na adolescência e depois em adulta, continua sofrer violências sexuais, emocionais, afetivas, intelectuais, sociais, economicas, físicas, etc. Precisamos ainda avancar muito para conseguir viver plena e saudavelemente nossa sexualidade. Estamos entre a libertinagem e a liberdade, precisando encontrar o ponto de equilibrio, mas sabemos que muitas mulheres condicionadas pela visao dogmatica e reprodutiva da sexualidade nao tenham em pleno seculo XXI se permitido conhecer e viver sua sexualidade de maneira plena e saudavel.

Estudos comprovam que Cinco (5) em cada 10 mulheres apresentam algum tipo de disfunção sexual, por diversos motivos sejam eles físicos ou psicológicos, aqui vou enfatizar apenas o lado educativo, emocional que influem no aspecto psicológico. O que deixa explicito a dificuldade que muitas mulheres têm em lidar com a sua sexualidade e o seu prazer. E lamentavelmente a maioria destas mulheres sequer reconhecem que sofrem disfunções sexuais. Muitos casais chegam ao divórcio devido aos problemas de incompatibilidade sexual oriunda destas disfunções. Na maioria das vezes um dos parceiros sofre de uma disfunção sexual e não percebe essa deficiência por achar que é algo comum por ignorância e temor, vivem sexualmente frustrados por não buscarem ajuda e esclarecimentos.

É um lamentável em pleno o século XXI o sexo ainda ser tratado como vergonhoso, como pecado. Que a sexualidade ainda seja vivida de maneira reprodutiva e moralista. Muitas pessoas, especialmente mulheres deixam de fazer sexo ou o enchem de proibições em tudo, ou vivem uma vida sexual de culpa e frustração até mesmo dentro dos seus relacionamentos maritais, dessa forma abre-se espaço a busca de outros relacionamentos. Sexualidade envolve fantasia, erotismo. O ato sexual é finito, mas o erotismo tem que infinito.

As mulheres precisam primeiro se permitir explorar a sua própria sexualidade para depois seduzir. Precisam ter auto-estima, seguranca, pois a sensualidade vem de dentro, o aspecto físico é secundário, o que torna uma mulher realmente sensual, é seguranca. Precisamos nos aceitar, nos cuidar, nos conhecer, sentirmo-nos à vontade conosco mesmas, so entao conseguiremos fazer com o que outro nos deseje, nos valorize. Mulheres permitam-se conhecer melhor seu proprio corpo e o corpo do seu parceiro, uma tecnica que pode ajudar e muito nesse sentido e o Tantra que pretendo abordar num outro dialogo.

domingo, 11 de outubro de 2009

A PARTIR DE QUE IDADE DEVEMOS FALAR DE SEXUALIDADE?

Somos seres sexuados desde que nascemos, portanto a sexualidade e inerente ao nosso ser. Freud mostra como a sexualidade se desenvolve desde os primeiros anos de vida. Daí a necessidade de abordar individualmente desde a infância, mas a partir da curiosidade de cada criança e necessidades de cada fase. Na escola, acreditamos que esse assunto deve ser abordado coletivamente, a partir do 5o. ano do Ensino Fundamental, ou seja, entre 9 e 10 anos, quando a menina inicia sua menstruação e o menino aflora seus desejos.

Pela nossa prática como educadora sabemos que a atividade sexual no Brasil tem iniciado cada vez mais cedo, o que se constata atraves de pesquisas como a inclusão, no ano de 2000, no Censo IBGE incluiu, pela primeira vez, da faixa etária de 10 a 14 anos nas suas estatísticas de fecundidade, o que torna claro que muitas crianças estão exercendo sua sexualidade de forma inadequada, consequência da falta de informação e até da violência e abuso sexual. Sabe-se que entre 1993 e 1999 houve aumento de aproximadamente 30% do número de partos feitos no SUS em adolescentes mais jovens, entre 10 a 14 anos.

Consideramos equivocada a ideia de que falar de sexualidade induziria a uma sexualidade precoce, acreditamos que o fato da sexualidade ser um assunto velado, oculto contribui aindamais para desperte essa curiosidade. No entanto, a abordagem deve feita tem que ser de maneira natural e crítica, sempre utlizando a linguagem e abordagem coerente a cada fase.

Muitos pais ao serem questionados pelas crianças sobre sexo ficam alarmados, consideram um absurdo que uma criança ou mesmo que um adolescente queria falar sobre este assunto, que não possuem idade ainda para isso, como se as crianças e adolescentes fossem assexuados. Claro que, pais e educadores muitas vezes preferem ocultar, ignorar, esconder, fingir que não viram ou ouviram algo relacionado à sexualidade de seus filhos ou alunos, porque eles próprios pela Educação Sexual que tiveram, na maioria das vezses, repressiva, dogmatica e cheia de tabus, medos e culpas, não conseguiram ou se permitiram compreender e conhecer as potencialidades e possibilidades de sua própria sexualidade. Por isso, escondem, sentem vergonha ou evitam ao máximo tocar no assunto. Mas devemos lembrar, que não falar sobre um assunto significa de certa forma posicionar-se sobre ele, pois o silêncio consolida e perpetua a visao dominante.

