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sábado, 5 de fevereiro de 2011

MASTURBAÇÃO: quebrando alguns mitos e tabus sexuais

Boa noite meus queridos leitores, ouvintes e seguidores do nosso Blog Educação e Sexualidade, eu, Professora Doutora Cláudia Bonfim, venho primeiramente agradecer o imenso carinho que temos recebido e as manifestações de apreço ao nosso trabalho de pessoas de todas as partes do Brasil e do mundo. Pode parecer falácia mas não é. Aliás, foi uma grande surpresa para mim constatar não só através da estatística do Goolge como através dos e-mails que temos recebido de todo Brasil e outros países, entre os quais se destaca Portugal. Aliás os abraços de hoje vão para o Nuno Gomes de Portugal, e para Carlos JorgeTavares de Rio Maior, Portugal, e também ao Luiz Roberto Alves do Mato Grosso pela credibilidade em nosso trabalho, e claro a todos vocês que anonimamente ou não acompanham carinhosamente nosso blog, e especialmente aos novos vários seguidores do nosso Blog.



O Post de hoje surge de uma das respostas que enviei aos inúmeros e-mails que tenho recebido. A orientação aqui reproduzida pode servir para adolescentes e adultos que possam viver situações semelhantes.


Uma pessoa jovem se declara virgem, e diz se masturbar várias vezes por dia, mais para aliviar tensões do que para buscar de fato o prazer. Claro, nesta idade sua libido está em alta o que vem apontar um dos motivos de uma pessoa que não tenha um parceiro sentir necessidade  de se masturbar. Claro que, como já apontei anteriormente aqui no blog, tudo naa deve ser em equilíbrio, e se masturbar apenas para aliviar tensões (embora independente disto, relaxamos após se masturbar), não deve ser o objetivo. A masturbação deve ser pelo auto-conhecimento e pelo prazer. 

Importante ressaltar que a idade não importa no que se refere à masturbação. Isto não apenas coisa de adolescente.   Tanto adolescentes quanto adultos podem e devem se masturbar. O caso é que o adolescente tem maior curiosidade e o sexo, muitas vezes, ainda é uma novidade pra ele. Por este motivo, a masturbação nos jovens é um ato mais freqüente. Outra razão que leva os adolescentes a se masturbar é que, em geral, eles ainda não se têm um parceiro sexual definido e, toda vez que tiver vontade, eles têm que se resolver sozinho, o que pode ser seu caso se não tiver uma parceira definida. 
Outra ressalva quanto ao fato de uma pessoa ser virgem ou não, não é o fato central que leva uma pessoa a se masturbar. Pois, saiba que muitos casais com anos de relação ainda sentem prazer com a masturbação e com outras formas de preliminares também. Quem ainda não iniciou a vida sexual com um parceiro só tem a masturbação como fonte de prazer, mas isso não quer dizer que apenas eles chegam ao êxtase com a masturbação.
Deixe-me esclarecer que mesmo em excesso a masturbação não faz mal à saúde.   Pois,  a masturbação é uma atividade sexual igual ao sexo em si, e as reações que provocam no organismo quase as mesmas bem parecidas. Portanto, não existem malefícios para o corpo. Porém, quando uma pessoa deixa de fazer outras coisas apenas para se masturbar, aí a questão pode se complicar. Não há um número definido de quantas vezes uma pessoa possa se masturbar . Há dias em que a libido está mais forte e outros em que você pode nem pensar nisto. O limite é o seu próprio corpo e o seu desejo. O que não deve é deixar de fazer coisas importantes para passar o dia fazendo isso. Mesmo assim não é um vício, o que pode ocorrer é que a pessoa cria um desejo compulsivo e, muitas vezes, deixa de fazer coisas importantes e abre mão de compromissos para ficar se masturbando. Nesses casos, a pessoa precisa procurar ajuda terapêutica. Ainda assim, não chega a ser vício. Apenas sinal que a pessoa não consegue lidar corretamente com algo, ou encarar um problema e passa a canalizar na masturbação. Como uma espécie de fuga que passa a funcionar como busca de uma nova forma de prazer pra não lidar a questão  que lhe incomoda. Por isso, os problemas da vida devem ser encarados e superados.Masturbar-se pode aliviar uma pessoa momentaneamente, mas não resolve problemas, nem de fato ameniza-o, entende?
Para finalizar faz necessário dizer que pensar em masturbação diariamente não se caracteriza como um vício ou patologia, doença. O que pode ser problemático é pensar em masturbar-se o tempo todo. Porque assim a pessoa deixa de se relacionar com as demais. Masturbação é apenas e tão somente uma das formas de experimentarmos o prazer sexual. E  este, é apenas um dos prazeres que podemos experimentar na vida.
 Eu já apontei aqui várias vezes e repito, a sexualidade não está relacionada apenas ao ato sexual, mas a tudo que nos proporciona sensações e sentimentos prazerosos. Sorrir, comer, estar com alguém, se relacionar com a família, com os amigos, trabalhar, se divertir, namorar... tudo que melhora nossa qualidade de vida, que nos proporciona bem-estar são outros prazeres tão gratificantes e importantes na vida. E a questão não é dimensionar a importância, pois são prazeres distintos, mas todos fundamentais para nosso bem-estar, e nosso desenvolvimento psicossexual, para nossa humanização. Portanto, um não pode anular o outro. Não se esqueçam desses outros prazeres. Uma das formas de tentar aliviar as tensões é através do diálogo, dialogando com alguém que confia, ouvindo músicas que levantem seu astral podem ajudar.  E que a masturbação seja algo prazeroso, um momento de usar sua imaginação para buscar sua satisfação e manisfestar para si mesmo seus desejos mais ocultos.
Busque entender e resolver o que está lhe angustiando, gerando frustração. Parar de se masturbar ou continuar se masturbando, não é a questão. Você deve é  buscar refletir sobre o que o que está lhe afetando e tentar resolver o problema.

