terça-feira, 5 de julho de 2011

Dados de abortos realizados na inglaterra por anomalias

Conforme dados divulgados pelo Departamento de Saúde da Inglaterra, dos 189.574 mil abortos realizados na Inglaterra e no País de Gales em 2010, 2.290 foram feitos devido a anomalias fetais, incluindo Síndorme de Down, problemas no sistema esquelético e fissura nos lábios. Seria a primeira vez que o governo inglês lança os dados sobre abortos realizados em razão de deficiências e as condições médicas dos fetos e os números chamaram a atenção.

As estatísticas revelaram que 482 fetos foram abortados devido a Síndrome de Down, 128 por distúrbios nervosos na espinha bífida e 181 por problemas músculo-esqueléticos, como “pé torto”. Nos dados constavam também que sete gestações foram interrompidas em razão de fissuras no palato, um problema que pode ser resolvido com uma cirurgia relativamente simples, que pode ser feita a partir dos três meses de idade. Quem solicitou a pesquisa foi a Aliança Pró-Vida inglesa.

A amniocentese, que é o exame realizado para descobrir problemas como a Síndrome de Down ou da espinha bífida, é feita entre a 15ª e a 18ª semana de gravidez e não faz parte de uma rotina normal de gravidez. É indicada para casos especiais, como em gestantes com mais de 35 anos ou anormalidade genéticas na família. O diagnóstico da fissura no lábio é feita normalmente no quinto mês de gestação.

O aborto no Reino Unido é permitido ser realizado até 24 semanas de gravidez. Após esse limite, o aborto pode apresentar risco para a vida da mãe e risco de grave de malformação do feto.

Eu tenho uma amiga com Síndrome de Down, ela é a pessoa mais encantadora que já conheci. Claro que não deve ser fácil para os pais ao descobrirem que terão um filho com a Síndrome de Down, que aliás é tema de filmes e novelas, que mostram que a pessoa portadora de Síndrome de Down pode ter uma vida “normal”. Muitos deles, A trabalham, estudam, namoram e se relacionam como as que não tem a síndrome. Esse desenvolvimento depende da estimulação da família, que deve incluí-los em todas as atividades sociais. É lógico que essas crianças tem suas limitações, mas quem não tem?. Nem todas conseguem terminam o ensino fundamental. Muitas não são alfabetizadas. Há também que se ressaltar que existem crianças com dificuldades maiores que outras, sem haver uma causa específica para isso, uma vez que a doença seria igual para todos. Mas é certo que existe também uma relação entre a precocidade do estímulo, o envolvimento da família e o desempenho da criança em todos os sentidos. O mais importante é essa criança se sentir amada e feliz, e lhes afirmo elas sabem amar como ninguém, do jeito mais puro e verdadeiro que podemos imaginar, no mais um diploma ou sucesso profissional, não é certeza de felicidade.

Muitas pessoas abortam porque não querem ter bebês, essa é uma discussão à parte. Mas o que você pensa do aborto realizado em razão dessas doenças?

Comente!

E a sexualidade das pessoas portadoras de Síndrome de Down e outras necessidades especiais? Bem, isto é já tema para um próximo post!
Abraços e até lá!

Profª Dra Cláudia Bonfim

Fonte:


 



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