Aos Pais eu diria: se você nao comecou a falar de sexualidade com seu filho, lembre-se a sexualidade está na mídia, a internet está ai aberta, cheia de informações muitas desinsformações, a televisao fala, mostra, induz, incita e geralmente de forma negativa, genitalista e quantitativa, e enquanto voce se nega a falar com seu filho sobre isso, a televisao continua falando e seu filho assim vai construindo sua identidade e sua vivência sexual pautando-se "modelos" da mídia. Portanto, acreditamos que quanto mais cedo se tiver uma Educaçao Sexual bem informada abrimos mais possibilidades de uma sexualidade adulta bem informada, consciente, com responsabilade afetiva e ética, plena, livre de dogmas, preconceitos e tabus.
A Educação Sexual que queremos pauta-se numa abordagem que entenda a sexualidade de maneira saudável, prazerosa, bonita, natural e essencial em nossa vida. E que busque fornecer ao ser humano as ferramentas necessárias para que possam conhecer seu proprio corpo, o corpo do outro e compreender sua sexualidade para que possa por si mesmo ser capaz de realizar escolhas afetivo-sexuais.

Eu diria que tão importante quanto o aprendizado da leitura e da escrita do mundo, é saber ler a si mesmo e escrever sua historia, conhecer o seu corpo, suas possibilidade e potencialidades, assim como adquirimos conhecimentos para transformar o mundo num lugar melhor, devemos conhecer nossa sexualidade para tornamos melhor o nosso mundo interno, o nosso corpo e nossa mente, que são o berço das significaçoes da vida. Por isso, nossa defesa de que a Educação Sexual escolar supere sua abordagem sobre sexualidade pautada meramente nas nocoes biológicas, ou seja, no aprendizado do corpo humano, seus órgãos e funções, pois esta visão reducionista e genitalista da sexualidade apenas consolida a visão da sexualidade mercantilista que reduz o corpo a um objeto, um produto, desumanizando as relações afetivo-sexuais. Como já dissemos em outras oportunidades, repetimos que os conhecimentos biológicos também são necessários e importantes, mas não suficientes para a compreensão da totalidade do sexualidade, sendo assim a Educação Sexual escolar, precisa, além da vertente corporal e de saúde preventiva, contribuir à formação de valores éticos e estéticos e para a crítica da forma banal, mercantilista e quantitativa que a sexualidade tem sido vivida nos dias de hoje.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Chegamos em Brasilia!


No dia 04 de outubro de 2009, nossa tese de Doutorado foi citada em uma matéria no Jornal do Brasil de Brasília após ter concedido uma entrevista à Jornalista Luciana Abade, o trabalho realizado pela Profa. Dra. Cláudia Bonfim chegou ao conhecimento das autoridades como ela tanto almejou, pois a responsável pela área temática de Educação Sexual no Ministério de Educação e Cultura (MEC) em Brasília após ser questionada sobre as conclusões e deficiências apontadas pela pesquisadora Cláudia Bonfim sobre a Educação Sexual na Escola, afirmou que a tese da pesquisadora Cláudia Bonfim está correta, é urgente a  a necessidade de se inserir na matriz curricular dos cursos de formação docente, Pedagogia e Licenciaturas,  uma disciplina ou disciplinas que abordem a sexualidade para além da ênfase biológica, que englobe também  ua dimensão sócio-histórica-cultural. Trechos da entrevista estão publicados no site do Jornal Online e no site do Terra. 
Link do Portal Terra com a matéria contendo trechos da entrevista concedida ao Jornal do Brasil de Brasília
http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/10/03/e031011042.asp



XII Congresso Brasileiro de Sexualidade Humana

E temos tanto a agradecer a Deus pois Ele tem abrido tantos caminhos para que possamos continuar levando o nome de Cornélio Procópio pelo Brasil afora. De 04 a 07 de outubro de 2009 tive o prazer a honra de ser uma das palestrantes do maior congresso de Sexualidade que acontece no País, além de apresentar trabalho e fazer alguns cursos com alguns palestrantes renomados, ensinei e aprendi, realizei a palestra de abertura Educacao Sexual, mas qual? Da Educacao Sexual que temos a Educacao Sexual que queremos, na mesa redonda composta por ilustres renomes do Brasil sobre Educação Sexual no XII Congresso Brasileiro de Sexualidade Humana realizado em Foz do Iguaçu.