 No próximo post estaremos finalizando a II parte do tema da anorgasmia a partir de uma abordagem sócio-histórica-cultural. Abraços e até lá!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

MASTURBAÇÃO E SEXUALIDADE MASCULINA


            Olá meus queridos leitores, seguidores e ouvintes do nosso Blog Educação e Sexualidade, eu professora Doutora Cláudia Bonfim,  quero hoje enviar um abraço especial ao João Marcos Vitorino do Quinzópolis, que me escreveu um email carinhoso e emocionado, que muito nos alegrou. É isso ai menino, sonhe, dedique-se e persista que você ainda chegará a fazer um mestrado ou doutorado na Unicamp. E claro, um abraço sempre carinhoso a todos vocês que fazem do nosso Blog um cantinho especial e conhecido em todo país.
            O tema de hoje será Masturbação Masculina, vamos ao post de hoje que pode ser acompanhado na íntegra  através do áudio acima
.
            Abaixo alguns trechos do post...
“ Freud afirma que quem se esquece ou nega a sexualidade infantil é porque foi reprimido na infância. Pois, quando há repressão inevitavelmente algumas frustrações, conflitos trauma ou bloqueio mesmo inconsciente, ainda permanecem.             Por outro lado, se há pais muito repressivos, há muitos pais que são omissos ou permissivos demais. Em se tratando de sexualidade e masturbação feminina, lamentavelmente há pais que estimulam ou até incitam os meninos à iniciarem precocemente sua vida sexual, pois pelo fato dos pais serem frutos de uma sociedade patriarcal, machista, genitalista, acreditam que isso representaria um forma de garantir a virilidade do menino, como se o pênis, o sexo, o iniciar precocemente a própria masturbação e sentir desejos, fossem certificar aos pais que estes sejam de fato machos, como se isso simbolizasse o ser homem, e garantisse por si só, o poder masculino, o poder de sedução, de conquista, a maioria dos pais temem que seus filhos tenham problemas sexuais, seja no sentido da orientação sexual ou da virilidade em si. Precisamos superar essa visão equivocada e machista.
 [...]  Eu já disse em outro post e repito, educação sexual não é  ensinar o indivíduo conhecer a parte operacional da sexualidade, como se tem uma relação sexual, quais posições, como faz para se masturbar..., mas a saber lidar com suas emoções, sentimentos, a se relacionar corporal e afetivamente consigo mesmo e com as demais pessoas. De forma que este aprenda relacionar-se afetivamente e sexualmente de maneira ética, sendo capaz de formar seus próprios conceitos, sensações, sua própria identidade, pois estas irão contribuir para a formação de sua auto-estima, da sua percepção corporal, do respeito consigo mesmo e com o outro, sem frustrações e sentimentos negativos sobre a forma de viver a sexualidade, para na fase adulta vivê-la saudavelmente  e prazerosamente.”
  
Profª Dra Cláudia Bonfim

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