Ezequiel Lopez Peralta (Argentina), Claudia Bonfim e Raquel Varaschim (Brasil)
Claudia Bonfim e Toni Reis (um ser humano incrivel)

Claudia Bonfim, Tereza Fagundes (UFBA), Ricardo Desiderio e Tony Reis (Brasil)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Surpreendente vida!


Hoje passei aqui apenas para indicar aos educadores um filme que nos permite refletir criticamente sobre a historia da sexualidade, "Eu me Lembro". O filme retrata a vida de um jovem desde seu nascimento até à fase adulta, acompanhada em paralelo aos acontecimentos do Brasil nas décadas de 50, 60 e 70. Acompanha o crescimento de Guiga, nascido na cidade de Salvador numa época provinciana. No contato com a mãe, Aurora, descobre a sexualidade e seus limites. Com o pai, Guilherme, temível, austero e puritano exacerbado, viverá muitos conflitos. O garoto cresce movido por culpa católica, marcada pela morte da mãe antes mesmo da adolescência.

E porque do titulo desta postagem?

Porque quem me indicou o filme foi um de seus atores, Ipojucan Dias *na foto abaixo em cena do filme!

Indicado! Vale a pena!

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Título: Eu Me Lembro
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 2005
Estréia no Brasil: 2006
Direção: Edgar Navarro
Atores: Lucas Valadares, Fernando Neves, Arly Arnaud, Valderez Freitas Teixeira, Annalu Avares, Ipojucan Dias

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

ESTAR BEM COM A SEXUALIDADE, MELHORA A PRODUTIVIDADE?

São comuns comentários associando a sexualidade quando alguém chega mau humorado no trabalho. Acreditamos que a pressão das empresas e instituições possam afetar a produtividade dos seus colaboradores, vamos entender por que. Entendemos que o stress pode interferir na qualidade de vida sexual das pessoas, e que um dos maiores motivos geradores do stress situa-se no âmbito do trabalho.

Se faz necessário explicitarmos que o stress ou estresse pode ser conceituado como o resultado de uma reação que o nosso organismo tem quando estimulado por fatores externos desfavoráveis, e essa reação pode ser física ou mentais e fazem aumentar a produção de nossa adrenalina, causando males especialmente no aparelho circulatório e respiratório.

Devemos entender que possuímos três dimensões que precisam estar em harmonia para que tenhamos uma vida de qualidade. A dimensão Biológica que se define através das características físicas herdadas ou adquiridas durante a vida, incluindo o metabolismo, as resistências e as vulnerabilidades dos órgãos ou sistemas; a dimensão Psicológica que envolve os aspectos afetivos, emocionais e de raciocínio, conscientes ou inconscientes. E a dimensão Social que engloba os valores, crenças, o papel na família, no trabalho e nos grupos sociais a que as pessoas pertencem, ou seja, o ambiente social de que faz parte. O trabalho insere-se na dimensão social, mas exige e influencia todas as nossas dimensões.

Vivemos numa sociedade competitiva ao extremo, sofremos diariamente tensões emocionais, tendo que atingir metas diárias nem sempre compatíveis com a realidade social e econômica, executar múltiplas atividades no trabalho. Somos pressionados, cobrados o tempo todo, trabalhamos num ritmo quase insuportável para dar conta das múltiplas atividades diárias, agüentamos o mau humor do chefe e dos colegas de trabalho. Haja controle para suportar essa sobrecarga emocional e manter nossa auto-estima e energia sexual sempre equilibrada. Assim como o trabalho pode ser fonte de grande satisfação, é também gerador de ansiedade e stress, caso o indivíduo não se equilibre, diante das exigências de produtividade e das adaptações às novas condições que surgem em seu cotidiano profissional.

O stress não apenas compromete o desempenho profissional, como as funções orgânicas, contribuindo para que possam surgir inúmeros problemas de saúde. A libido sexual é uma das primeiras funções do ser humano a ser atingida. A diminuição do desejo sexual, a impotência sexual (dificuldade de ereção nos homens e insensibilidade ao prazer nas mulheres). A resposta sexual sofre influência direta do stress causado pelo trabalho e preocupações do cotidiano, a perda da libido está associada a problemas como: desemprego, falência, processos, sobrecarga de atividades, tensões, etc. Uma pessoa que consegue manter seu equilíbrio psicológico vive melhor sua vida social e sexual e consequentemente torna-se mais produtivo que uma pessoa em constante stress. Pessoas com uma vida sexual plenamente ativa e realizada sentem-se mais dispostas para a vida em sua totalidade, são mais bem humoradas, equilibradas, sorridentes, criativas, etc.

Se as empresas conseguissem entender a importância que a sexualidade ativa e prazerosa pode ter na vida das pessoas e na sua produtividade profissional certamente investiriam não apenas em palestras para motivação no trabalho entre seus colaboradores, como também, no âmbito das relações afetivas e sexuais, e buscariam formas de diminuir o stress causado pelo trabalho, pois certamente uma pessoa realizada sexualmente tem mais energia (ao contrario do que se pensa) e pode fazer diferença seja para manter um ambiente de trabalho harmonioso entre os colaboradores, seja no quesito de um melhor atendimento ao publico ou cliente, seja no quesito produtividade profissional.

E para terminar uma dica, deixe as preocupações no trabalho e ao chegar em casa, desligue sua mente do trabalho e relaxe. Permita viver sua sexualidade de maneira prazerosa, pois acreditamos que estar realizado sexualmente é condição primordial para nossa qualidade de vida pessoal, social e profissional, ou seja, para que tenhamos uma vida mais produtiva e feliz.

sábado, 12 de setembro de 2009

Sujeito ou Objeto?

Hoje parei para refletir sobre “Ser Humano”. Vivemos numa sociedade cada dia mais desumanizada. Basta ligar a TV e isso se confirma; são as notícias de corrupção, os infindáveis atos de violência de todo tipo, sexual, social, abandono, descaso... E me pergunto como fica a “Educação” diante dessa barbarie?

A Educação a que me refiro é o ato de Educar em sua totalidade, educação familiar, escolar... Enfim, como vem sendo tratada a Educação, em tempos de globalização, tecnologia, competição exacerbada, individualismo, modernismos e tantos outros “ismos” presentes na sociedade capitalista, mercantilista, consumista e alienante? Partindo do entendimento de que Educar pressupõe relação humana, diálogo, troca, valores e para que esta ocorra necessita-se de respeito e na liberdade (lembrando que liberdade implica em respeitar o limite do outro).

Fico pensando, quais exemplos tem dado a família, a escola e a sociedade para as novas gerações. E não se trata de moralismo, mas de uma carência total de valores que são imprescindíveis a todo ser humano. A relação atual entre pais e filhos, na maioria das vezes é quase inexistente, cada um buscando seus próprios objetivos, a relação entre amigos na maioria das vezes, se reduz somente ao virtual, ou seja, a máquina ultrapassando os limites do contato humano.

Creio que precisamos para refletir sobre o que estamos nos tornando, sobre o que a ideologia vigente, consegue fazer conosco? Até que ponto não estamos, nos desumanizando e se deixando inconscientemente desumanizar-se? Até que ponto não estamos nos tornando “animais” quando aceitamos ainda que, sem perceber que sejamos domesticados pela classe dominante, pela mídia, pela tecnologia, pelas ondas da modernidade, da globalização? Não se trata de vivermos alheios a tudo isto, mas não deixarmos que nos tornemos produtos e não produtores de nossas vidas.

Não podemos perder nossa subjetividade, nossa sensibilidade, nossa capacidade de olhar o próximo, de entender que a vida humana necessita de cooperação, de interação, de calor humano, de que precisamos uns dos outros. Fico pensando, que Educação é essa que nos torna cada dia mais alienados, materialistas e gananciosos por “status”, poder. Não podemos perder o que de belo temos, devemos ser razão e emoção. Precisamos entender que Educar é ensinar a ver a vida com olhos humanos, a conhecer a si mesmo, ao universo, para tornamos nossa existência melhor, e tornar o mundo mais humano e mais digno de se viver, ou continuaremos a ser produto social?

Eu me nego a ser produto, objeto, porque quero e tenho por direito produzir minha própria história, me nego a essa desumanização que impera. É urgente uma educação pautada na humanização em tempos onde “Ser Humano” parece coisa de outro mundo.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009


Socializando um alegria e nossos agradecimentos ao Jornalista Rubens Morelli pela publicação no Jornal Correio Popular de Campinas da matéria com a entrevista que concedemos relativa ao nosso trabalho sobre educaçao sexual na escola, na ediçao de 08 de setembro de 2009. Registrado!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Pro dia nascer feliz


Bom dia amigos e alunos

Nesta correria do cotiano das aulas nao tenho mais postado com tanta frequencia hoje passei indicar que assistam o documentario Pro Dia Nascer Feliz que aborda as diferentes situações que adolescentes de 14 a 17 anos, ricos e pobres, enfrentam dentro da escola: a precariedade, o preconceito, a violência e a esperança. Foram ouvidos alunos de escolas da periferia de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco e também de dois renomados colégios particulares, um de São Paulo e outro do Rio de Janeiro.Ou seja, retrara a dualidade educacional de uma mesma sociedade. Vale a pena para refletirmos sobre nossa pratica educacional.
Vale a pena! Esta disponnivel online:
http://video.google.com/videoplay?docid=3379496063337408357&ei=DyKhSsWZEYWyrgKav6nnBA&q=pro+dia+nascer+feliz#

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